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Conheça o maior clássico amazonense, entre Nacional e Rio Negro

Rivalidade já envolveu, inclusive, guerra de urina entre as torcidas; Conheça a história!

José Renato Publicado em 29/06/2021, às 15h22 - Atualizado às 15h39

Nacional e Rio Negro formam a maior rivalidade do estado de Amazonas - Getty Images/ Divulgação
Nacional e Rio Negro formam a maior rivalidade do estado de Amazonas - Getty Images/ Divulgação

NACIONAL X RIO NEGRO

O Nacional Futebol Clube foi instituído a partir de populares que costumavam formar um time nas ruas de Manaus para desafiar equipes de outras partes da cidade. Uma das condições para fazer parte deste time era ser brasileiro (isto é, nacional). Essa origem se opõe à do Atlético Rio Negro Clube, cuja torcida sempre foi formada por integrantes das camadas mais abastadas da sociedade manauara.

Urina e laranjas

Duas “guerrinhas” entre as torcidas eram frequentes nos jogos entre os rivais. A primeira era munida por urina, armazenada em sacos plásticos, jogados em direção à torcida adversária. Quando o estoque acabava, recorria-se às laranjas: as frutas eram utilizadas como pedras.

Goleadas do Nacional

O início do clássico aconteceu em 2 de março de 1914, em partida no campo do Bosque Municipal. Foi um verdadeiro passeio do Nacional, com uma goleada de 9 a 0, dando a impressão de que o Rio Negro se tornaria freguês. Na partida do returno, o Nacional voltou a golear, dessa vez por 12 a 0, em 19 de abril. Difícil imaginar que depois de alguns anos eles fariam o maior clássico do futebol amazonense.

Tomando a taça na marra

A rivalidade não possui data certa de criação, mas um fato ocorrido na década de 1940 serviu para acirrar os ânimos. Nessa ocasião, enquanto os jogadores e dirigentes rio-negrinos comemoravam a conquista de um título estadual, a torcida do Nacional, em maior número, invadiu o campo e tomou a taça das mãos dos alvinegros.

A toalha vermelha

Antes de um clássico Rio-Nal no estádio da Colina em 1967, enquanto o goleiro Clóvis, grande ídolo alvinegro, se aquecia, o massagista da equipe veio entregar-lhe uma toalha, de cor vermelha, para que ele enxugasse as mãos. Ao ver a cena, o repórter de campo Nicolau Libório sugeriu ao arqueiro que confirmasse a história, inventada, que aquela toalha tinha sido trabalhada em um terreiro de macumba.

O factoide parece ter dado certo, pois Clóvis fechou o gol e garantiu a vitória do Rio Negro. Nos anos seguintes, sempre que Rio Negro e Nacional se enfrentavam, Clóvis carregava consigo a toalha vermelha, e com ela levou ampla vantagem nos duelos.

 

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