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Futebol » DÍVIDA

Caixa notifica Corinthians por dívida de quase R$ 500 milhões pela Arena

O banco estatal e o clube confirmaram a informação e o Corinthians diz que a cobrança foi um "gesto intempestivo"

SportBuzz DIGITAL Publicado em 12/09/2019, às 16h18

Arena Corinthians
Arena Corinthians - Getty Images

Nesta quinta-feira, 12, a Caixa Econômica Federal ordenou a execução da dívida de R$ 487 milhoes da Arena Corinthians. Os valores correspondem ao empréstimo, mais correções, do banco estatal de R$ 400 milhões para a construção do estádio, em 2014. Em nota, o Timão afirmou ter sido surpreendido com a cobrança e disse que irá defender seus direitos na Justiça. 

O Corinthians recebeu a notificação extrajudicial informando que o clube não está cumprindo os termos de contrato pelo empréstimo. Ao jornal O Globo, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que não existe perseguição ao clube e que a ação é natural. 

Em nota, o Timão tratou a notificação como um "gesto intempestivo" e que "se a Caixa escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos". 

"Não há nenhum beneficio ou 'perseguição'. Mas se a Caixa não recebe e não tem renegociação, ocorre a cobrança de garantias. A execução é natural", concluiu. 

Em agosto, o Corinthians enfrentou o Conselho de Orientação do clube e prestou contas, alegando que os pagamentos estavam em dívida. 

Como parte para conseguir o financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) por intermédio da Caixa, entregou parte do terreno do Parque São Jorge para conseguir o empréstimo. 

Confira a nota oficial do Corinthians: 

O Sport Club Corinthians Paulista informa que enquanto finalizava negociações com a Caixa para um reperfilhamento do financiamento da Arena – processo iniciado nos primeiros dias da atual gestão — foi surpreendido por uma notificação extrajudicial alegando que diversos procedimentos prescritos pelo atual contrato não estariam sendo cumpridos.

Esta mudança de atitude não encontra respaldo na realidade dos fatos. Um acordo preliminar de adequação do contrato ao fluxo de caixa efetivo da Arena havia sido negociado há quase um ano, mas ficou suspenso pela perspectiva da iminente troca de comando da Instituição, à espera da orientação da nova gestão. Desde então, os compromissos vinham sendo honrados, como se os termos do acordo preliminar estivessem vigendo.

Além dos ajustes financeiros, a Caixa requeria a implantação de procedimentos administrativos com os quais o clube esteve sempre de acordo e cuja implementação dependia, como depende, de procedimentos dentro da Caixa até hoje não especificados definitivamente.

Assim, tanto no plano financeiro como no administrativo, o clube sempre se pautou por total transparência quanto à sua atuação operacional e subordinação inconteste a um processo de pagamentos compatível com a realidade financeira do mercado esportivo atual.

Como não houve interrupção do diálogo e tudo caminhava para um acordo mutuamente vantajoso, não há como compreender o gesto intempestivo, que sequer foi previamente comunicado à agremiação.

Ao contrário de inúmeras outras arenas que receberam da mesma linha de financiamento, o clube nunca repudiou sua dívida nem deixou de dialogar com o repassador destes recursos, a CEF, quando dificuldades transitórias se interpunham. Se a CEF escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos.

O clube continua aberto a voltar à mesa de negociação, se a Caixa optar por prosseguir a trajetória amigável que juntos vínhamos construindo até aqui.

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