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Presidente do PSG esclarece polêmica com Fair Play financeiro na contratação de Messi: "Fizemos tudo com o maior cuidado"

Nasser Al-Khelaïfi, mandatário do PSG, fez questão de contar que o clube fez tudo dentro da regra para contratar Messi

Redação Publicado em 11/08/2021, às 06h40

Presidente do PSG, Nasser Al-Khelaïfi, Messi e o diretor Leonardo - Transmissão PSG TV
Presidente do PSG, Nasser Al-Khelaïfi, Messi e o diretor Leonardo - Transmissão PSG TV

Na manhã desta quarta-feira, 11, Messi foi oficialmente apresentado como jogador do PSG, no auditório do Parque dos Príncipes. Chegando como sendo uma das maiores contratações da história do futebol, o craque argentino se disse bem feliz com a nova etapa na carreira.

 

No entanto, além dos momentos, e motivos positivos na chegada de Messi ao PSG, a equipe parisiense acabou esbarrando em uma polêmica durante o interesse, e a negociação com o jogador, recém-saído do Barcelona.

Acontece que logo que seu contrato com a equipe catalã foi encerrado, o PSG partiu para cima de Messi, já sabendo que havia esse interesse mútuo entre as partes. Porém, alguns dias depois, alguns sócios do Barcelona alegaram que o clube de Paris não estaria cumprindo as regras.

Regras estas que iriam contra o Fair Play financeiro da Ligue 1. Para deixar qualquer especulação de lado, o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaïfi, esclareceu os motivos por trás da polêmica, e disse que o clube fez tudo da maneira correta.

"Eu esperava essa dúvida, eu agradeço a pergunta. Nós seguimos toda a regulamentação para as negociações. Sempre mantemos o Fair Play Financeiro, as regras, falamos com as pessoas do mundo jurídico, financeiro. Fizemos tudo com o maior cuidado, para saber se teríamos essa capacidade. Não queríamos prometer algo que não pudéssemos cumprir. E hoje Leo traz algo gigante para o clube", disse antes de completar.

"Não podemos olhar o lado negativo, mas os aspectos positivos que chegam ao clube. Todo o trabalho nas redes sociais, a estrutura sendo modificada. Nosso clube do ponto de vista comercial está se preparando muito para isso. Esperamos que o Leo não peça um aumento de salário, senão ficará difícil para o clube (risos). Mas estamos estudando todos os detalhes do ponto de vista financeiro, estamos cuidando de tudo", concluiu o mandatário.

O Barcelona não pôde renovar o contrato do seu maior craque por questões financeiras, oriundas justamente do Fair Play financeiro, mas da La Liga. A entidade que gere o futebol espanhol, estipulou um teto de gastos com salário, e todos os clubes deveriam cumprir.

Como o salário de Messi, ainda com a redução de 50% que ele acordou em fazer, continuava sendo muito maior que o clube poderia ter naquele momento, não houve outra saída senão dispensar o jogador argentino.

Porém, para os dirigentes do Barcelona, essa regra também deveria valer para o PSG, que com a chegada de Messi, ainda teria salários de Neymar, Mbappé, Di Maria, Paredes, entre outros que também custam bastante aos cofres parisienses.

Para impedir que o craque argentino fosse contratado, esses sócios entraram na Justiça alegando o desrespeito ao Fair Play financeiro, e com mais tempo, poderiam dar um jeito de ter Messi novamente no elenco.

Acontece que uma regra no Fair Play financeiro da França abriu brecha para que o PSG conseguisse contratar Messi.

Entenda a brecha

O DNCG, o órgão fiscalizador financeiro do futebol francês, estava planejando implementar a mesma regra que está em vigor na Espanha, e motivou a saída de Messi, dos 70%, mas teve que adiar esses planos por dois anos depois da pandemia.

Dessa forma, essa regra só seria implementada até o início da temporada de 2023/24. Assim, segundo o "L'Equipe", a partir da temporada 2019/20, que foi a mais afetada pelo cancelamento de partidas, e perda de receita, a própria massa salarial de PSG representava cerca de 100% da receita total.

Assinando com o PSG, os salários de Messi devem chegar a 40 milhões de euros líquidos anualmente ao longo de um acordo de duas temporadas, o que inclusive, termina antes da mudança nas regras do FFP da Ligue 1.

Por conta disso, um aumento considerável que, como está acontecendo, faz com que cumprir a meta de 70% pareça bem mais complicado para o PSG, ainda que o clube esteja esperando a chegada de Messi para colocar jogadores no mercado, e arrumar uma nova fonte de receita.

Além disso, o PSG também vai ter que cumprir com os próprios regulamentos de Fair Play Financeiro da Uefa, que impedem um clube de gastar mais do que ganha durante um determinado período.

Porém, assim como a questão do futebol francês, estas regras também foram relaxadas depois da pandemia de coronavírus, permitindo que o PSG tenha alguma liberdade para contratar Messi.

Tudo parece apontar de forma favorável para o PSG, mas a equipe francesa, assim que anunciar Messi, deve mexer bastante em seu elenco com o objetivo de vender alguns jogadores, e reduzir muito a folha salarial.


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