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Bruno Jacob relembra conquistas no 'Motosurf Freeride' e revela sonho da carreira: "Estar no topo"

Atleta de 'Motosurf Freeride', Bruno Jacob concedeu entrevista exclusiva ao SportBuzz

Guilherme Assumpção Publicado em 09/11/2021, às 17h53 - Atualizado às 18h15

Bruno Jacob é atleta de 'Motosurf Freeride' - Lucciano Cruz
Bruno Jacob é atleta de 'Motosurf Freeride' - Lucciano Cruz

Para quem enxerga o surfe como um esporte radical, o atleta Bruno Jacob decidiu demonstrar que sempre existe uma maneira de se aventurar ainda mais dentro da água. De uma maneira peculiar, o brasileiro vem se destacando bastante em uma modalidade para lá de especial.

Atleta do ‘Motosurf Freeride’, Bruno Jacob é um dos principais nomes da modalidade e já tem na bagagem o vice-campeonato do Mundial em 2016. Para completar os feitos da carreira, o baiano levantou o troféu do Sul-Americano e parece bastante animado para buscar ainda mais.

 

Em entrevista exclusiva ao SportBuzz, Bruno Jacob detalhou o funcionamento do ‘Motosurf Freeride e explicou como os campeonatos são realizados, além de falar sobre sua carreira e projetar os próximos passos dentro da água. Confira!

A MODALIDADE!

Bem parecida com o surfe tradicional, a modalidade praticada por Bruno Jacob é extremamente radical e exige muita força física dos pilotos em cima do ‘Jet Ski’. Com características especiais, o equipamento é fundamental para o desempenho dos atletas.

O esporte já tem há bastante tempo, né? E, inicialmente, surgiram as categorias de corrida. Foi utilizado muito também para resgate e as manobras na época eram estilo livre, o ‘freestyle’. Com o passar do tempo, há mais ou menos 20 anos, a galera utilizava os jets de andar em pé para ficar mais fácil de entender para pegar uma onda. Antigamente, não tinha muita potência para fazer os saltos”, contou Bruno Jacob.

Bruno Jacob é atleta de 'Motosurf Freeride' (Crédito: Lucciano Cruz)

 

Atualmente já é conhecido mundialmente como motosurf, porque é muito similar à mistura do motocross freestyle (manobras aéreas com a moto). É mesma coisa que a gente faz, mas no lugar das rampas, a gente usa as ondas para saltar, fazer os mortais, os 360, os aéreos e utiliza também para fazer o surfe. É muito parecido com o surf de prancha”, completou.

Então, por isso ficou a junção do moto surf. Os campeonatos já existem há bastante tempo, há mais de 15 anos mundo afora e a forma como é avaliado é muito parecido com o surfe: são baterias de dois homens na água e com a bancada de jurados que vão avaliar todos aqueles critérios”, encerrou o vice-campeão mundial.

 
 
 
 
 
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COMPETIÇÕES!

Questionado pela reportagem do SportBuzz sobre o início nas competições de ‘Motosurf’, Bruno Jacob contou que demorou para atingir bons resultados, mas ressaltou a importância da dedicação nos treinos e nos torneios para alcançar os objetivos.

(Ficava) atrás nas colocações, mas eu era muito dedicado como sou ainda hoje. Gostava muito. Eu era um adolescente de sair muito, era mais de praticar esporte e até hoje sou assim. Também me dediquei muito e fui evoluindo muito rápido. Dois anos depois já estava no (Campeonato) Brasileiro e aí eu consegui uma colocação em segundo lugar”, relembrou.

Em três anos fui campeão brasileiro aos 16, e de lá para cá iniciei fora do país. Na Europa, uns três ou quatro anos depois do (título) brasileiro. Já estou no meu décimo primeiro ano do circuito Mundial. Então, inicialmente, no estado, depois no país e aí fui galgando meu espaço e conseguindo apoio, conseguindo espaço cada vez mais para chegar lá fora, começando de baixo, me dedicando cada vez mais e subindo”, disse Bruno Jacob.

Bruno Jacob é vice-campeão mundial de 'Motosurf Freeride (Crédito: Lucciano Cruz)

 

VICE-CAMPEÃO!

Depois de entrar nas competições, Bruno Jacob logo demonstrou seu talento em cima do ‘Jet Ski’ e conquistou seu espaço dentro do Circuito Mundial. Assim, o ano de 2016 foi extremamente especial para o atleta baiano.

Nele, o Bruno Jacob ficou com o vice-campeonato Mundial da categoria ‘Motosurf Freeride’. Além disso, o atleta ganhou a etapa brasileira do circuito, que aconteceu justamente na casa do brasileiro em solo baiano.

Até hoje, realmente, é a minha maior conquista junto com o título sul-americano. Eu ganhei a etapa aqui na minha cidade, levei a melhor manobra e o título sul-americano na minha cidade, subi no pódio em todas as etapas do circuito de 2016 e a final foi um evento sensacional no Japão, um lugar que eu tinha um sonho de conhecer”, festejou o atleta, que emendou:

Foi uma trajetória que, desde quando iniciei a praticar, foram 12 anos para eu conseguir chegar ao vice-campeonato mundial como o único sul-americano a ter esse feito na categoria absoluta profissional, que é como se fosse o WCT do surfe. É uma conquista sensacional”.

 
 
 
 
 
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RETORNO AOS EVENTOS!

Após o vice-campeonato mundial, Bruno Jacob seguiu conquistando seu espaço no circuito, mas teve que lidar com uma longa pausa por conta da pandemia de coronavírus. Depois de dois anos sem competir, o brasileiro voltou as águas e já fez bonito em solo europeu.

No último mês de outubro, Bruno Jacob disputou as duas primeiras etapas do Mundial de ‘Motosurf Freeride’, venceu uma delas e ficou em quatro lugar em outra. Questionado pela reportagem sobre os eventos, o baiano se mostrou empolgado com os resultados.

No primeiro país que eu desembarquei, na França, seguindo tudo direitinho, me adequei e aí fomos à competição em si. A competição normalmente acontece em três dias, foi realizado o primeiro dia normalmente e depois teve uma previsão de uma frente fria muito forte, que veio antes do previsto, e os organizadores tiveram que fazer o evento em dois dias”, detalhou.

As finais, que seriam no sábado e domingo, foram num dia só. Foi um evento rápido, dinâmico e mostrou que a gente tinha o preparo físico e estava com a leitura do mar afiada. Graças a Deus a gente teve boas ondas, um nível alto e eu consegui essa vitória lá. Para mim, foi muito importante retornar”, disse Bruno Jacob.

Bruno Jacob é atleta de 'Motosurf Freeride' (Crédito: Lucciano Cruz)

 

Na semana seguinte fomos para a Espanha, um lugar sensacional, com boas ondas. Exceto no último dia, infelizmente, mas que eu consegui tirar de letra diante do preparo que eu estava. Eu fiquei um pouco insatisfeito com os jurados, cheguei até a semifinal e estava como favorito para vencer ou pelo menos ficar em segundo lugar, e o que ficou em segundo na França estava andando muito próximo também”, lamentou o brasileiro, que completou:

"Naquela ondulação e situação, ele estava até melhor do que eu, pelo que eu vi as baterias na França, mas eles simplesmente deram (a vitória) para o outro oponente. Estava me sentindo o Medina na Olimpíada e estava parecendo aquilo ali exatamente. Depois eu fui para a disputa de terceiro e quarto, e foi novamente um absurdo e não subi ao pódio. De qualquer forma, só tenho a agradecer pelo primeiro e quarto (lugares) e é partir para as próximas”.

 
 
 
 
 
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PROJEÇÃO DO MUNDIAL!

Por conta do atraso causado pela pandemia, o Mundial de ‘Motosurf Freeride’ deve se estender por todo o ano de 2022. Com o objetivo claro de conquistar o título, Bruno Jacob detalhou os próximos desafios da carreira.

Eu tenho, em janeiro, o Daytona Free Ride, já que os Estados Unidos abriram as fronteiras para os países. Eu vou para os EUA, que é o maior evento do nosso esporte em número de pilotos, são mais de 500. É um evento muito grande a nível mundial, que não faz parte do circuito, mas é o evento muito importante para não ficar muito tempo sem competir”, contou.

A próxima etapa [do Mundial], em Portugal, é na primeira semana de maio. A gente tem já confirmado em setembro os Estados Unidos, na costa do Pacífico, ou Califórnia ou Oregon, que é um evento tradicional também e existe há décadas. E tem dois países que estão ainda para definir por conta da pandemia: Indonésia, em Bali, previsto para abrir as fronteiras em abril de 2022; e o México”, projetou.

 
 
 
 
 
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Eu tenho pelo menos mais quatro provas do circuito e essa prova nos Estados Unidos em janeiro. A partir do dia 12 de novembro, no Paraná, a gente vai fazer o Freestyle aqui no país, justamente para manter o ritmo para competir dentro do nosso país e fortalecer o esporte aqui dentro. E já tenho novidade aí, que vou falar em primeira mão, que vai ter o brasileiro aqui na minha casa, no ano que vem, e a etapa do mundial também tem uma grande possibilidade de ser aqui no país em 2022 do ‘Motosurf’”, concluiu o piloto.

SONHO DA CARREIRA!

- Meu maior sonho de garoto é realmente o topo. E não só por ter o título (mundial), que é importante, mas para trazer isso para o meu país e para o meu estado e continuar ajudando e inspirando muita gente a praticar o esporte. Hoje a gente já é inspiração para muita gente que pratica e acompanha. Hoje eu recebo mensagem, mas na minha época não existia isso. Quando eu iniciei, o acesso à informação era muito mais difícil e agora eu consigo ajudar muito mais gente a praticar pelas redes sociais, pelo acesso à informação. 

 
 
 
 
 
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Eu faço questão de responder todo mundo em todas as redes e já tenho a escola que eu consigo conciliar bastante tempo. É isso, é deixar o legado para ter mais gente praticando o esporte. A melhor coisa que tem é praticar o esporte, principalmente em contato com a natureza. Eu não tenho nem como te descrever como me sinto bem quando eu estou no mar. 

Aquela energia e o vento terral, quando você chega e olha já fica em êxtase. É maravilhoso. Eu já conquistei vários sonhos e vivo o sonho que eu tinha quando garoto, mas eu quero chegar no primeiro (lugar do mundial) para continuar inspirando mais e colocando mais gente para praticar o esporte”.


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