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Estudos de Oxford apontam que fim da quarentena para toda população é arriscado : "Uma reabertura gradual seria mais confiável"

Segundo pesquisadores do Reino Unido, liberar toda a população para o retorno das atividades não é o ideal a ser feito

Isabelly Cristaldo Publicado em 10/06/2020, às 17h16

Os pesquisadores alertaram sobre o fim da quarentena para toda a população
Os pesquisadores alertaram sobre o fim da quarentena para toda a população - GettyImages

De acordo com um estudo matemático publicado pela revista científica Frontiers in Public Health, a melhor forma de finalizar a quarentena não é liberar toda a população de uma vez, mas sim, de maneira gradual.

A constatação foi realizada por pesquisadores da Universidade de Oxford e do Centro Britânico de Hidrologia e Ecologia de Wellingford, ambos localizados no Reino Unido.

A pesquisa foi divulgada como "provisoriamente aceita", o que significa que já passou por revisão e aprovação de outros cientistas, mas ainda pode sofrer algumas mudanças antes que seja aprovada a versão final. 

Segundo os pesquisadores, baseados em simulações feitas com a população britânica, a melhor estratégia seria relaxar o isolamento em duas fases: o primeiro seria de aproximadamente metade da população, de duas a quatro semanas, a partir do final do pico inicial de infecção. 

O restante poderia começar a ser liberado depois de três a quatro meses. Ou seja, inicialmente, é recomendado que todos aqueles que não precisem sair às ruas (não-essenciais), continuem em casa.

O estudo foi feito com base na experiência obtida com a população do Reino Unido e tem como objetivo manter a disseminação do vírus o mais controlado possível.

"Descobrimos que o fim da quarentena para toda a população simultaneamente é uma estratégia de alto risco e que uma abordagem gradual de reintegração seria mais confiável", analisou os autores.

Os cientistas continuam, alertando que o lockdown é necessário até que haja um número baixo de infectados:

"Além disso, para aumentar o número de pessoas que podem ser liberadas pela primeira vez, o lockdown não deve ser encerrado até que o número de novos casos confirmados diariamente atinja um limite suficientemente baixo", recomendam.

Ainda de acordo com o estudo, foi analisado uma estratégia chamada “on-off”, que opta por liberar todas as pessoas de uma vez, e voltar com o isolamento isolamento social caso as taxas de infecções voltem a se tornar altas.

"O pior cenário de uma liberação gradual é mais gerenciável do que o pior cenário de uma estratégia on-off", garantem.

Os estudiosos dizem ainda que, para haver um monitoramento contínuo da pandemia, é necessário uma identificação precisa da taxa de transmissão e da taxa de recuperação.

O segundo item significa analisar a fração de pessoas infectadas em um determinado dia que depois é identificada como recuperada.

"A mensagem para os que tomarão decisões é agir com muito cuidado e monitorar qualquer sinal de necessidade de lockdown. Nosso modelo mostra que as segundas ondas podem ocorrer muito rapidamente se as taxas de transmissão terminarem acima do esperado", disse Thomas Rawson, da Universidade de Oxford, um dos autores do estudo.

 

 

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