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Por briga na Libertadores diante do Atlético-MG, polícia escolta membros da comissão do Boca para prestar depoimento na delegacia

Membros da comissão do Boca não ficaram nem um pouco satisfeitos com o resultado do jogo contra o Atlético-MG pela Libertadores

Redação Publicado em 21/07/2021, às 06h11

Jogadores de Atlético-MG e Boca Juniors na partida da Libertadores - GettyImages
Jogadores de Atlético-MG e Boca Juniors na partida da Libertadores - GettyImages

A reação da comissão técnica do Boca Juniors, depois da eliminação da equipe na Libertadores, para o Atlético-MG, não foi nada boa. No caminho para o vestiário, os jogadores arremessaram grades de proteção, e estavam visivelmente indignados com o resultado.

Por conta disso, e também pela confusão que aconteceu no momento em que o árbitro foi analisar o VAR, oito membros da comissão do Boca foram identificados, de forma preliminar, pela Polícia Militar de Minas Gerais, por estarem presentes na briga generalizada no estádio.

Apesar de toda delegação do Boca ter sido encaminhada para a 6ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em Belo Horizonte, para prestar depoimento, segundo informações do site "Globo Esporte", ninguém será detido. Depois de ouvida, a comissão foi liberada após pagamento de fiança.

Dessa forma, a equipe não correu o risco de perder o seu voo, que estava agendado para voltar para a Argentina durante a madrugada desta quarta-feira, 21.

Segundo informações compartilhadas pela Polícia Militar, o delegado da partida foi agredido durante a confusão. Oito membros do Boca, segundo a PM, vão ter que responder por lesão corporal, agressão e depredação de patrimônio público. 

Assim, os identificados foram:

O goleiro Javier Garcia, os zagueiros Carlos Zambrano, Carlos Izquierdoz e Marcos Rojo, o atacante Sebastián Villa, o preparador de goleiros Fernando Gayoso, o auxiliar Leandro Somoza e o dirigente Raul Cascin.

Além deles, a publicação indica que outro membro da diretoria do Boca, Jorge Bermúdez, também foi visto durante a confusão no Mineirão. A delegação da equipe argentina foi escoltada por viaturas da Polícia Militar até a delegacia. 

Ainda, a reportagem informa que de início, a Polícia Militar de Minas Gerais sugeriu que apenas os membros identificados fossem levados até a delegacia, com o restante sendo escoltado até o aeroporto.

No entanto, o treinador do Boca Juniors, Miguel Ángel Russo, disse que a equipe só deixaria o Brasil com todos os membros presentes.

Junto com eles, também foram para a delegacia membros de segurança e logística do Atlético-MG, que ainda não foram identificados, para prestar depoimentos, e assim como os adversários, logo foram liberados.

O caso

Tudo aconteceu bem depois da vitória do Atlético-MG, nos pênaltis, diante do Boca Juniors na Libertadores. Com a vitória, o Galo chegou até as quartas de final da competição.

Acontece que no caminho para o vestiário, os jogadores do time argentino entraram em confronto com os seguranças do Atlético-MG, e também do próprio estádio.

A partir daí, uma briga generalizada começou bem nos acessos aos vestiários, envolvendo também os dirigentes e demais jogadores dos dois clubes.

Por conta disso, a delegação do Boca começou a lançar grades de proteção e até um bebedouro em direção aos seguranças. O presidente do Atlético-MG, Sérgio Coelho, foi filmado lançando garrafas de água em direção aos jogadores do time argentino.

Para terminar logo com a confusão, a Polícia Militar utilizou spray de pimenta para dispersar os jogadores e membros da comissão técnica. Alguns atletas do Boca Juniors foram flagrados se sentindo mal com a inalação do gás e voltando ao gramado do Mineirão.


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