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Após bater recorde como número 1, Djokovic comemora e diz que aprendeu a lição com a pandemia: "Muitos estão sofrendo"

Tenista sérvio havia promovido evento sem o uso de máscara e distanciamento social

Redação Publicado em 11/03/2021, às 06h32

Djokovic  comemorando e beijando o troféu do ATP
Djokovic comemorando e beijando o troféu do ATP - GettyImages

Ninguém ficou em primeiro lugar do ranking mundial por mais tempo do que Novak Djokovic, com 311 semanas ocupando o topo. O tenista sérvio quebrou um recorde impressionante no esporte e em entrevista ao site "Globo Esporte", comemorou reflexivo.

"Ainda estou tentando entender tudo o que está acontecendo, provavelmente só vou me dar conta melhor daqui a alguns anos. Eu ainda estou tentando entender e me dar conta disso porque eu ainda estou, obviamente, no mundo profissional do tênis, competindo, então você é treinado e programado pra pensar qual será o próximo objetivo, qual é o próximo torneio. É por isso que, para mim, é tão difícil identificar esse sentimento com clareza e eu provavelmente vou refletir sobre isso e viver isso mais profundamente só daqui alguns anos", disse.

O marco atingido por Djokovicfica ainda mais impressionante por acontecer na atual era dos gênios do tênis.

No caminho para se tonar número um, Djokovic precisou desbancar os dois maiores vencedores da história: o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal, ambos com 20 Grand Slams cada.

Já no caso do sérvio, ele tem 18 troféus de campeão dos maiores torneios do tênis mundial.

"Me sinto orgulhoso de ser lembrado junto com essas lendas do esporte, que deixaram um grande legado e inspiraram as novas gerações. Estou extremamente orgulhoso, feliz e alegre de estar no mesmo contexto, na mesma conversa com todas esses grandes do tênis, essas lendas do nosso esporte, que deixaram uma grande marca e legado que inspiraram tantos jogadores de tênis, novas gerações", contou.

O recorde de semanas como número um representa o tamanho do domínio de Djokovic sobre seus adversários e aos 33 anos, o sérvio já planeja as próximas metas que deseja alcançar.

"Eu vejo que quebrar recordes e fazer história são uma consequência da qualidade do trabalho e dedicação que eu tenho direcionada ao esporte. E também o estilo de vida que eu tenho visando constantemente tirar o melhor de mim na quadra de tênis ou onde quer que eu esteja. E me colocar numa posição de alcançar grandes feitos no esporte. Eu particularmente não penso em todos os recordes. Claro, tem alguns, particularmente esse de semanas como número um, claro que eu estava trabalhando para isso, sonhando em alcançar, torcendo pra isso, mas tem muitos recordes diferentes que estão acontecendo simultaneamente. Eu estou muito honrado e grato por estar quebrando muitos recordes e fazendo história no esporte, mas não estou particularmente pensando nisso diariamente. Minha atenção é focada em tentar extrair o máximo de qualidade, mental, emocional de mim pra que eu possa ter sucesso e jogar o melhor que eu possa", revelou.

Além disso, agora em 2021 ainda existe a chance de conquistar o ouro Olímpico. No currículo, Djokovic já é dono de um bronze, em simples, conquistado nos Jogos de Pequim em 2008.

"Eu espero sinceramente que as Olimpíadas aconteçam. Tóquio certamente é uma das grandes prioridades no meu calendário. Vou buscar a medalha, não há honra maior do que representar seu país nos Jogos Olímpicos", contou.

Em junho do ano passado, o tenista promoveu uma série de torneios de exibição, com presença de público e sem a recomendação do uso de máscaras.

Nesta semana, os prédios na capital Belgrado foram iluminados com a bandeira da Sérvia e imagens do atleta mais importante do país. Centenas de pessoas se reuniram para saudar o tenista, mas sem respeitar o distanciamento social.

Depois do episódio, ele diz ter aprendido muito com a pandemia, especialmente depois de contrair o vírus.

"A maior lição é que temos que entender o contexto atual e nos adaptarmos. O coronavírus pegou o mundo de surpresa e muitas pessoas estão sofrendo. Meu coração está com todos aqueles que passam por dificuldades. A maior lição que eu tiro deste período é que nós temos que ter a mente aberta, sermos flexíveis e nos adaptar. E, no final das contas, aceitar as circunstâncias que temos na vida, porque quando aceitamos somos capazes de seguir em frente. E eu sei que é muito difícil, especialmente se você é acostumado a um certo ritmo de vida, a um certo estilo de vida, a certos padrões e depois algo como isso acontece, com o coronavírus, que nos pegou todos de surpresa, varreu o mundo nos últimos 12 meses. Muitas pessoas estão sofrendo, em vários aspectos, então sou grato por estar aqui hoje, falando sobre minha façanha, poder jogar o esporte que eu amo. Meu coração, compaixão e amor vão para todas as pessoas ao redor do mundo que estão sofrendo no momento", ressaltou.


 
 

 

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