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'Não tenha preconceito', explica especialista sobre o uso da cannabis medicinal por lutadores

No MMA - e cada vez mais no Jiu-Jitsu -, diversos lutadores já fazem tratamentos a base do produto

Redação Publicado em 28/06/2023, às 07h53

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Lutadores, principalmente nos EUA, fazem uso de produto a base de cannabis - Divulgação
Lutadores, principalmente nos EUA, fazem uso de produto a base de cannabis - Divulgação

Nos últimos anos, a cannabis tem recebido atenção crescente como uma opção terapêutica na medicina esportiva - e geral. Embora seja mais conhecida por seus efeitos recreativos, pesquisas emergentes sugerem que certos compostos da planta, como o THC e o CBD, podem oferecer benefícios significativos para atletas. Diante desse cenário, a cannabis está sendo explorada como uma alternativa potencial aos analgésicos tradicionais e como uma forma de promover a recuperação e o desempenho físico.

No MMA - e cada vez mais no Jiu-Jitsu -, diversos lutadores já fazem tratamentos a base da cannabis medicinal, sempre com acompanhamento médico. Uma barreira que ainda perdura, porém, é a do preconceito. Especializada em Medicina Esportiva e Canábica, a Dra. Jessica Durand falou a respeito.

"Comecei a prescrever cannabis para atletas para tratar questões como ansiedade pré-competição, dores crônicas, recuperação muscular, sono, entre outras. É uma planta milenar, com mais de 500 substâncias e diversas formas de uso, o que pode beneficiar muita gente. O uso da cannabis medicinal independe se você tem um problema de saúde ou não, basta querer viver melhor nesse mundo de tanta estresse, ansiedade, e para os lutadores, dores (risos)", explicou Jessica, que completou:

"A dica que eu dou sobre quem fica na dúvida de experimentar é: não tenha preconceito. A gente sempre tem que buscar conhecimento e a medicina não é constante, vemos evolução todos os dias. E nesse cenário a cannabis vem avançando tanto do ponto de vista científico, com mais artigos sendo publicados, como do ponto de vista político, econômico e cultural. Então, não ter preconceito e ter esse processo ativo de buscar o tratamento é muito importante".

Um exemplo a ser citado é o da Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA), entidade responsável pelo controle independente do uso de substâncias proibidas no UFC e em diversas outras organizações esportivas, que em 2021 anunciou que não iria mais punir lutadores que testem positivo para a planta.

Por fim, Jessica Durand voltou a citar os benefícios da planta, destacando a USA Hemp Brasil e a longa caminhada da marca em prol da cannabis no país: "A cannabis consegue integrar o paciente como um todo, trazer alívio e bem-estar para diversas questões, o que melhora a qualidade de vida. E no Brasil, a USA Hemp oferece diversos produtos de qualidade e certificados, além de apoiar o lado social do esporte", encerrou a médica.