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Olimpíadas de Tóquio 2020: confira os 10 melhores momentos do maior evento esportivo do mundo!

As Olimpíadas de Tóquio 2020 terminaram, mas deixaram momentos marcantes registrados na história

Redação Publicado em 09/08/2021, às 08h46

Encerramento das Olimpíadas de Tóquio 2020 - GettyImages
Encerramento das Olimpíadas de Tóquio 2020 - GettyImages

Neste domingo, 8, tivemos o encerramento oficial das Olimpíadas de Tóquio 2020. Apesar do fim da maior competição esportiva do mundo, ela deixou registrados momentos incríveis e que nunca vão sair da história do evento, de cada esporte, e de cada atleta.

As medalhas conquistadas pelo Brasil, por exemplo, que superaram as expectativas, e a marca do Rio 2016, o brilho de Rebeca Andrade na ginástica artística, a coragem de Simone Biles em desistir de competir para cuidar da saúde mental, tudo ficou marcado.

Para fechar essa edição das Olimpíadas de Tóquio 2020, o SportBuzz relembra aqui alguns dos 10 momentos mais marcantes da competição. Confira:

1- Simone Biles: da saúde mental à medalha de bronze

Um dos nomes mais esperados para se ver em ação durante os Jogos Olímpicos certamente foi o de Simone Biles na ginástica artística. No entanto, a americana, principal ginasta da modalidade, chamou a atenção não pelas suas acrobacias, mas por levantar uma questão importante.

A ginasta surpreendeu a todos quando anunciou que desistiu de quatro finais por conta de sua condição psíquica debilitada. Simone alegava que seu corpo e sua mente não estavam em sintonia, e que não queria competir dessa forma.

Depois dessa decisão, a americana viu as companheiras, e até ela mesma, conquistarem a medalha de prata na competição por equipes, quando estava entre as reservas. Alguns dias depois, e mais confiante, ela também levou o bronze na final da trave individual.

No fim, Simone Biles disse que saiu das Olimpíadas de Tóquio 2020 satisfeita com seu desempenho, mesmo levando em consideração as dificuldades que encontrou pelo caminho.

2- Ítalo Ferreira: o primeiro ouro do Brasil em Tóquio

Sem dúvida, a palavra dessas Olimpíadas foi superação! Além disso, o mantra de Ítalo Ferreira, que foi entoado por diversos atletas, também fez toda a diferença no fim.

"Diz amém que o ouro vem", dizia o surfista.

Com a esperança de fazer uma competição incrível, Ítalo conseguiu superar a prancha quebrada no início da bateria final contra o japonês Kanoa Igarashi. Sem ao menos pensar em desistir, ele pegou uma prancha reserva, e dominou a disputa.

Fazendo uma bateria impressionante, ele conquistou o primeiro ouro olímpico do surfe masculino, e o primeiro do Brasil em Tóquio 2020.

3- Rebeca Andrade: o baile de favela que dominou o mundo

O grande nome do Brasil na ginástica artística feminina, Rebeca Andrade não só fez história nas Olimpíadas de Tóquio 2020 conquistando as primeiras medalhas do país na modalidade, com a prata no individual geral, e o ouro no salto, mas muito mais do que isso.

A ginasta se destacou pela apresentação no solo, especialmente quando os alto falantes soltaram "Baile de Favela", de MC João, em pela Tóquio. Rebeca acabou ficando em quinto lugar nesse quesito, mas ganhou o primeiro ao ajudar a levar o funk para o resto do mundo.

4- Rayssa Leal: a fadinha mais jovem a subir no pódio

Se os brasileiros já estavam animados com a estreia do skate como esporte olímpico, acompanhar a modalidade se tornou ainda mais especial quando Rayssa Leal estava competindo.

A fadinha brasileira do skate ganhou os corações dos brasileiros pela forma como ficava em cima das quatro rodas, flutuando como uma fada, e se divertindo como a criança de 13 anos que ainda é.

Além de competir em uma modalidade totalmente nova nos Jogos Olímpicos, Rayssa ainda conquistou a medalha de prata no skate street feminino, participando do pódio mais jovem das Olimpíadas na história. 

Para se ter uma ideia, as três primeiras colocadas somam 42 anos, sendo a japonesa Momiji Nishiya, que ficou com o ouro, com 13 anos de idade, Rayssa também com 13, e a também japonesa Funa Nakayama, que levou o bronze, com 16.

5- Bruno Fratus: a medalha de bronze com sabor de amor

Depois de se ver no "quase" em outras edições das Olimpíadas, Bruno Fratus finalmente pôde comemorar com a medalha no pescoço.

Decidido a voltar para o Brasil depois de subir ao pódio, quando o nadador conseguiu o bronze nos 50m livre da natação, comemorou muito, tanto que acabou quebrando o protocolo na cerimônia de premiação, e deu um beijo na esposa, a ex-nadadora Michelle Lenhardt.

6- Hebert Conceição: o nocaute que vale ouro

Em uma luta impressionante, Hebert Conceição estava perdendo, e levando a prata para o Brasil no boxe, mas como bom baiano que é, ele não desistiu, e na primeira oportunidade que encontrou um ponto fraco do adversário, o nocauteou.

Somente esse nocaute daria a vitória, e consequentemente o ouro para Hebert na final da categoria até 75kg.

O pugilista conseguiu encaixar um golpe de esquerda, que fez com que o ucraniano Oleksandr Khyzniak, que estava invicto há mais de 60 lutas, fosse imediatamente para o chão, completamente desnorteado.

O nocaute impressionante levou Hebert às lágrimas, e o ouro para o Brasil.

7- Mutaz Barshim e Gianmarco Tamberi: histórica vitória compartilhada

Competindo pelo atletismo, Mutaz Barshim, do Qatar, e Gianmarco, da Itália, reviveram um marco que não acontecia há 113 anos nas Olimpíadas. Entrando em acordo, ambos encerraram a final do salto em altura, e se sagraram campeões.

Esse foi mais um capítulo na história de amizade deles, que já é antigo.

Depois de fraturar o tornozelo, e ficar fora da disputa por medalhas no Rio 2016, Tamberi recebeu ajuda, e foi incentivado por Barshim depois de ter frustrações no retorno às competições.

8- Quinn e Laurel Hubbard: a representatividade trans

Nesta edição das Olimpíadas de Tóquio 2020, dois atletas transgêneros competiram, e entraram para a história da competição. Conquistando o ouro com o Canadá no futebol feminino, Quinn se tornou a primeira trans não binária a ganhar uma medalha na edição dos Jogos Olímpicos.

Completando a história, Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, competiu na categoria de até 87kg do levantamento de peso feminino. A atleta acabou falhando em todas as tentativas, e logo depois anunciou sua aposentadoria do esporte depois da estreia olímpica.

9- Katarina Johnson-Thompson: finalizar mesmo com dificuldades

A atual campeã mundial no heptatlo, a britânica Katarina Johnson-Thompson deu uma aula sobre força de vontade quando competiu nos 200m rasos no atletismo. Durante a prova, a atleta acabou se lesionando, indo ao chão e chorando ainda dentro da pista.

Quando chegou a cadeira de rodas que iria levá-la para o atendimento, a atleta recusou a ajuda, e insistiu em terminar o percurso.

Katarina Johnson-Thompson foi muito aplaudida pela sua atitude, mas apesar da força de vontade, ela acabou sendo desclassificada por ter invadido a raia vizinha durante a queda.

10 - Sifan Hassan: cair, levantar e ganhar

Outra que mudou o significado de força de vontade foi a holandesa Sifan Hassan. Durante a disputa das eliminatórias nos 1.500m feminino, ela acabou tropeçando na queniana Edina Jebitok com 400m de prova, e caiu.

No entanto, ao invés de ficar por ali mesmo, a atleta se levantou a tempo de voltar a correr, ultrapassou diversas concorrentes, e cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.

Além dessa competição ela ainda foi bronze nos 1.500m e ouro nos 5.000m e nos 10.000m. Com isso, ela se tornou a primeira atleta da história a ir ao pódio nas três provas.


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