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Após rescisão com Dedé, Cruzeiro é notificado e cobrado em cerca de R$ 330 milhões, segundo jornal

Dedé chegou ao Cruzeiro em 2013, mas teve graves problemas com lesões e rescindiu seu contrato recentemente

Redação Publicado em 05/08/2021, às 15h14

Cruzeiro recebe notificação após rescisão contratual com Dedé - Getty Images
Cruzeiro recebe notificação após rescisão contratual com Dedé - Getty Images

Após oito anos do início do contrato, Cruzeiro e Dedé firmaram a rescisão do contrato. Com bom início no clube, o zagueiro foi importante na conquista dos dois títulos brasileiros, em 2013 e em 2014, e também nos dois títulos da Copa do Brasil, em 2017 e 2018.

Contudo, sua passagem no clube foi repleta de ausências e lesões. A última vez que Dedé atuou pelo clube foi no dia 19 de outubro de 2020 e, desde então, esteve fora, se recuperando de lesão. 

Contudo, quando tudo parecia resolvido, mais um golpe acertou o clube mineiro. Segundo o globoesporte.com, um grupo de empresários notificou o clube extrajudicialmente, cobrando um valor astronômico de R$ 330 milhões, referente à cláusula de indenização no contrato do zagueiro.

Ainda segundo o portal, no documento consta a data desta quarta-feira, 4, e nele os empresários exigem que o valor seja quitado em até cinco dias antes que recorram a uma ação para ser discutida na Justiça.

Ainda segundo dados do portal, o acordo firmado na contratação do atleta dizia que ele teria 97% dos seus direitos econômicos fixados com o Grupo D.I.S e os 3% restantes seriam do clube da Villa Rio. Algum tempo depois, houve um reajuste e uma melhor divisão dos direitos do atleta.

Na assinatura do contrato, ficou definido que em caso de rescisão antecipada e unilateral do contrato, ou se Dedé tivesse a rescisão indireta do vínculo na Justiça, o Cruzeiro seria obrigado a o valor da cláusula de indenização. Confira!

"Caso o CRUZEIRO rescinda de forma antecipada o Contrato Desportivo firmado com o ATLETA, ou qualquer outro que venha a substituí-lo, sem a anuência da DIS, de MARCUS, da GT e de SALTON, exceto se por justa causa; ou ainda caso o ATLETA, obtenha judicialmente a rescisão indireta de seu contrato especial de trabalho desportivo, com a consequente perda dos Direitos Federativos pelo CRUZEIRO, ocasião na qual a DIS, MARCUS, GT e SALTON perderão os Direitos Econômicos de sua titularidade, o CRUZEIRO, ficará obrigado a pagar às referidas Partes uma indenização no valor correspondente à maior cláusula indenizatória desportiva (cláusula penal) pactuada no Contrato Desportivo, calculada de forma proporcional aos percentuais dos Direitos Econômicos de titularidade de cada uma das referidas Partes (...)"

O Cruzeiro já vem tendo problemas financeiros há algum tempo e, recentemente, perdeu o direito de fazer contratações por conta disso. Agora, sem condições de arcar com os custos da indenização, o clube não deve conseguir pagar o valor pedido até segunda-feira e, com isso, o caso irá a julgamento.


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