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Futebol / EFEITOS NEGATIVOS

Time alemão decide não exibir mais logo de patrocinador russo

Após a invasão mandada pela Rússia na Ucrânia, a equipe alemã decidiu se desvencilhar de qualquer coisa que fosse ligada aos russos

Redação Publicado em 24/02/2022, às 12h27

Bandeira do Schalke 04, time alemão que decidiu tirar o logo de patrocinador russo - GettyImages
Bandeira do Schalke 04, time alemão que decidiu tirar o logo de patrocinador russo - GettyImages

Nesta quinta-feira, 24, o Schalke 04 anunciou que vai remover o logotipo de seu principal patrocinador, a maior empresa russa do ramo de energia dos uniformes do time. A decisão foi tomada depois da invasão da Rússia à Ucrânia na madrugada desta quinta-feira, e os efeitos extremamente negativos que estão sendo observados por lá.

O clube informou que o nome da Gazprom será substituído pela inscrição do nome do clube já no confronto diante do Karlsruher, válido pela segunda divisão alemã, que acontece neste sábado, 26. Apesar dos apelos da ONU e de diversos países do Ocidente, o presidente russo, Vladimir Putin ordenou que suas tropas invadissem a Ucrânia, já deixando diversos mortos e feridos.

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Diante dos efeitos, o jornal "Bild" chegou a fazer uma campanha nesta semana pedindo que o Schalke 04 retirasse o nome da empresa russa e colocasse em seu uniforme a frase "Liberdade para a Ucrânia". O clube havia informado inicialmente que estava em "constante diálogo com o patrocinador de longa data", e agora tomou a decisão final.

A Gazprom é a maior empresa russa do ramo de energia da Rússia, e também a maior exportadora de gás do planeta, sendo o principal nome na hora de falarmos de fornecimento para diversos países europeus com economia forte. Ela é patrocinadora do Schalke 04 há 15 anos, desde 2007, também sendo uma parceira antiga da Uefa, chegando a patrocinar a Liga dos Campeões.

Jogador do Schalke 04, que removeu o logo do patrocinador russo
Jogador do Schalke 04, que removeu o logo do patrocinador russo (Crédito: GettyImages)

 

Inclusive, o nome da empresa é o responsável pela denominação comercial do Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, local onde a final desta edição da Champions League foi marcada, apesar de correr o risco de ser transferida. O Comitê Executivo da Uefa vai se reunir nesta sexta-feira, 25, para tomar uma decisão sobre o evento, marcado para 28 de maio.

Além disso, também existe uma relação indireta da empresa com o Chelsea, através de seu dono, Roman Abramovich. O magnata russo comprou o clube em 2004, pouco antes de levar as ações da sua empresa de petróleo para a Gazprom por bilhões de euros. Nos anos seguintes, ele investiu milhões de euros seguidos no Chelsea e transformou o time inglês em um gigante continental, agora bicampeão europeu e campeão mundial.


 

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