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Futebol » DÍVIDA BILIONÁRIA!

Atlético-MG confirma dívida bilionária, mas apresenta plano para redução drástica em cinco anos

Números financeiros foram apresentados pela diretoria no Galo Business Day

Redação Publicado em 23/04/2021, às 14h18 - Atualizado às 15h44

Torcedores do Atlético Mineiro
Torcedores do Atlético Mineiro - GettyImages

O Galo Business Day, foi um evento público, onde a diretoria do Atlético-MG apresentou todos os detalhes de seu atual momento financeiro e, ainda, o planejamento estratégico para os próximos cinco anos. O endividamento do clube ultrapassou a marca de R$ 1,2 bilhão.

"Só revela os números quem tem coragem de não escondê-los e quer enfrentar a realidade, por mais dura que ela possa ser", disse Sérgio Coelho, presidente do Galo.

A dívida

O número passou de R$ 747 milhões ao final de 2019 para R$ 1,209 bilhão em 2020. Isso tem relação direta com financiamento de déficit de caixa (45% - R$ 209 milhões) e investimento em atletas (55% - R$ 253 milhões, que hoje, na avaliação interna, já representam R$ 630 milhões em patrimônio).

"42% dessa dívida (valores passados, processos na Fifa e dívidas bancárias) exigem ação imediata. Precisamos atacar de maneira definitiva, reduzindo valores, negociando prazos", disse o diretor de administração e finanças, Paulo Braz.

Com tudo isto, o objetivo do clube é de chegar a 2026 no patamar de dívida na casa de R$ 341 milhões, que é basicamente o valor relativo, atualmente, a Profut e parcelamento de impostos.

"Estou preocupado para que tenhamos despesas reduzidas e façamos frente a este passivo. Queremos pagar e vamos pagar. Mas os credores têm que se adaptar ao fluxo do Atlético. Ele é modesto ainda, mas irá crescer", falou José Murilo Procópio, vice-presidente.

O que deverá ser feito?

Para isso, existem algumas metas a serem batidas. O teto anual de folha de pagamento não poderá passar de R$ 200 milhões. Além disso, o gasto com novos jogadores chegará a, no máximo, R$ 50 milhões. Também se quer alcançar vendas na casa dos R$ 120 milhões e ter 33% do elenco formado por jogadores oriundos das categorias de base.

"A dívida é grande, mas temos patrimônio muito superior a isso. Temos forma de zerar esse legado oneroso, que é o que dificulta de sobremaneira nossa gestão diária de caixa. Pagamos R$ 500 milhões de juros só nos últimos dez anos. Isso precisa acabar. Temos patrimônio e potencial de receita. Dá para colocar o plano para rodar, com muita disciplina e governança", afirmou Rafael Menin, investidor atleticano e responsável pela gestão do clube.

"Não é um trabalho que vai ter resultado amanhã. Precisamos plantar primeiro para colher no futuro. Vamos dar conta do recado. A batalha é grande, mas não tenho dúvida que o Galo tem um futuro brilhante pela frente", continuou o investidor.

A partir de 2027, caso os objetivos sejam alcançados, aí sim poderá aumentar o investimento em folha e elenco: "Gastar dinheiro a Deus-dará não dá certo no futebol. O Atlético se equipa para ter maior eficiência no que é investido e no resultado esportivo", completou Menin.

Com a dívida equacionada, pensa-se em estar, sempre, entre os dois ou três grupos mais valorizados do país e, por consequência, lutando sempre na ponta dos campeonatos.

 

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