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Futebol / HISTÓRIA

Adriano destaca apoio de amigos e de Ronaldo Fenômeno na carreira

Estrela da série documental “Adriano, Imperador”, ex-jogador relembrou o suporte de amigos após a morte do pai e falou do apoio de Ronaldo Fenômeno na Itália

Redação Publicado em 19/07/2022, às 14h13 - Atualizado às 14h30

Adriano destaca apoio de amigos e de Ronaldo Fenômeno na carreira - GettyImages
Adriano destaca apoio de amigos e de Ronaldo Fenômeno na carreira - GettyImages

Ídolo do futebol brasileiro, Adriano é a estrela da série documental “Adriano, Imperador”, da Paramount+, que estreia no próximo dia 21 de julho. Nesta terça-feira, 19, o ex-jogador concedeu uma entrevista coletiva no estádio do Morumbi, em São Paulo, e falou sobre diversas passagens da carreira - que serão retratadas na produção audiovisual.

Hoje com 40 anos de idade, o ídolo do Flamengo destacou a saudade do pai, que faleceu em 2005. A perda de Almir Leite foi uma mudança de chave na vida de Imperador, que entrou em depressão e enfrentou outros obstáculos. Sua carreira, segundo ele mesmo, não seguiu a mesma enfrentando o luto. No entanto, contou com o apoio dos amigos de infância.

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Um ano antes de precisar encarar uma fase dolorosa, Adriano foi campeão da Copa América de 2004 pela Seleção Brasileira. Para ele, o título com a camisa do Brasil foi importante para o futebol nacional conhecer o seu talento. Naquele mesmo ano, ele retornou para a Inter de Milão depois de passagens por Parma e pela Fiorentina.

“A Copa América foi muito importante para o pessoal ver quem realmente era o Adriano. Infelizmente, um ano após a conquista, eu tive a perda do meu pai. Foi uma coisa muito triste para mim, o que é até hoje. Hoje estou mais tranquilo sobre isso, mas às vezes não paro de pensar. O suporte dos meus amigos foi muito importante porque quando eu mais precisei eles estão estiveram sempre perto de mim”, disse Adriano quando perguntado pelo SportBuzz.

Imperador comenta desafios da série documental
Adriano Imperador comenta desafios da série documental (Crédito: SportBuzz)

“Eles também eram muito apegados ao meu pai; ele sempre teve esse afeto com todas as crianças na Vila Cruzeiro. Todas as mães lá [na Vila Cruzeiro] vão lembrar quem era o meu pai, porque pediam para ele tirar seus filhos da ‘vida errada’. Então, o pessoal realmente tinha um carinho muito grande por ele. Então, conseguimos superar isso praticamente juntos”, acrescentou.

Outras respostas de Adriano

Qual foi a importância de Ronaldo Fenômeno no início da sua carreira?

“Foi uma pessoa que me ajudou bastante quando cheguei na Itália. Para mim era um sonho jogar com Fenômeno. Fiquei morando no hotel um mês, um mês e meio, e ele me convidou para morar com ele. Ele me convidou e eu aceitei, óbvio. Ele me fez conhecer pessoas importante, mas é uma pessoa maravilhosa. Tem uma parte igual eu, que é essa de ser brincalhão”.

Como é ter o status de Imperador e como a série é importante para você?

“Para mim é gratificante. É uma emoção muito grande poder chegar ao topo do futebol mundial. Um garoto que vem da favela e ser chamado de imperador [...] Foi importante para o povo que conhece o Imperador como nome. Como disseram, eu sou tímido. Esse documentário está sendo muito importante [...] Foi da minha infância. Reviver aquilo tudo foi muito importante, além de relembrar do meu pai. Foi a parte mais importante para mim”.

Qual foi o momento mais difícil do documentário?

“Acho que foi na parte do meu pai. Não tenha dúvidas sobre isso. Toda vez que fala sobre ele, já começo a tremer. Ele foi muito importante para mim. Toda vez que fala dele, eu gaguejo. A gente vai crescendo, amadurecendo, e aquele grande homem faz falta”.

Quem será o campeão da Copa de 2022?

“Brasil com certeza. Infelizmente só pude ganhar uma copa do mundo. Sei da responsabilidade que é e com certeza a seleção brasileira estar preparada para conquistar o título”.

Se arrepende de algo na carreira?

“Não me arrependo de nada. Não me arrependo, pois foi uma coisa que quis fazer. Não tem um porque para ficar me culpando por aquilo que aconteceu. Aquilo que eu fiz era para aquele momento. Acho que não me arrependo. Acho não, tenho certeza”.

Como enfrentou as dificuldades durante a carreira?

“As pessoas não veem jogador de futebol como uma pessoa normal. Na minha época, quando aconteceu comigo, foi mais pesado. A gente tem que saber compreender uma pessoa, seja um profissional normal ou atleta. Não estava com a cabeça legal e larguei a mão do dinheiro. O [Massimi] Moratti (ex-presidente da Inter de Milão) foi uma pessoa que tirou do Brasil e me deu um suporte na Itália, e eu não poderia fazer isso com ele. Teve uma época que eu vim aqui para o São Paulo e já queria que eu voltasse. Foi a melhor decisão para o momento. As pessoas têm que entender mais o lado ser humano. Tudo mundo erra e a gente precisa dar uma chance para todo mundo.”

Como é a relação com os jogadores argentinos após a Copa América 2004?

“Acho que sempre me dei bem com jogadores argentinos. Tive muito contato com eles na Inter de Milão e eu tenho muito carinho por eles. Tenho muitos amigos na Argentina e que eu amo. Eu sei que vocês devem ficar chateados comigo”.

Gostaria de um possível jogo entre Brasil e Argentina enfrentando Lionel Messi?
“Claro! Qual jogador que não queria fazer parte deste espetáculo. Messi é um jogador que não precisa nem falar. Eu ia torcer calado para o Adriano e para a nossa seleção.”

Como encarou atuar no futebol italiano tão jovem?

“Nunca imaginei de poder ser um grande jogador. Eu sabia que seria uma grande oportunidade para a minha carreira. Depois da copa do mundo sub-17, eu vi que poderia fazer mais. Fui para a Inter de Milão e ganhei o apelido de imperador”.

Diretora comenta convívio com Adriano:

Presente na coletiva, Susanna Lira comentou sobre o desafio de trabalhar com Imperador, conhecido por ser reservado: “Fiz várias entrevistas com ele, que me falava: ‘já acabou por hoje’. Foi muito difícil por um lado, mas por outro ele tem uma família afetiva, próxima a ele e que colaborou muito. Ele tem um entorno que é muito fácil de lidar. Que são pessoas muito abertas e transparentes. E isso me ajudou muito a chegar perto do Adriano e até compreender para além dele, do que ele pode me dizer”, destacou.

“Ele foi muito franco nas entrevistas. Eu disse que ele deveria dizer o que quisesse, o que queria mostrar com a série. Era uma oportunidade dele se colocar, mas acho que sempre tem algo reservado [para falar]. Ele é tímido de natureza e a gente tem de lidar com isso, mas acho que ele conseguiu abrir a alma dele e a série conseguiu traduzir isso. É complexo e fascinante ao mesmo tempo; é muita história”, disse a diretora.


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