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Christian Horner recorda saída de Steiner da Red Bull em 2005

Ao comparar a saída de Guenther Steiner com sua despedida da Haas, o piloto percebe o mistério da liderança técnica antiga na F1

Julia Anastácio, sob supervisão de Gabriella Vivere Publicado em 23/01/2024, às 12h16

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Christian Horner - Foto: Getty Images
Christian Horner - Foto: Getty Images

O anúncio recente da saída de Guenther Steiner do comando da equipe Haas na Fórmula 1 não passou despercebido, principalmente por relembrar memórias de uma situação semelhante ocorrida em 2005, quando Steiner deixou a Red Bull Racing. A conexão entre os dois momentos intrigou fãs e especialistas, trazendo à tona detalhes de um passado conturbado.

Na época, Christian Horner, hoje figura proeminente na Red Bull, era recém-chegado à posição de chefe de equipe da escuderia. Ele havia atribuído a decisão de substituir Steiner a um motivo específico: a falta de liderança técnica. Uma justificativa que, de forma surpreendente, foi repetida por Gene Haas, proprietário da equipe Haas, ao explicar a escolha de Ayao Komatsu como sucessor de Steiner.

Horner recorda como Steiner ingressou na Red Bull após a aquisição da Jaguar em 2004, assumindo inicialmente o papel de Diretor de Operações Técnicas, enquanto Horner ascendia a chefe de equipe. No entanto, a chegada do engenheiro Adrian Newey no ano seguinte marca o fim da jornada de Steiner na equipe.

“Guenther era e ainda é uma personalidade forte, mas estava claro que ele não era um líder técnico” afirma Horner em entrevista recente. “Percebi que o que a equipe realmente precisava era de liderança e direção técnica. Então, desde muito cedo, fiz questão de encontrar Adrian” complementa.

O paralelo entre as duas situações se torna ainda mais intrigante com a justificativa dada por Gene Haas. Em comunicado oficial, Haas descreve Komatsu como "um líder forte com foco em engenharia" e indica uma clara ênfase na necessidade de reforçar o aspecto técnico da equipe.

Enquanto Steiner conduziu a Haas ao seu melhor resultado no campeonato de construtores em 2018, quando alcança o quinto lugar, a performance da equipe decaiu nos últimos anos. O HaasVF-23 enfrentou desafios persistentes, desde problemas crônicos de degradação de pneus até um conceito de carro que atingiu rapidamente seu limite de desenvolvimento, e resulta em apenas doze pontos conquistados na temporada de 2023.