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Relembre a brilhante trajetória de Ayrton Senna e suas principais conquistas

Nesta sexta-feira, 1º, falecimento do ídolo brasileiro da Fórmula 1 completa 26 anos

Guilherme Assumpção Publicado em 30/04/2020, às 20h31

Senna entrou para a história do esporte mundial
Senna entrou para a história do esporte mundial - GettyImages

Nesta sexta-feira, 1º, o falecimento do ídolo Ayrton Senna completa 26 anos. Com grande destaque ao longo de sua carreira dentro das pistas, o brasileiro entrou para a lista das personalidades mais queridas do país e sua despedida comoveu milhares de fãs do piloto.

No ano que se completa 26 anos de sua morte, diversas homenagens estão sendo preparadas e, uma delas, será feita pelo Grupo Globo, que irá homenagear o piloto com programações especiais nos canais por assinatura SporTV, SporTV2 e também no programa de domingo da Rede Globo, Esporte Espetacular.

A programação começa com um "Baú do Esporte", especial de seis horas mostrando documentos e programas sobre o tricampeão de Fórmula 1.

Por isso, o SportBuzz decidiu relembrar os momentos mais marcantes da história de Senna, desde seu início no esporte até os momentos mais gloriosos dentro de um carro de Fórmula 1, como o tricampeonato da categoria.

Senna é um dos principais ídolos do esporte mundial (Crédito: GettyImages)

 

INÍCIO NO ESPORTE

Nascido no dia 21 de março de 1960, em São Paulo, o piloto teve como grande influência seu pai, Milton da Silva, que era um grande apaixonado por automobilismo. Com isso, Senna cresceu com essa paixão dentro de seu coração e, desde pequeno, já mostrava habilidade com as mãos no volante.

No entanto, o início nas competições de alta velocidade aconteceu aos 13 anos de idade, quando começou a disputar torneios de kart. Logo em sua primeira prova oficial, Senna saiu vitorioso e já dava indícios do talento que existia naqueles pés e mãos.

Com muito destaque, não demorou muito para Ayrton conquistar seus primeiros troféus na categoria. Já em 1977, conquistou o primeiro título na carreira: Campeonato Sul-Americano de Kart. E como toda trajetória dos pilotos talentosos, Senna passou a competir em categorias mais avançadas como, por exemplo, na Fórmula Ford, Fórmula 3 Britânica e Fórmula 3.

FÓRMULA 1

Como não poderia ser diferente, as conquistas e o talento de Senna nas categorias inferiores logo foram percebidos e o piloto realizou seus primeiros testes dentro de um carro de Fórmula 1 no ano de 1983. A primeira equipe que disponibilizou o carro para o ídolo brasileiro foi a Williams.

Senna e sua marca registrada: o capacete amarelo (Crédito: GettyImages)

 

Já com grande destaque, Senna era visto como grande possibilidade de sucesso do Brasil na principal categoria de automobilismo mundial. Por isso, o piloto teve um especial produzido pela Rede Globo, chamado “Ayrton Senna Especial - Do Kart à Fórmula 1”, sobre o início de sua carreira até sua chegada à glória máxima.

Sua estreia na categoria aconteceu no ano de 1984 na equipe Toleman. Logo em sua primeira corrida oficial, Senna conquistou um ponto na etapa da África do Sul. Mesmo com um carro não tão qualificado, o brasileiro costumava roubar todas as cenas nas corridas por sua audácia e habilidade guiando o carro da equipe.

Já em 1985, Senna foi para a Lotus e iniciou o caminho que se tornaria multivencedor. Na segunda etapa do ano, no GP de Portugal, conquistou sua primeira vitória na categoria sob forte chuva e liderando de ponta a ponta. Mais uma vez sob chuva, o piloto venceu sua segunda etapa na carreira ao levantar o troféu do GP da Bélgica.

Seus anos de glória foram vividos com sua McLaren (Crédito: GettyImages)

 

Naquele ano, alguns problemas mecânicos no carro fizeram com que Ayrton abandonasse algumas provas e não conseguisse se manter na disputa pelo título da temporada. Com isso, terminou o campeonato na quarta posição.

Na temporada seguinte, Senna também conquistou duas vitórias, na Espanha e nos Estados Unidos, mas a sequência de bons resultados não foi mantida novamente por conta dos abandonos precoces do carro do ídolo brasileiro. Em 1987, a história se repetiu e mais duas etapas foram conquistadas pelo piloto, em Mônaco e nos Estados Unidos.

CHEGADA NA MCLAREN

No ano de 1988, após algumas dificuldades vividas na Lotus, Senna foi contratado pela McLaren para atuar ao lado de Alain Prost. A dupla mal sabia que entraria para a história tempos mais tarde por suas disputas e grandes emoções protagonizadas nas pistas.

Sempre batendo na trave e tendo dificuldade para se manter regular durante toda a temporada, Senna estava disposto a mudar esta história e tudo foi se encaminhando para o primeiro título de um brasileiro na Fórmula 1. Com oito vitórias ao longo da temporada, Senna finalmente conquistou o primeiro troféu na categoria e se sagrou campeão mundial de Fórmula 1 no ano de 1988.

Na temporada seguinte, mais uma vez a disputa entre Senna e Prost marcou o ano na Fórmula 1. Desta vez, o piloto francês se deu melhor e conquistou o tricampeonato depois de colidir com o brasileiro no GP de Suzuka, no Japão, na penúltima corrida do ano. A polêmica batida fez com que Senna travasse grande batalha com a FIA por conta de uma punição sofrida no momento do acidente.

 

Através desta atitude, Senna também demonstrava a forte personalidade que tinha dentro e fora das pistas. Com muito posicionamento e coragem, o brasileiro seguiu lutando por aquilo que acreditava ser o correto.

Já no ano de 1990, a rivalidade com Prost continuou, mas o piloto francês havia se transferido para a Ferrari. No mesmo circuito japonês, Senna teve desempenho brilhante para vingar o adversário e conquistar seu segundo título mundial após vencer seis etapas da temporada da Fórmula 1.

TRICAMPEONATO

A cada vitória conquistada, Senna entrava cada vez mais na história dos torcedores brasileiros, que acordavam de madrugada para acompanhar algumas corridas do ídolo. Aos poucos, o piloto foi se tornando uma das principais personalidades do país e do esporte.

Esta idolatria só aumentou com mais um título mundial conquistado em 1991. Ainda na McLaren, Senna levantou o caneco com um gosto ainda mais especial. Pela primeira vez na carreira, venceu o GP do Brasil, em Interlagos, e garantiu o tricampeonato para sua estante de troféus.

Os anos seguintes também tiveram boas vitórias na temporada, mas o resultado final não terminou em títulos mundiais. Em 1992, venceu três corridas e, em 1993, levou o troféu de cinco GPs para casa.

CHEGADA NA WILLIAMS E ACIDENTE FATAL

O sonho de Ayrton em defender a Williams quase se concretizou no ano de 1993, mas a presença de Prost e o pedido do francês impediram que sua ida à equipe acontecesse. Já na temporada seguinte, Senna finalmente vestiu as cores azul e branca da escuderia mais tradicional do esporte.

Apesar do carro ser muito veloz, Senna encontrou dificuldades para dirigir o veículo por conta das novas características impostas pela FIA. Com todo seu talento, o piloto chegou na terceira corrida daquela temporada, em Ímola, na Itália. E o que todos sabemos aconteceu. Após passar pela curva Tamburello, Ayrton perdeu o controle do carro e se chocou violentamente contra o muro do circuito.

Após acidente, Senna chegou a ser atendido ainda na pista de Ímola (Crédito: GettyImages)

 

Com toda a agilidade, o brasileiro recebeu atendimento médico ainda na pista e foi levado ao hospital, que pouco tempo depois, confirmou o falecimento de um dos maiores ídolos da história do esporte brasileiro. A comoção em torno do acidente e do velório de Senna apenas demonstrou a admiração que o piloto adquiriu ao longo de sua trajetória.

CURIOSIDADES

CAPACETE AMARELO

A primeira vez que o capacete amarelo foi utilizado por Senna foi no ano de 1979. Ainda disputando o mundial de kart, o ídolo usou o capacete amarelo por conta de uma regulamentação, que previa que cada país deveria ter a mesma pintura. Porém, o objeto acabou virando uma marca da história do piloto.

INCÊNDIO EVITADO

No ano de 1992, o piloto Erick Comas sofreu grave acidente na pista da Bélgica e ficou desacordado. Vendo a situação do companheiro de profissão, Senna parou sua McLaren e correu em direção ao carro de Comas. Ao chegar no local, desligou a ignição do carro e evitou um incêndio no veículo do atleta.


 

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