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Futebol » JUSTIÇA POR MARADONA

Fãs de Maradona pedem justiça pela morte do ídolo

Com o lema “Ele não morreu, mataram-no”, torcedores argentinos marcham em direção ao Obelisco, no centro de Buenos Aires

Redação Publicado em 10/03/2021, às 16h06

Diego Armando Maradona, dirigindo o Gimnasia, da Argentina
Diego Armando Maradona, dirigindo o Gimnasia, da Argentina - GettyImages

Os fãs de Diego Maradona irão às ruas a partir das 18h (de Brasília) desta quarta-feira, 10, na Argentina, para pedir justiça pelo ídolo. Os torcedores do eterno camisa 10 da Seleção Argentina marcharão em direção ao Obelisco do centro de Buenos Aires, com o lema “Ele não morreu, eles o mataram”. Dalma e Gianinna, filhas de Maradona, confirmaram presença.

O movimento acontece após a morte do ex-jogador, em novembro do ano passado, desencadear uma série de investigações sobre a causa de sua morte.  O caso está sendo investigado pela promotoria da cidade de San Isidro e sete pessoas já foram acusadas pela morte de Maradona.

Investigadores estão analisando se os membros da comissão médica do ex-jogador não trataram adequadamente Maradona.

“Não existe uma organização oficial, é uma chamada a que demos maior visibilidade. Parecia um excelente encontro: 10-M, 10-Maradona, sem dúvida era o dia”, disse Diego Coelho, do Pueblo Maradoniano, à agência de notícias Télam.

“Nos unimos em um pedido de justiça e apelamos às pessoas para irem ao Obelisco em paz e com uma máscara. Esse é o nosso pedido, mas não cabe a nós que seja em paz e com a máscara porque sabemos muitas vezes o que pode acontecer quando há tanta gente”, acrescentou.

O protesto foi organizado pelas redes sociais, e os fãs se convocaram para marcharem até o Obelisco, em Buenos Aires, para exigir justiça pela morte de Maradona.

Maradona é a principal estrela do esporte na Argentina, tratado como divindade por muitos argentinos. O camisa 10 encantou o mundo com o seu talento e venceu a Copa de 1986 com a seleção.

Após a convocação, as autoridades de Buenos Aires informaram que estão sendo analisadas medidas de segurança como “um serviço de segurança preventiva diferente do realizado em todas as mobilizações, consistindo no monitoramento digital do Centro de Monitoramento mais o pessoal estacionado nas ruas”.

Família de Maradona

As filhas Dalma e Gianinna também pedem justiça pela morte do pai. Elas apoiam o movimento e estarão presentes ao lado de Claudia Villafañe, sua mãe.

Gianinna revelou uma conversa com a mãe, na qual pediu para participar da marcha ao lado das filhas, mesmo com as divergências que teve com o ex-marido.

Dalma é uma das filhas mais ativas após a morte do pai. Nas redes sociais, ela se manifestou depois que o médico de Maradona, Lepolodo Luque, foi apontado como o principal autor do pagamento de suborno, feitos em 2020, segundo o Infobae.

“Há mesmo gente que ainda defende eles? Acham mesmo que sou eu que faço o circo? Então não quero ver ninguém chorando dizendo que não sabia, que foram enganados ... chega!”, escreveu.

Lepolodo Luque, médico de Maradona, foi apontado com o principal autor do pagamento de suborno, em transações feitas durante o ano passado. Ele manteve contato frequente com Vanesa Morla, responsável pelas despesas mensais de Maradona.

Ele teria acertado com Vanesa Morla, administradora das finanças do ex-jogador, um salário a ser arrecadado e ela recebeu um percentual do total. Os valores citados pela imprensa são de $ 100.000 (R$ 6250) por mês e ela ficaria com $ 20.000 pesos (R$ 1250).

Morte do ídolo

Diego Maradona morreu no dia 25 de novembro de 2020, aos 60 anos de idade, após uma parada cardiorrespiratória. O ídolo do futebol mundial estava na sua casa, em Tigre, na Argentina.

No início do mês de novembro, Maradona precisou ser operado de um hematoma subdural. Por decisão médica, ele permaneceu hospitalizado por conta de uma “baixa anímica, anemia e desidratação” e pelo quadro de abstinência ao vício em álcool.

Diego passou mal pela manhã do dia 25 e seis ambulâncias foram chamadas para atendê-lo, mas os médicos não conseguiram salvá-lo.

*Texto originalmente publicado na Perfil Argentina. 


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