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Futebol » CRAQUE NOS EUA!

EXCLUSIVO: Victor PC, do San Antonio, fala sobre o futebol nos Estados Unidos e diferença da MLS e a USL: "Dá para se comparar aos da Europa"

O jogador, que migrou ainda jovem para o futebol estadunidense, passou por clubes da MLS, e atualmente joga na USL, uma espécie de "liga alternativa" do país

Marcello Sapio Publicado em 11/08/2020, às 18h25

Victor PC falou com exclusividade ao Sportbuzz sobre o futebol estadunidense
Victor PC falou com exclusividade ao Sportbuzz sobre o futebol estadunidense - Instagram

Como se sabe, o futebol no Estados Unidos, apesar de ser algo recente (menos de 30 anos da primeira edição da MLS), está ganhando fama e proporções gigantescas.

Cada ano, astros migram para o mercado "alternativo", como Pirlo, Beckham e, mais recentemente, Matuidi.

Assim, o país virou quase um "oasis" para os atletas se aventurarem na América do Norte, tanto para jogadores europeus, quanto brasileiros.

Um deles é Victor PC. O lateral esquerdo, recém contratado pelo San Antonio FC, atua na USL (United Soccer League), uma espécie de "segunda divisão" do futebol estadunidense.

A liga alternativa tem nomes consagrados do futebol brasileiro, como Kléber Gladiador, ex-Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras, e André Lima, ex-São Paulo, Grêmio e Vitória. 

Em uma conversa exclusiva com o Sportbuzz, Victor Pagliari Giro, mais conhecido como Victor PC, falou sobre expectativas para o novo clube, comparações com a MLS e até qual time gostaria de jogar no Brasil, confira!

Para começar, ele falou sobre as principais diferenças sobre as ligas estadunidenses, a MLS e a USL: “A diferença é a estrutura. A estrutura dos clubes da MLS é uma coisa impressionante, dá para se comparar facilmente aos clubes da Europa, já os da USL nem tanto. Claro que eles têm uma estrutura ‘ok’, mas a diferença é um pouquinho grande ainda, pelo fato da MLS ser uma liga milionária e vem crescendo cada ano mais, então tem essa grande diferença”.

Um fator que desperta a curiosidade dos fãs de futebol é o modelo de liga que é feito nos Estados Unidos. Isso porque lá não tem rebaixamentos. As ligas são como franquias, e divididos em conferências Leste e Oeste, mesmo modelo usado em esportes mais tradicionais no país, como a NBA.

O lateral esquerdo comentou sobre esse modelo de disputa e o comparou com o modelo do Brasileirão: "A diferença aqui é a divisão (dos clubes), né? De conferência e acho que poderia ser uma liga só. Cada ano tá crescendo mais, aumentando (o número de) times, e por isso seria ruim fazer igual ao Brasileirão, por exemplo. Então, pelo fato de serem muitos times e não ter o rebaixamento, acho que fica legal o jeito que eles fazem”.

Outro ponto também que está sendo observado no futebol estadunidense é a entrada de clubes na franquia da MLS, o caso mais recente (e mais famoso) é o da Inter Miami, time de David Beckham. 

Para as próximas temporadas, outras equipes estão programadas para entrar, como por exemplo o Austin FC. Victor analisou essa "entrada" de times e a visibilidade que esse movimento trará: “Nos próximos três, vão entrar três times diferentes na MLS. Esse ano já entraram mais dois, se não me engano. Eles querem até 28 ou 30 times, se não me engano, e aí não vão deixar mais ninguém entrar, pelo fato do crescimento da Liga e de como está sendo a visibilidade do futebol dos Estados Unidos. Esse é um dos fatores que muitos clubes queiram entrar e os investidores querem colocar dinheiro, olhando o futuro”.

Uma questão que ainda é abordada é sobre a participação do público nas partidas (antes da pandemia, claro). Victor fez questão de falar que a torcida vem comparecendo e diz: "O crescimento da Liga está a cada ano maior e o público está aderindo muito bem. Se não me engano, é uma das maiores médias de público entre os campeonatos de todo o mundo, já. Então acho que a tendência é crescer mais".

Outro movimento que é observado no país é a entrada de jogadores brasileiros. Tendo Kaká como o principal nome, nesta temporada vários atletas vencedores, como Júnior Urso, Antônio Carlos, Thiago Santos, etc.

Victor, que está há muitos anos por lá, analisou essa abertura nos Estados Unidos para os jogadores brasileiros: "Eu atuei com grandes jogadores aqui nos Estados Unidos, tanto no Fort Lauderdale (Strikers), quanto no Orlando, jogando com o Kaká. Nos Estados Unidos, eles têm a visão do jogador brasileiro: habilidoso e muito ofensivo. Dependendo de onde você joga, as vezes tem até um certo receio, mas o brasileiro é bem respeitado, como em qualquer outro lugar do mundo".

"A liga é menor do que a MLS, mas é uma liga muito boa para jogar. Os clubes têm uma estrutura muito boa, claro que não tem os salários da MLS, de alguns clubes do Brasil ou de outros lugares do mundo, mas para o jogador que quer entrar no mercado norte-americano, é um bom caminho e atrativo. Claro que se você estiver jogando em um clube grande no Brasil ou na Europa, não é o melhor caminho, mas ao contrário, é um bom caminho para entrar no mercado", completou o jogador.

A USL segue o mesmo formato da MLS. O San Antonio FC, time de Victor, ficou apenas um ponto atrás da zona de classificação para os playoffs, na temporada passada.

Ele analisou o retrospecto da equipe e revelou as expectativas para a temporada: "Antes tinha a NSL (National Super League, que acabou sendo encerrada), aí todos os times migraram para a USL. Desde esse movimento, o clube não se classificou mais para os playoffs da liga. Então a expectativa desse ano é grande, irmos para os playoffs e o trabalho está sendo feito, muito bom. O clube e os jogadores estão focados para chegar nos playoffs".

Como dito, ele está há muito tempo no futebol dos EUA, jogando muito pouco no Brasil. Ao ser perguntado se tinha o plano de voltar ao país natal, Victor revelou até em que clube gostaria de jogar, caso pudesse, mas deixou a porta aberta para os outros.

"Eu vim com 21 anos para os Estados Unidos e desde então não voltei mais (para o Brasil). Eu fiz a base inteira no Corinthians e de lá eu vim para os Estados Unidos. E, sim, eu tenho o sonho de, talvez, voltar a usar a camisa do Corinthians de novo. Não é a minha prioridade, hoje, voltar ao Brasil, mas em um futuro próximo, tenho o sonho de poder voltar, poder jogar perto da minha família e amigos, podendo usar a camisas do Corinthians ou outro clube grande do Brasil", disse PC.


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