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Entenda como o atraso em uma regra no Fair Play financeiro da França ajudou o PSG a contratar Messi!

Sócios do Barcelona se basearam na regra no Fair Play financeiro para impedir a contratação de Messi pelo PSG

Redação Publicado em 10/08/2021, às 10h08

Regra no Fair Play financeiro ajudou PSG a contratar Messi - GettyImages
Regra no Fair Play financeiro ajudou PSG a contratar Messi - GettyImages

Messi está sendo aguardado a qualquer minuto nesta terça-feira, 10, em Paris, onde deve assinar em definitivo seu contrato com o PSG. No entanto, o vínculo do jogador com a equipe francesa só pôde ser feito por conta de uma regra no Fair Play financeiro da França.

Acontece que de acordo com jornal francês "L'Equipe", o acerto entre as partes só foi possível por conta de um atraso em uma nova regra de Fair Play financeiro no futebol da França.

Na Espanha, por exemplo, por conta da pandemia de coronavírus, a La Liga decretou que nenhuma folha de pagamento de qualquer clube poderia ultrapassar os 70% de seu faturamento.

Porém mesmo sem Messi no clube, a folha de pagamento do Barcelona seria de 95% da receita total, indo contra a nova regra espanhola, e por conta disso, o clube catalão não conseguiu renovar com seu ídolo.

Inclusive, os sócios do Barcelona se basearam nessa regra para impedir que o PSG contratasse Messi, mas não funcionou.

Enquanto tudo isso ia acontecendo, o DNCG, o órgão fiscalizador financeiro do futebol francês, estava planejando implementar a mesma regra dos 70%, mas teve que adiar esses planos por dois anos depois da pandemia.

Dessa forma, essa regra só seria implementada até o início da temporada de 2023/24. Assim, segundo o "L'Equipe", a partir da temporada 2019/20, que foi a mais afetada pelo cancelamento de partidas, e perda de receita, a própria massa salarial de PSG representava cerca de 100% da receita total.

Assinando com o PSG, os salários de Messi devem chegar a 40 milhões de euros líquidos anualmente ao longo de um acordo de duas temporadas, o que inclusive, termina antes da mudança nas regras do FFP da Ligue 1.

Por conta disso, um aumento considerável que, como está acontecendo, faz com que cumprir a meta de 70% pareça bem mais complicado para o PSG, ainda que o clube esteja esperando a chegada de Messi para colocar jogadores no mercado, e arrumar uma nova fonte de receita.

Além disso, o PSG também vai ter que cumprir com os próprios regulamentos de Fair Play Financeiro da Uefa, que impedem um clube de gastar mais do que ganha durante um determinado período.

Porém, assim como a questão do futebol francês, estas regras também foram relaxadas depois da pandemia de coronavírus, permitindo que o PSG tenha alguma liberdade para contratar Messi.

Tudo parece apontar de forma favorável para o PSG, mas a equipe francesa, assim que anunciar Messi, deve mexer bastante em seu elenco com o objetivo de vender alguns jogadores, e reduzir muito a folha salarial.

Junto ao PSG, Messi concordou com um contrato válido por dois anos, que ainda tem a opção de renovar por mais uma temporada, o que seria até o meio de 2024. Seu salário seria por volta dos 35 milhões de euros, cerca de R$ 214 milhões líquidos por temporada.

Além disso, alguns bônus estariam incluídos no negócio. Com esse valor, isso deixaria o craque argentino no mesmo nível dos vencimentos do futuro companheiro Neymar.


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