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Futebol / SÉRIE B

Ponte tem razão por reclamar de pênalti para o Vila, diz ouvidor de Arbitragem da CBF

Clube pediu anulação da partida, válida pela 28ª rodada da Série B, que terminou empatada por 1 a 1

Redação Publicado em 08/10/2021, às 10h33 - Atualizado às 10h34

Ponte tem razão em reclamar de pênalti para o Vila, diz ouvidor de Arbitragem da CBF - Transmissão/ Premiere
Ponte tem razão em reclamar de pênalti para o Vila, diz ouvidor de Arbitragem da CBF - Transmissão/ Premiere

A CBF se manifestou pela primeira vez após o protesto da Ponte Preta sobre pênalti a favor do Vila Nova. O duelo disputado no dia 2 de outubro, no Moisés Lucarelli, válido pela 28ª rodada da Série B do Brasileirão, terminou empatado por 1 a 1.

A Ponte vencia a partida por 1 a 0 até os 50 minutos do segundo tempo, quando o responsável pelo VAR, Wanderson Alves de Sousa, chamou o árbitro Adriano Barros Carneiro para a checagem de um suposto toque na mão dentro da área. O pênalti foi marcado, e Pedro Júnior converteu para arrancar o empate do Vila Nova.

Segundo o site “Globo Esporte”, o ouvidor da arbitragem da CBF, Manoel Serapião Filho, deu razão à Ponte Preta ao destacar a gravidade na checagem do lance.

“Em primeiro lugar, porque a bola, apesar de chegar muito próximo, não manteve contato com o braço do defensor. Esse só fato exclui a infração. Nesse passo, deve ser dito que o VAR necessita de imagem clara – evidência clara – para sugerir revisão, que só se justifica se houver prova de erro claro, óbvio, que, para o caso, exigira certeza do contato da bola coma a mão/braço do defensor (ponto de contato). Em seguida, porque, ainda quando a bola houvesse tocado no braço do defensor, a infração não se caracterizaria, uma vez que a mão/braço do jogador estava muito próxima de seu corpo, em decorrência do cuidado que adotou, para evitar o contato”, disse ao site.

“Este último aspecto caracteriza ainda mais a gravidade do erro, pois se o jogador estava com seu braço junto a seu corpo, somente com uma imagem clara, muito clara mesmo e que comprovasse que ele praticou um movimento adicional para tocar na bola, o que não ocorreu, é que a infração poderia se caracterizar. Conclusivamente, o árbitro errou ao rever sua decisão de campo, ainda que não tenha visto a situação com nitidez e o VAR errou ao sugerir a revisão. O erro de ambos foi de interpretação da regra e de uso da tecnologia”, completou.

A Ponte Preta ainda aguarda uma resposta do STJD sobre a anulação da partida, que foi protocolada no início da semana. O clube também espera uma manifestação da Comissão de Arbitragem sobre a reivindicação do clube, que pediu o afastamento dos profissionais.

“Quanto ao pedido de disponibilização do áudio, por ser um legitimo direito do Reclamante, assegurado no Protocolo VAR, a Comissão e o Líder do Projeto devem adotar os meios necessários para atendimento do pleito, na forma como agem em relação aos demais filiados da CBF”, concluiu Serapião.

A Ponte Preta ocupa a 15ª colocação da tabela de classificação da Série B do Brasileirão, com 34 pontos. A Macaca tem quatro pontos de vantagem sobre o Londrina, time que abre a zona de rebaixamento. 


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