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Testeira

Responsável por denunciar fraude da Rússia diz que Putin quer vê-lo morto

Grigory Rodchenkov está escondido nos Estados Unidos desde 2015

Redação Olimpitacos Publicado em 13/08/2020, às 10h00

Grigory Rodchenkov afirmou que já sofreu ameaças de mortes
Grigory Rodchenkov afirmou que já sofreu ameaças de mortes - Divulgação

Atualmente Grigory Rodchenkov é conhecido como o delator do esquema russo para fraudar exames antidoping nas Olimpíadas. Porém, antes de contar ao mundo todo o que sabia, foi o cérebro do processo de criação de um coquetel de esteroides anabolizantes e encobrimentos que ajudaram a recolocar a Rússia como uma potência no esporte.

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Após revelar a história no documentário Ícaro, de 2017, Rodchenkov passou a viver escondido nos Estados Unidos. Ele chegou a receber ameaças de morte. O ex-diretor do laboratório antidoping russo diz que as intimidações ainda continuam. 

"São minhas medidas de segurança porque eu tenho ameaças físicas de ser assassinado. Putin é muito lógico. Ele separa a oposição de duas maneiras: inimigos e traidores. Eu caí na categoria dos traidores e os traidores devem ser decapitados, cortados, mortos. Então, não há dúvidas de que ele me quer morto", declarou em entrevista à agência Associated Press.

Com a divulgação do esquema, a Rússia foi desqualificada dos Jogos de Inverno de Sochi em 2014, perdendo as 13 medalhas de ouro, além de ser excluída de Olimpíadas e campeonatos mundiais até 2023. A medida é válida desde 2016, quando os russos não puderam competir no Rio de Janeiro.

E parece que o arrependimento passa longe de Rodchenkov. O ex-diretor acredita que atletas de outros países também podiam estar se beneficiando do doping.  “Honestamente, eu peço desculpas, mas eu tive um sentimento enorme de realização [na época]. Os atletas que ajudei a vencer eram extremamente talentosos e eu não conseguia entender, com o treinador, como eles conseguiam perder para os outros. A única explicação seria doping. Depois, usando alguns métodos, ganhamos medalhas de ouro. Foi como nivelar as coisas. 'Moral' é algo do vocabulário da vida americana, mas não da soviética ou russa. Na União Soviética, era a moral soviética, e na Rússia não há moral”, argumentou.

 “Para mim, foi o fim do controle de doping. Se podemos fazer isso, por que outros não podem? O esporte faz parte da política de Putin e mostra ao Ocidente como a Rússia é boa. Você não pode confiar na Rússia. Não pode confiar nos certificados feitos pelas autoridades, e os laboratórios não vão recuperar confiança num futuro próximo”, completou o ex-diretor.

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