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28 de julho de 2020 ou 9 de agosto de 2016?

Não faltou emoção neste dia da Olimpíada do Rio, quando um rei voltou para retomar sua coroa e um pedido de casamento deixou o amor no ar

Redação Publicado em 28/07/2020, às 10h00

Phelps é observado pelo rival Chad Le Clos, de quem o americano retomou o ouro dos 200m borboleta - Adam Pretty/Getty Images
Phelps é observado pelo rival Chad Le Clos, de quem o americano retomou o ouro dos 200m borboleta - Adam Pretty/Getty Images

Um acerto de contas memorável quatro anos depois, um vexame internacional colorido de verde e um pedido de casamento para aquecer os corações olímpicos. Sim, tudo isso aconteceu no quarto dia dos Jogos do Rio-2016. Vem com a gente relembrar esses momentos incríveis...

O dono dos 200m borboleta retoma sua coroa
Prova que o apresentou ao mundo aos 15 anos de idade na Olimpíada de Sydney-2000, onde ficou em quinto lugar, e na qual bateu seu primeiro recorde mundial e a dominou por anos, os 200m borboleta sempre ocupou um lugar especial no coração de Michael Phelps, que sonhava conquistar o tricampeonato olímpico da distância nos Jogos de Londres-2012 (ele a vencera em Atenas-2004 e Pequim-2008). No entanto, o sul-africano Chad Le Clos frustrou o desejo de Phelps, que teve de se contentar com a prata. Mas desta vez, no Rio, o multicampeão não ia permitir que a história se repetisse. Mais determinado do que nunca, Phelps caiu na água sabendo que a entrega deveria ser total, e assim ele o fez. Após os primeiros 50 metros, assumiu a liderança e nela permaneceu até bater para o ouro. A comemoração sentado na raia e a emoção no pódio deixaram claro o que significava para ele a retomada da coroa dos 200m borboleta. Não satisfeito, uma hora depois ele voltou para a piscina e ajudou o time dos EUA a faturar o primeiro lugar do pódio no revezamento 4x200m livre, mostrando mais uma vez que quem foi rei nunca perde a majestade.

Vexame verde...
Acostumados a disputar suas provas em águas cristalinamente azuis, os atletas dos saltos ornamentais se surpreenderam ao constatar que a piscina do Centro Aquático Maria Lenk, no Parque Olímpico, amanheceu completamente verde naquele 9 de agosto. Apesar do constrangimento internacional e reclamação de alguns atletas, dias depois veio a explicação e a solução do problema. "Investigamos e descobrimos que no dia da Cerimônia de Abertura 80 litros de peróxido de hidrogênio (água oxigenada) foram colocados na água. Isso criou uma reação para o cloro que neutralizou sua habilidade de matar organismos", explicou na época Gustavo Nascimento, diretor de gestão das arenas do Rio-2016. "Temos um sistema eletrônico que mede a quantidade de cloro na água, porque cloro é o que mata os organismos. Esse sistema de controle eletrônico foi traído pela química que foi inserida manualmente por um de nossos operadores", finalizou. O material dos filtros da piscina de saltos foi trocado e a piscina do polo aquático, esvaziada e enchida novamente. Problema resolvido.

O amor está no ar...
O romance tomou conta da arena de rúgbi durante os Jogos. Após a cerimônia de entrega das medalhas – a Austrália bateu a Nova Zelândia na final feminina do rúgbi de sete –, Marjorie Enya, gerente de serviços do rúgbi, pegou um microfone e pediu Izzy Cerullo, jogadora da seleção brasileira, em casamento. “Achei que ia fazer uma entrevista, não sei como caí nessa. Falaram que precisaríamos esperar todo mundo sair depois da premiação. Todo mundo esperando comigo e eu pensando ‘vou dar entrevista e quero agilizar, estou com fome’. Então ela começou a falar, comecei a chorar... já sabia o que ia vir. Fiquei muito feliz”, falou na época Izzy, que disse sim sem pensar duas vezes.

Fora dos padrões, dentro dos corações
Então único nadador profissional da Etiópia, Robel Kiros Habte ganhou o coração da torcida que assistia a uma das classificatórias dos 100m livre. Fora dos padrões para um atleta da natação, o gordinho Habte foi quase dez segundos mais lento que seus companheiros de bateria, não avançando na competição. A não classificação, no entanto, não impediu que ele saísse ovacionado da piscina pelos público presente no Estádio Aquático. “Somos um país de corrida, as pessoas crescem e só pensam em correr. Temos outros nadadores, mas apenas eu sou profissional. Gosto da natação, mas o que eu queria era ser diferente”, falou ele.

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