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T4, S1, F13: saiba o que significam as classes das modalidades Paralímpicas!

Paralimpíadas começaram com tudo, e as classes Paralímpicas possuem significados diferentes

Redação Publicado em 27/08/2021, às 08h35

Classes das Paralimpíadas - GettyImages
Classes das Paralimpíadas - GettyImages

Com o Brasil conquistando dois ouros Paralímpicos, e dando show nas modalidades, a Paralimpíada já começou com tudo! Mas, você já parou para pensar o que significam as letras e número que são utilizadas para designar as categorias em que os paratletas competem?

Em todas as 22 modalidades presentes nas Paralimpíadas de Tóquio 2020, os paratletas são divididos de acordo com suas classes funcionais.

Acontece que cada modalidade tem a sua própria estrutura de classificação, incluindo as siglas, que fazem referência aos esportes, ou as deficiências, e os números, que indicam o grau de comprometimento dos respectivos paratletas.

Dividir dessa forma é importante porque garante que haja uma competição justa e coerente com cada competidor.

Porém, para que as classes funcionais sejam definidas, é necessário, além dos exames físicos e técnicos, uma avaliação funcional, que conta com testes de força muscular, amplitude do movimento muscular articular, medição de membros e coordenação.

Durante todo esse processo, os avaliadores responsáveis observam o desempenho de cada paratleta, para depois o colocar em alguma das categorias.

Para que você entenda melhor as classes funcionais das 22 modalidades Paralímpicas, e fique craque quando ouvir alguma delas durante as disputas, o SportBuzz te mostra aqui quais são, e o significado de cada uma. Confira

Atletismo

Nessa modalidade, as letras utilizadas para designar são a F e a T. Em inglês, a letra T significa "field", e é referente a provas de campo, como arremessos e lançamentos. Já a letra T, significa "track", do inglês, e é usada para corridas de velocidade, fundo e saltos.

Vale destacar que quanto menor a numeração, maior é o grau de deficiência do paratleta. Veja as classes:

  • T 11 a 13: deficientes visuais;
  • T 20: deficientes intelectuais;
  • T 31 a 38: paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes, 35 a 38 para andantes);
  • T 40 e 41: anões;
  • T 42 a 44: deficiência nos membros inferiores;
  • T 45 a 47 deficiência nos membros superiores;
  • T 51 a 54: competem em cadeiras (sequelas de poliomielite, lesão medular e amputação);
  • T 61 a 64: amputados de membros inferiores com prótese.

Categoria F

  •  F 11 a 13: deficientes visuais;
  • F 20: deficientes intelectuais;
  • F 31 a 38: paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes, 35 a 38 para andantes);
  • F 40 e 41: anões;
  • F 42 a 44: deficiência nos membros inferiores;
  • F 45 a 47: deficiência nos membros superiores;
  • F 51 a 57: competem em cadeiras (sequelas de poliomielite, lesão medular e amputação).

Basquete em cadeira de rodas

Para essa modalidade, os competidores são classificados funcionalmente de 1 a 4,5 pontos, de acordo com o seu comprometimento motor, e quanto menor esse comprometimento, maior é a pontuação ganha.

Nas partidas, a soma total dos cinco jogadores não pode ser maior que 14 pontos. 

Bocha

Da mesma forma como é classificado no basquete, na Bocha o nível de comprometimento motor também é o que varia a pontuação, mas além disso, é considerado também a necessidade de recursos auxiliares como calha ou capacete com agulha. Confira as classes:

  • BC1: podem ter auxílio para estabilizar a cadeira e receber a bola;
  • BC2: não há assistência;
  • BC3: paratletas com deficiências severas, que utilizam instrumento auxiliar e podem ser auxiliados por outra pessoa;
  • BC4: paratletas com deficiências severas que competem sem ajuda de terceiros.

Canoagem

  • KL1: na remada é utilizado apenas o braços;
  • KL2: na remada é utilizado tronco e braço ;
  • KL3: na remada é utilizado pernas, tronco e braços. 

Ciclismo

Quando falamos de ciclismo de pista, ou de estrada, existem quatro categorias de bicicletas, que são indicadas por letras. Dessa forma, quanto menor o número, maior a limitação do competidor. Confira as classes:

  • Tandem B: paratletas com deficiência visual que competem na bicicleta com dois assentos, com um ciclista sem deficiência no banco da frente;
  • H1–H4: paratletas que utilizam a handbike, a bicicleta especial em que o impulso é dado com os braços, e se posicionam deitados;
  • H5: paratletas que utilizam a handbike, mas se posiconam ajoelhados, utilizando a força dos braços e também do tronco para dar impulsão;
  • T1–T2: paratletas com paralisia cerebral que competem usando um triciclo;
  • C1–C5: paratletas com deficiência físico-motoras e/ou amputados que competem usando uma bicicleta convencional.

Esgrima em cadeira de rodas

Essa modalidade é destinada aos paratletas que possuem alguma deficiência física que acaba comprometendo o movimento de pelo menos uma perna ou um pé. Conforme esse comprometimento, eles são divididos em duas categorias:

  • Categoria A: paratletas com bom controle de tronco, onde o braço que segura a arma não é afetado pela deficiência;
  • Categoria B: paratletas com deficiência que afeta o controle do tronco ou do braço que segura a arma.

Futebol de 5

Essa modalidade é exclusiva doa paratletas categoria B1, destinada aos cegos totais, que ocupam somente a posição de linha. Dessa forma, são consideradas cegos totais aqueles sem qualquer percepção luminosa, ou com alguma percepção luminosa.

No entanto, nesse caso, eles não conseguem reconhecer as formas a qualquer distância ou em qualquer direção. Já no caso do goleiro, ele tem a visão não afetada.

GoalBall

Para que as disputas sejam mantidas com igualdade, todos os competidores jogam vendados, e são divididos dessa forma:

  • B1 (cego total): sem qualquer percepção luminosa ou com alguma percepção luminosa, mas que não conseguem reconhecer formas a qualquer distância ou em qualquer direção;
  • B2: paratletas com percepção de vultos;
  • B3: paratletas que conseguem definir imagens.

Halterofilismo

Tanto nesse caso, como no levantamento de peso, apenas o peso dos próprios paratletas é utilizado como forma de distinção de elegibilidade. Assim, competidores com diferentes deficiências podem participar e disputar a mesma medalha.

Hipismo

Os paratletas são divididos em:

  • Classe I (dividida em Ia e Ib): cadeirantes com pouco equilíbrio do tronco e/ou debilitação de funções em todos os quatro membros;
  • Classe II: cadeirantes, ou paratletas com comprometimento severo do tronco e mínima limitação de membros, ou comprometimento moderado de tronco, pernas e braços;
  • Classe III: paratletas com lesões severas nas pernas, mas com mínimo, ou nenhum comprometimento de troco, ou com moderado comprometimento de pernas, troncos e braços;
  • Classe IV: paratletas com comprometimento severo em ambos os braços, com comprometimento moderado dos quatro membros, com baixa estatura ou com deficiência visual severa ou total (B1);
  • Classe V: deficiência em um membro ou deficiência leve em dois membros, comprometimento de amplitude de movimento ou da força muscular e paratletas com deficiência visual moderada (B2).

Judô

No judô Paralímpico, só competem aqueles que possuem deficiência visual. Apesar de paratletas com diferentes níveis de comprometimento competirem juntos, eles são divididos por peso. Confira as classes:

  • B1 (cego total): sem qualquer percepção luminosa ou com alguma percepção luminosa, mas que não conseguem reconhecer formas a qualquer distância ou em qualquer direção
  • B2: paratletas com percepção de vultos;
  • B3: paratletas que conseguem definir imagens

Natação

Nessa modalidade, a letra S é indicativo das provas de estilo livre, costas e borboleta, enquanto SB representa o nado peito, e SM é para as provas de nado medley. Confira as classes:

  • 1–10: paratletas com deficiências físicas;
  • 11–13: paratletas com deficiências visuais (os da classe 11 tem pouca ou nenhuma visão;
  • 14: paratletas com deficiências intelectuais.

Parabadminton

  • WH1: paratletas cadeirantes, geralmente com deficiência em ambas as pernas e tronco;
  •  WH2: paratletas cadeirantes em uma das pernas, e mínima ou nenhuma limitação de tronco;
  • SL3: paratletas andantes com deficiência em uma ou duas pernas, e com bastante dificuldade de locomoção e equilíbrio;
  • SL4: paratletas andantes com deficiência em uma ou nas duas pernas, mas com pouca dificuldade de locomoção e equilíbrio;
  • SU5: paratletas com deficiência nos membros superiores, podendo ser ou não no braço da raquete;
  • SH6: paratletas de baixa estatura.

Parataekwondo

  • K44: paratletas com limitações de apenas um lado do corpo, na perna ou no braço;
  • K43: paratletas com restrições em ambos os lados abaixo da articulação do cotovelo.

Remo

  • PR1- remadores com função zero ou mínima de tronco, que precisam ser amarrados ao barco e impulsionam o barco principalmente através de braços e ombros;
  • PR2 - remadores com uso funcional dos braços e tronco, mas que ainda possuem fraqueza/ausência da função das pernas para deslizar o assento;
  • PR3 - Remadores com função residual nas pernas que permite deslizar no assento. Esta classe também inclui paratletas com deficiência visual, podendo haver até dois por barco de quatro.

Rugby em cadeira de rodas

A modalidade é destinada aos paratletas tetraplégicos, que recebem as pontuações de acordo com suas habilidades funcionais, variando de 0.5 a 3.5. Assim como em modalidades anteriores, números maiores indicam menor comprometimento.

Além disso, é importante destacar que cada mulher em quadra representa ampliação em 0.5 pontos no limite de pontuação.

Tênis de mesa

  • TT1, TT2, TT3, TT4 e TT5 – paratletas cadeirantes;
  • TT6, TT7, TT8, TT9, TT10 – paratletas andantes;
  • TT11 - paratletas andantes com deficiência intelectual.

Tênis em cadeira de rodas

  • Classe aberta: paratletas com deficiência para se locomover (medula ou amputação), mas sem comprometimento de braços e mãos;
  • Classe Quad: paratletas com deficiências que afetem, além das pernas, o movimento dos braços, deixando o domínio da raquete, e a movimentação da cadeira de rodas difícil; homens e mulheres podem competir juntos

Tiro com arco

  • W1: paratletas com comprometimento em todos os quatro membros e que usem cadeira de rodas;
  • Aberta: combina as classes W2 e ST, aos paratletas que têm deficiência nas pernas e usam cadeira de rodas ou que possuem deficiência de equilíbrio e atiram em pé ou com auxílio de um apoio.

Tiro esportivo

  • SH1: paratletas que conseguem suportar o peso da arma. Podem usar rifle ou pistola;
  • SH2: paratletas que necessitam de suporte para apoiar a arma. Podem usar apenas o rifle.

Triatlo

  • PTWC: paratletas cadeirantes, que utilizam handcycle e cadeira de rodas para corrida; é dividida nas subclasses PTWC1 (deficiências mais severas) e PTWC2 (menos severas);
  • PTS 2-5: paratletas com deficiências físico-motoras e paralisia cerebral andantes, sendo a PTS2 para deficiências mais severas e PTS5 para deficiências mais moderadas; é permitido o uso de próteses para provas de ciclismo e corrida;
  • PTVI: para deficientes visuais; paratletas são assistidos por um guia, e no ciclismo é usado a bicicleta tandem, para duas pessoas.

Vôlei sentado

  • VS1: paratletas com comprometimento significativo das funções do core, com amputações altas, membros encurtados no nascimento, rigidez anormal de articulações, tensão muscular e movimentos descoordenados e/ou involuntários;
  • VS2: paratletas com comprometimento menos grave, como amputação de pés, de dedos de uma das mãos, casos mais brandos de tensão muscular, movimentos descoordenados e/ou involuntários.

Conteúdo baseado na nota do site "O Povo".


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