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Ramon conta sobre início de carreira, experiência no Japão e fala sobre interesse de clubes brasileiros: "Estamos estudando"

Em entrevista exclusiva ao SportBuzz, Ramon, jogador do Ryukyu, contou sobre a carreira, próximos passos e mais

Gabriel Soria Publicado em 03/08/2021, às 12h51

Ramon, do Ryukyu fala sobre inicio de carreira, desafios e futuro - Reprodução/Instagram @_ramonoficial_
Ramon, do Ryukyu fala sobre inicio de carreira, desafios e futuro - Reprodução/Instagram @_ramonoficial_

Atualmente no futebol japonês, Ramon de Araújo Siqueira foi revelado pelo Fluminense, onde se desenvolveu por praticamente todas as categorias de base. Campeão Sul-Americano com a Seleção Brasileira sub-17, o jogador conversou com o SportBuzz, contou um pouco sobre sua experiência no exterior e falou sobre o futuro.

A Importância da Base

O desenvolvimento nas categorias de base tem sido cada vez mais importante no futebol, principalmente no cenário nacional. Como exemplo, o Palmeiras teve uma das melhores temporadas de toda a sua história com grande parte do elenco sendo composto por atletas revelados no próprio clube.

Pensando nessa importância, Ramon contou um pouco sobre a sua experiência nas categorias de base.

 
 
 
 
 
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"Foram anos de muito aprendizado dentro do Fluminense. Amadureci cedo, a diferença foi saber superar os momentos ruins. Eles não só formam jogador, como um homem. Tem que saber absorver as coisas boas, e as incertezas, temos que superar elas", contou.

O Título com a Seleção Brasileira

Na categoria sub-17, o jogador foi convocado pela Seleção Brasileira para disputar o Campeonato Sul-Americano e contribuiu na conquista do título. Lembrando da sensação, o atleta contou como foi a conquista.

 
 
 
 
 
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"Sensação única, inexplicável. Ganhar um título já é bom, agora, ganhar pela seleção um campeonato grande não tem preço. Entrei pra história da seleção, meu nome tá lá, foi um momento único", contou.

Passagem pelo Brasil e Japão

Ainda como jogador do Tricolor carioca, Ramon foi emprestado para o CSA, onde teve mais oportunidades, mas não passou muito tempo.

"Foi uma experiência ótima. Eu não queria ter saído. O Marcelo Cabo, treinador do CSA na época, gostava muito de mim, mas infelizmente não dependia muito de mim, acabei voltando", disse.

 
 
 
 
 
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Apesar da volta contra sua vontade, o jogador reintegrou o elenco do Fluminense, mas não foi muito utilizado e acabou emprestado para o Ryukyu, do Japão. O jogador falou sobre a adaptação à cultura diferente.

"A adaptação foi rápida, achei que não iria conseguir me adaptar, mas depois foi de boa. Tomei um choque de cultura de tudo, mas consegui jogar e ajudar o time naquele momento. A educação e o respeito foram (os costumes) o que mais me chamaram a atenção", contou.

Presente e Futuro

Após o período de empréstimo ao clube japonês, Ramon voltou ao Fluminense. Contudo, não ficou por muito tempo até a mesma equipe japonesa efetivar a sua contratação.

"Acabei voltando pro Japão, quis me desafiar, achei na época que seria uma boa pra mim. Penso sim em voltar a jogar no Brasil, tenho alguns times que procuraram meu pai, estamos estudando. Sobre o Fluminense, quem sabe um dia eu volte, mas no momento penso em ficar mais um tempo fora. Acho que todos os times no Brasil tem sua força, sua história. Eu gostaria de escrever meu nome na história de algum time no Brasil, qual eu não sei, mas gostaria de jogar em time que a torcida seja apaixonada", revelou.

Atuando no Japão, o jogador comentou sobre o impacto das Olimpíadas no time onde joga e falou sobre como o povo japonês encara a pandemia.

"(Os Jogos Olímpicos) não impactaram não, pelo menos no meu time foi de boa. Paramos 5 dias, depois voltamos a treinar e está de boa. Eu moro em Okinawa, é uma ilha do lado, aqui não tem nenhum evento das Olimpíadas, então está de boa. Eu creio que os japoneses têm respeitado muito (os protocolos) desde do início do COVID", revelou.

Mesmo com a distância, Ramon também revelou ainda manter o contato com jogadores em que atuou junto na base e relembrou um pouco do tempo em que atuavam juntos.

"Sim, vira e mexe trocamos mensagens, Douglas volante, Paulinho, Wendel, Calazans entre outros, sempre que dá eu troco mensagens. Época boa!", falou.

O jogador de 22 anos tem contrato com o clube japonês até o final de 2022, logo, a partir de julho do próximo ano, ele estará livre para assinar um pré-contrato com qualquer clube que esteja interessado.


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