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Roberta Burzagli comenta sobre o estilo de jogo brasileiro e o futuro do tênis no país

Em entrevista exclusiva ao SportBuzz, Roberta analisou o panorama do esporte no Brasil

Gabriela Santos Publicado em 08/05/2021, às 12h00

Carol Meligeni e Luisa Stefani, medalhistas de bronze dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 - Pedro Ramos/ Fotos Públicas
Carol Meligeni e Luisa Stefani, medalhistas de bronze dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 - Pedro Ramos/ Fotos Públicas

A ex-tenista Roberta Burzagli, hoje capitã do Time Brasil na Fed Cup (Billie Jean King Cup) e técnica na Federação Internacional de Tênis (ITF) conversou com o SportBuzz sobre o estilo de jogo do tênis brasileiro.

Em quase 20 anos trabalhando na formação de atletas, Roberta tem observado a evolução do mundo competitivo do esporte. Em sua época como jogadora, ela teve experiências na Itália e na Alemanha e viveu de perto a diferença no estilo de jogo das europeias para as brasileiras.

Questionada sobre o cenário da América do Sul, a capitã do Time Brasil vê a necessidade de ter um estilo de jogo mais agressivo.

“As tenistas daqui (América do Sul), que despontam na fase da transição do juvenil ao profissional, são aquelas que vêm jogando um tênis mais agressivo e estão tentando jogar um estilo parecido com o que é jogado na Europa, nos Estados Unidos e até na Ásia. Então, eu acredito que o tênis sul-americano vá para esse lado, seguir esse estilo de jogo. Assim eu espero”, disse Roberta

“Hoje em dia, o tênis que é jogado com sucesso é com essa maneira de jogar (mais agressiva). Além disso, as tenistas da América do Sul têm vários golpes porque aprendem a jogar no saibro e é muito mais fácil aprender todos os golpes. E isso faz com que lá na frente tenha mais armas para ter sucesso. Enquanto na Ásia aprendem um tênis mais chapado (flat), que não tem tanto efeito”, continuou.

Para a técnica, Brasil, Colômbia, Paraguai e Argentina são os países que estão à frente nesse sentido e conseguem se destacar na fase de transição do juvenil para o profissional. Hoje, o Brasil é representado por muitos nomes como Bia Haddad Maia, Laura Pigossi, Luisa Stefani, Carol Meligeni, entre outras.

“Além do Brasil, a Colômbia tem várias tenistas jogando dessa maneira. No Paraguai, a maioria das jogadoras jogam em cima da linha, agressivamente, e também na Argentina”, analisou Roberta.

Por fim, a ex-tenista destacou a importância de treinar na Europa para se adaptar ao estilo de jogo que é visto nas competições. Para Roberta Burzagli, a experiência fora da América do Sul é essencial para se tornar profissional.

“Infelizmente, estamos longe do ambiente do tênis europeu, mas elas todas (jogadoras sul-americanas) viajam, se sacrificam, ficam bastante tempo na Europa jogando torneios. Isso é o essencial. Para mim, o jovem com 14 anos tem que ir para a Europa. Tem que ver o tênis verdadeiro porque aqui (no Brasil), ganha um torneio ou outro, acha que está jogando bem, e no fim o patamar (das competições) é outro totalmente diferente daquilo do que é jogado no Brasil e na América do Sul. É importante que alguém que queira ser tenista profissional ou até mesmo ir para o tênis universitário, deve ir para a Europa cedo”, completou.

A entrevista completa com Roberta Burzagli estará disponível em breve no canal do SportBuzz, no YouTube.

 
 
 
 
 
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