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Tandara volta a falar sobre presença de mulheres trans no vôlei e reafirma: "Minha opinião não muda"

Em 2018, Tandara já tinha se posicionado sobre o assunto, dizendo que não concorda com a participação de mulheres trans no vôlei

Redação Publicado em 15/10/2021, às 11h33

Tandara volta a falar sobre a presença de mulheres trans no vôlei - GettyImages
Tandara volta a falar sobre a presença de mulheres trans no vôlei - GettyImages

Em 2018, a oposta do Osasco, Tandara afirmou que não era a favor da regulamentação de Tifanny, primeira e única mulher trans na Superliga. A jogadora disse que não concordava com a presença de uma mulher trans no vôlei, não achando justo sua participação nas partidas.

Em entrevista ao "Oz Pod", Tandara voltou a criticar a presença de mulheres trans no vôlei feminino, reafirmando seu posicionamento da primeira vez que falou do assunto publicamente.

No entanto, apesar de não concordar com a presença de Tifanny entre as jogadoras, Tandara disse que respeita tanto a jogadora, e a sua luta, como também a decisão da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), que autorizou a atleta a permanecer em quadra.

"Primeiramente, eu vou deixar bem claro que eu respeito a Tifanny, nós nos comunicamos, nós nos falamos sempre, eu tenho um respeito muito grande por ela, sabe? Eu sei das lutas dela como ser humano, enfim. Eu acredito muito que cada um tem que ocupar o seu espaço, mesmo, e tem que brigar por isso. Em 2018, eu dei uma entrevista, inclusive eu estava aqui em Osasco, quando eu disse que não concordava. E realmente essa minha opinião não muda, porque eu acredito de verdade que não seja justo", disse Tandara antes de completar.

"É bem complicado principalmente falar disso, porque quando eu dei essa entrevista as pessoas levaram para um outro lado, falando que eu era transfóbica. Eu respeito, né? Então, assim, eu não concordo, porém, eu faço parte de um grupo em que tem a CBV como representante do voleibol e se eles, que são os órgãos importantes, eles autorizaram, eu tenho que respeitar essa opinião. Mesmo que eu não aceite, mesmo que eu não concorde, eu tenho que respeitar. E por isso eu respeito ela como ser humano e hoje, dando tudo certo, eu não vejo a hora da gente jogar junto", concluiu.

A jogadora ainda afirmou ser contra a criação de um projeto de lei que impeça Tifanny de jogar, mas reforçou que não concorda com a inserção de outras mulheres trans no vôlei feminino.

"Se autorizaram, já era, é o direito adquirido. Só que eu não concordo com outras trans entrarem no esporte, hoje, porque você vai tirar o espaço de uma outra jovem, que está crescendo e buscando isso", apontou.

"Eu concordo que ela (Tifanny) tenha que jogar até quando ela quiser, porque é um direito adquirido, mas eu acredito que não tenham outras autorizações, porque hoje a gente tem tanta menina que corre atrás, e eu acredito que isso prejudica o espaço, entre uma trans e um jovem talento", completou.

Vale lembrar que Tandara continua afastada do Osasco enquanto cumpre uma suspensão provisória por suposta violação da regra antidoping durante as Olimpíadas de Tóquio.


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