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Tenista ucraniana derrota russa e promete doar prêmio ao exército

A tenista Elina Svitolina, da Ucrânia, derrotou a russa Anastasia Potapova, no Aberto de Monterrey, e prometeu doar a premiação do torneio ao exército ucraniano

Redação Publicado em 02/03/2022, às 15h50

Tenista ucraniana derrota russa e promete doar prêmio ao exército - Getty Images
Tenista ucraniana derrota russa e promete doar prêmio ao exército - Getty Images

Ao saber que teria pela frente a russa Anastasia Potapova como adversária, Elina Svitolina, principal tenista ucraniana da atualidade, cogitou abandonar o Aberto de Monterrey como forma de protesto aos ataques que seu país vem sofrendo. Porém, a organização do torneio acatou seus pedidos e fez com que não tivessem referências russas na competição (símbolos, bandeiras e o hino).

Vestida de azul e amarelo (cores da bandeira ucraniana), Elina entrou em quadra no último domingo, 01, e não tomou conhecimento da adversária, vencendo a partida em 64 minutos, com parciais de 6/2 e 6/1. Ao final do confronto, a tenista cumprimentou a atleta russa e fez questão de ressaltar que os atletas não tem culpa alguma da guerra entre seus países.

 

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"Hoje foi uma missão muito especial para mim. Estou muito triste, mas ao mesmo tempo feliz por jogar tênis aqui. Eu estava concentrada em uma missão para o meu país. Desde o início, era importante estar pronta para o que viesse a seguir. Não culpo nenhum atleta russo, eles não são responsáveis pela invasão de nossa pátria”, afirmou a tenista de 27 anos.

Ganhar no México virou uma obsessão para Svitolina. Atual campeã do torneio, a atleta já deixou avisado que todas as premiações que receber na competição serão destinadas às forças armadas ucranianas, o que lhe dá uma energia a mais para ir atrás do prêmio de 31 mil dólares destinado ao campeão.

Tenista ucraniana derrota russa e promete doar prêmio ao exército
Elina Svitolina vence no Aberto de Monterrey - Getty Images

 

Todo o dinheiro que eu ganhar em prêmios irá para o exército ucraniano", garantiu Svitolina.

A atleta só aceitou permanecer na competição porque viu todas as confederações do tênis mundial se unindo para anunciar a proibição do uso de símbolos e uniformes da Rússia e de Belarus. Além disso, está proibida a presença de bandeiras nas quadras e o hino dos países também não poderá ser tocado durante a competição.


 

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