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Jogador turco confessa que assassinou o próprio filho, que estava internado com suspeita de coronavírus

Kasim tinha apenas 5 anos e apresentou os sintomas característicos da doença

Izabella Macedo Publicado em 12/05/2020, às 19h33

Jogador turco confessa que assassinou o próprio filho, que estava internado com suspeita de coronavírus
Jogador turco confessa que assassinou o próprio filho, que estava internado com suspeita de coronavírus - Instagram

De acordo com o jornal Daily Sabah, Cevher Toktas, zagueiro de 32 anos que atua no Bursa Yildirim, uma das divisões semiprofissionais da Turquia, se entregou à polícia e admitiu, nesta terça-feira, 12, que assassinou o próprio filho, de cinco anos, no hospital em que a criança estava internada.

No dia 23 de abril, Cevher levou o filho, Kasim, para a unidade de tratamento. O menino apresentava os sintomas característicos do coronavírus, como febre e problemas respiratórios e por conta disso, os médicos optaram por deixá-lo internado e isolado.

No entanto, poucas horas depois do registro de entrada no hospital, o garoto morreu e o Covid-19 foi apontado como a causa da tragédia.

No entanto, somente neste mês, Cevher, o pai do garoto, contou a verdade sobre o caso. O jogador afirma que quando a sala em que Kasim estava internado ficou vazia, ele próprio o sufocou até a morte.

"Coloquei uma almofada na cabeça do meu filho, que estava deitado de costas. Pressionei por 15 minutos sem parar. O meu filho resistiu durante algum tempo. Quando parou de se mexer, levantei a almofada. Então, chamei os médicos para que não suspeitassem de nada", confessou.

Como o menino foi internado justamente por estar com suspeita de ter contraído o coronavírus, logo de primeira, a doença foi apontada como a causa da morte de Kasim. Como não houve autópsia, Cevher saiu do hospital sem levantar nenhum tipo de suspeita.

Cevher se apresentou à polícia de Bursa, foi detido e responderá nas próximas semanas por prisão perpétua. Ao ser perguntado pelo motivo de ter assassinado o próprio filho, o atleta afirmou que não possui nenhum tipo de distúrbio, mas que nunca gostou do menino.

"Eu nunca amei o meu filho mais novo, desde o nascimento. Não sei porquê. A única razão pela qual o matei foi porque não o queria. Eu não tenho nenhum problema mental", disse.


 

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