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Futebol » RELAÇÃO CONTURBADA

Clubes europeus fazem exigências para disputar o Mundial de 2021, diz jornal

Reportagem revela negociações entre Fifa e gigantes da Europa para o novo formato do Mundial, que será disputado na China

Gabriela Santos Publicado em 25/02/2020, às 15h25

Jornal revela que clubes europeus fazem exigências para disputar o Mundial de 2021
Jornal revela que clubes europeus fazem exigências para disputar o Mundial de 2021 - GettyImages

Estiveram recentemente na sede da Fifa, em Zurique, alguns representantes de alguns dos principais clubes do mundo (entre eles, Liverpool, Juventus e Barcelona), para debater a participação de times da Europa na edição de 2021 do Mundial de Clubes, na China, que será a estreia de um novo formato da competição. No entanto, o torneio mundial é o motivo de estremecer a relação que deixou de um lado a Fifa e do outro a aliança entre Conmebol e Uefa.

De acordo com a reportagem publicada nesta semana pelo The New York Times, os clubes europeus, por meio da ECA (sua associação), querem ser sócios da Fifa no Mundial de Clubes. Segundo a publicação, esses querem receber uma quantia maior do que a destinada para os times dos outros continentes. Outra exigência é aumentar de oito para 12 o número de vagas destinadas à Europa.

Após a reunião com a ECA, a Fifa contratou uma empresa de consultoria financeira especializada em fechar grandes negócios do esporte e do entretenimento. A intenção é fazer com que o Mundial de Clubes consiga arrecadar US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4,4 bilhões) para arcar com todos os custos da competição, incluindo o aumento da premiação pedido pelos europeus.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, quer que o Mundial de Clubes seja visto com o mesmo peso da Copa do Mundo de seleções, o que, em tese, poderia ameaçar a relevância da Uefa Champions League, que hoje é o torneio de clubes mais importante do mundo. Esta “ameaça” está no centro da crise entre Fifa e Uefa.

Do outro lado, a Fifa também não concorda com a Conmebol sobre os critérios de classificação para os clubes da América do Sul. A entidade máxima do futebol quer que as vagas sejam ocupadas com mais times vindos da Libertadores, enquanto a Conmebol quer valorizar os classificados pela Copa Sul-Americana.

Recentemente, a Conmebol e a Uefa se aproximaram, e levantaram a possibilidade de criar um minitorneio de seleções a ser disputado em março de 2022. Na semana passada, a Fifa cancelou uma reunião de Conselho que seria realizada em Assunção, no Paraguai. A Conmebol entendeu essa decisão como retaliação, e classificou como "discriminação" a atitude da entidade.

 

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