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Futebol » NOSTALGIA!

Tinga, ex-Internacional, não segura choro ao recordar começo de carreira: “Tinha tudo para dar errado”

Volante fez uma breve reflexão sobre a forma que transmite conhecimento para as pessoas

SportBuzz Digital Publicado em 27/09/2019, às 08h45

Tinga
Tinga - Reprodução/SporTV

O ‘Grande Círculo’, atração da SporTV, terá um convidado para lá de especial neste mês. Paulo César Tinga, grande ídolo da torcida do Internacional foi o escolhido para um bate-papo super produtivo não só sobre sua carreira, mas também, sobre uma causa que se tornou um dos maiores porta-voz, que é o racismo no futebol.

A atração que irá ao ar neste sábado, 28, contará com um desabafo tocante por parte do meio campista. O jogador não conteve as lágrimas ao recordar alguns episódios de racismo que sofreu enquanto atuava. Porém, até chegar aí, Tinga foi pego de surpresa por uma sequência de relatos que o fez relembrar como foi o começo de sua carreira.

“Eu tinha tudo para dar errado. Eu venci uma boa parte na vida, que foi no futebol, e quero seguir vencendo. Meu vencer, hoje, é mostrar pras pessoas que é possível, cara. Às veres, estamos discutindo coisas que não vão nos levar a lugar nenhum. A gente chegou nesse lugar sem nada e vai sair daqui sem nada. Vamos pensar um pouco mais nas coisas que estão acontecendo ao nosso redor”, refletiu ele.

Após o momento nostalgia, os convidados deram boas risadas ao comentar sobre um dos momentos mais emblemático da carreira do jogador. Figura principal do Campeonato Brasileiro de 2005, quando sofreu um pênalti não marcado contra o Corinthians, o ex-Inter, citou o lado positivo do ocorrido.

“Se fosse campeão, a chance de jogar a toalha no outro ano era grande. Os corintianos às vezes brincam comigo, e eu digo: “Cara, eu te agradeço, tu me deu uma Libertadores e deu um Mundial pro Inter”’, disse Tinga.

Sobre a relação com o arbitro da partida, na ocasião, Márcio Resende, o ex-jogador disse que, mesmo com a polêmica, criou uma relação amistosa com o juiz, afinal, os dois moravam no mesmo condomínio em Belo Horizonte.

“A gente ia no mesmo restaurante, e eu dizia pro pessoal: “Fala que eu vou pegar ele”. Aí fui ver ele dois anos depois de estar em Belo Horizonte. Um dia, cheguei nesse restaurante, ele abriu uns olhões, e fui lá e dei um abraço nele. Ele falou: “Pô, o pessoal falou que tu queria me pegar”. E eu: “Pegar o quê, rapaz? Tu me deu uma Libertadores, deu o Mundial pro Inter”’, disse ele.

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