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Após três meses, Gil do Vigor comenta andamento do caso de homofobia no Sport: "Demorou muito"

Na oportunidade, dirigente do Sport deu uma declaração homofóbica quando foi falar de Gil do Vigor

Redação Publicado em 03/09/2021, às 07h55

Gil do Vigor com a camisa do Sport e segurando o mascote do clube - Reprodução/Instagram
Gil do Vigor com a camisa do Sport e segurando o mascote do clube - Reprodução/Instagram

Quase três meses depois do caso de homofobia envolvendo um dirigente do Sport, a Comissão de Ética do Conselho Deliberativo notificou na última sexta-feira, 27, o conselheiro Flávio Koury para que apresente defesa após sua declaração homofóbica direcionada a Gil do Vigor, ex-BBB.

Dependendo de como a situação for conduzida, e como será o desdobramento do caso, Koury pode ser expulso do conselho do Sport. Em entrevista ao site "Globo Esporte", Gil do Vigor comentou novamente o caso, dizendo que o processo do clube demorou muito.

"Não foi como eu esperava, mas está se encaminhando. Demorou muito para se ter uma resposta para solicitar uma coisa que foi publicamente exposta. Já não precisava de provas, não precisava de nada para provar o que aconteceu. Não existe defesa para o áudio dele. É um áudio muito claro, mas sempre fica nessa mesma coisa de 'ah, prova, vai pra um lado, vai pro outro", disse Gil.

Como a notificação aconteceu na última sexta-feira, o prazo de resposta, de 15 dias, começou a valer na segunda-feira, 30.

Depois que Flávio Koury fizer sua apresentação de defesa, a Comissão vai elaborar um parecer, que será encaminhado ao Conselho Deliberativo, a quem cabe a decisão sobre a possibilidade de expulsão ou não do conselheiro.

Principal interessado no desfecho desse caso, Gil do Vigor ressaltou que a "justiça tem que ser feita", e ainda criticou a demora para o andamento de casos envolvendo homofobia na sociedade.

"Se a justiça for feita, já me deixa tranquilo, calmo e feliz. Eu acho que é importante falar também, que assim como eu, e bem pior muitas vezes, outros membros da comunidade LGBTQIA+ sofrem preconceito diariamente. Tentam com ações e não são vistos. Então eu (no caso dele), que era muito visto pela televisão, estava no Big Brother, demorou esse tempo todo pra solicitar que ele pudesse dar a sua defesa e tudo mais, imagina pra quem não tem tanta visibilidade e tem que recorrer à Justiça pra tentar garantir seu direito e muitas vezes não tem garantido. Então, é difícil, mas vamos andando pra vigorar. Pelo menos essa justiça tem que ser feita", afirmou o economista.

Relembre o caso

Logo depois que Gil do Vigor foi eliminado do BBB, ele foi convidado pelo Sport para fazer uma visita na Ilha do Retiro, clube pelo qual torce. Na oportunidade, houve um vazamento de áudio onde Flávio Koury criticava a dança feita pelo ex-BBB durante o programa.

"Tem 1,2 milhão de pessoas achando que o Sport só tem vi4do, só tem bicha. Vai vender é camisa. A viadagem todinha vai comprar. Vai ser lindo! Se ele tivesse feito essa dancinha na casa dele ou no bordel, ou onde ele quisesse, eu não estava nem aí. Mas foi dentro da Ilha do Retiro, né rapaz. Isso é uma desmoralização. Isso é ausência de vergonha na cara", disse o dirigente nas gravações.

Depois do vazamento, a situação foi tomando proporções cada vez maiores, e o também conselheiro do Sport, Romero Albuquerque, fez um pedido de expulsão. Na época, Koury disse que suas falas foram tiradas de contexto, e pediu desculpas a Gil.

Já pelo lado do Sport, o clube declarou apoio a Gil do Vigor através de um pronunciamento oficial da diretoria executiva. Depois disso, também prestou homenagens com camisas, doando a renda para uma ONG LGBTQIA+.

Além disso, os atletas do clube de Recife também reproduziram a dança do ex-BBB em uma comemoração de gol.


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