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Futebol / A ERA DAS SAF

Botafogo pode ser o exemplo de como a SAF mudará o mercado esportivo

Em alta no futebol nacional, a SAF abre caminhos para uma nova dinâmica de contratações e estruturação dos clubes, que podem sair na frente

Ligia de Toledo Saicali Publicado em 23/02/2022, às 15h50

John Textor, empresário norte-americano - Vitor Silva/Botafogo/Flickr
John Textor, empresário norte-americano - Vitor Silva/Botafogo/Flickr

O Botafogo já passa por mudanças significativas desde a aprovação da venda de 90% de sua Sociedade Anônima de Futebol (SAF) para o empresário estadunidense John Textor, sob o valor de R$ 400 milhões. Textor desembarcou no Rio de Janeiro na última terça-feira, 22, para assinar o contrato definitivo da aquisição.

Com o novo comando financeiro, a muito provável contratação do técnico português Luís Castro, com previsão de salário em R$ 1 milhão por mês, pelo alvinegro carioca, já deu o que falar. O Fogão articula a negociação em um chapéu sobre o Corinthians, que também tinha interesse no nome de Castro para assumir a orientação do clube.

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O empresário também tem Edinson Cavani, uruguaio que atualmente joga pelo Manchester United, em sua lista de ponderações. A movimentação bate de frente com outros interessados, de clubes tradicionais na Europa, como é o caso, com o Barcelona. Everton Cebolinha, hoje atacante do Benfica, também entra no pódio entre as principais buscas.

O FUNCIONAMENTO DA SAF E SEU IMPACTO

Popularizada no Brasil nos últimos tempos, a venda da SAF possibilita a profissionalização formal de clubes brasileiros e a condução dos mesmos no modelo empresarial. A transformação em clube-empresa prevê garantias legais de seus aportes aos investidores envolvidos, independentemente se for apenas em pequenas ações ou atuando como sócio majoritário da instituição.  

Votação SAF Botafogo
Sessão do Conselho Deliberativo em votação da SAF do Botafogo (Créditos: Vitor Silva/Botafogo/Flickr)

 

Duas perspectivas acerca do procedimento têm sido as mais incidentes em discussões leigas e estudadas. A compra das instituições como salvação da crise econômica em alguns clubes endividados contrasta com o temor da concentração de interesses, sob o argumento de que as entidades ficariam à mercê das escolhas de grandes empresários e de seus objetivos voltados à lucratividade, com os princípios do clube em segundo plano.

Embora divida opiniões entre especialistas e torcedores, o gás financeiro promovido pelo esquema de clube-empresa promete agitar as redes do mercado da bola. Além dos “chapéus” (como ocorreu com o Corinthians), a competitividade em grandes contratações pode ser desbalanceada entre as entidades do futebol brasileiro, o que pode forçar ainda mais a adesão a esse modelo de gestão, que cresce de modo galopante no país.


 

 

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