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Relembre 10 casos de atletas olímpicos brasileiros que foram pegos no doping

Grandes nomes do esporte olímpico, como Giba e Daiane dos Santos, já foram pegos no exame; entenda!

Lucas Cesare Publicado em 25/03/2021, às 17h00 - Atualizado às 19h35

Daiane dos Santos, Cesar Cielo e Giba são três grandes nomes que já foram pegos no doping
Daiane dos Santos, Cesar Cielo e Giba são três grandes nomes que já foram pegos no doping - Getty Images

O exame antidoping é um teste realizado periodicamente em atletas e tem como objetivo analisar se eles estão utilizando substâncias ilícitas para competir, que dariam a eles algum tipo de vantagem na hora de realizar a prova. Infelizmente, alguns atletas fazem uso dessas substâncias, mas na grande maioria das vezes, são desmascarados pelo teste.

Existem algumas situações em que o esportista pode entrar em contato com substâncias proibidas por engano, como no uso de algum cosmético ou algum medicamento que contenha tal produto em sua composição. Já houveram diversos casos emblemáticos de atletas que foram pegos em exames antidoping no esporte brasileiro. As substâncias encontradas nos testes são diversas e as punições vão de suspensões leves até o banimento do esporte.

Separamos 10 casos de atletas olímpicos que fizeram uso de alguma substância ilícita e receberam algum tipo de suspensão por conta disso. Confira:

1- Cesar Cielo

Em 2011, o campeão olímpico Cesar Cielo testou positivo para furosemida, um diurético conhecido por esconder outras substâncias proibidas. No julgamento do caso, a Federação Internacional de Natação (FINA) pediu uma suspensão de três meses para o nadador, suficiente para tirar o atleta do Mundial daquele ano. Havia também uma chance de uma pena mais dura, superior a seis meses de suspensão, que impediria também a sua participação nos Jogos Olímpicos de 2012. No entanto, o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) decidiu dar apenas uma advertência ao atleta, permitindo que ele disputasse o Mundial de 2011, onde conquistou dois ouros, e a Olimpíada de 2012, conquistando um bronze.

2- Daiane dos Santos

A ginasta Daiane dos Santos, campeã mundial em 2003, testou positivo, em julho de 2009, para a substância furosemida (mesma substância do caso de Cesar Cielo). Em sua defesa, a atleta alegou que a contaminação aconteceu em um tratamento estético e que não teve a intenção de melhorar seu desempenho, já que estava se recuperando de uma cirurgia no joelho. Desta forma, Daiane escapou da pena máxima e foi suspensa de quaisquer competições por um período de cinco meses.

Daiane dos Santos em ação pela Seleção Brasileira (Crédito: GettyImages)

 

3- Gabriel Santos

Gabriel Santos, de 23 anos, testou positivo, em maio de 2019, para a substância clostebol, que aumenta a força e potência muscular. O atleta foi punido por oito meses e acabou perdendo o Mundial e também o Pan de Lima. Gabriel pôde voltar a competir em janeiro de 2020, assim, é possível que o atleta consiga participar dos Jogos de Tóquio. Nos Jogos Rio 2016, o nadador foi um dos integrantes da equipe brasileira que terminou em sexto lugar no revezamento 4x100m livres.

4- Giba

Considerado um dos melhores jogadores de vôlei da história, Giba testou positivo, em dezembro de 2002, para a substância cannabis sativa (popularmente conhecida como maconha). Na época, o atleta defendia o Ferrara, da Itália, e foi punido com oito jogos de suspensão pela Federação Italiana de Vôlei. Assim, Giba acabou ficando cerca de dois meses fora das quadras. Essa pena foi considerada bastante branda, já que ele poderia ter pego até dois anos de suspensão pelas regras da Agência Mundial Antidoping (WADA).

Giba nas Olimíadas de Londres 2012 (Crédito: GettyImages)

 

5- Jaqueline

Em junho de 2007, a ponteira Jaqueline acabou recebendo uma punição de três meses pela utilização da substância sibutramina, encontrada em moderadores de apetite. Inicialmente, ela recebeu uma punição de nove meses, porém a pena foi atenuada para apenas três. Sem poder competir durante esse período, a atleta perdeu as disputas do Pan do Rio e do Sul-Americano em 2007.

6- Kyssia Cataldo

Kyssia foi a primeira mulher brasileira a ser pega no antidoping durante uma Olimpíada. Em Londres 2012, a remadora testou positivo para o estimulante EPO, uma substância usada para aumentar a resistência e reduzir o cansaço, e foi desclassificada da competição, sendo proibida de entrar na água para realizar a prova.

7- Maurren Maggi

A atleta brasileira de salto em distância foi flagrada com a substância clostebol (mesmo anabolizante do caso de Gabriel Santos). A esportista alegou que essa substância surgiu após uma utilização de Novaderm, um creme de cicatrização que foi usado em uma sessão de depilação permanente. Mesmo assim, a atleta brasileira foi suspensa por dois anos do esporte, perdendo os Jogos de Atenas, em 2004. De volta às atividades em 2006, Maurren conseguiu conquistar seu primeiro ouro olímpico em Pequim 2008.

8- Rafaela Silva

Rafaela Silva foi pega no exame antidoping durante os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, em agosto de 2019. A PanAm Sports, que organiza essa competição, decidiu tirar a medalha de ouro da judoca, que foi conquistada na categoria leve (-57kg). O exame acusou a presença de fenoterol, uma substância que costuma ser usado em tratamento de doenças respiratórias, como a asma, e causa aumento de performance, uma vez que permite melhor troca gasosa entre o sangue e o pulmão. A atleta conseguiu redução na última instância e está fora das Olimpíadas de Tóquio.

Rafaela Silva foi ouro nas Olimpíadas Rio 2016 (Crédito: GettyImages)

 

9- Rebeca Gusmão

A nadadora Rebeca Gusmão testou positivo para a substância testosterona em exames realizados em julho de 2007, durante os jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. A atleta foi banida do esporte profissional, perdendo todos os índices e resultados obtidos a partir de julho daquele ano, incluindo todas as medalhas conquistadas no Pan. Foi a punição mais grave de um atleta brasileiro pego no exame.

10- Thomaz Bellucci

Thomaz Bellucci, ex-número um do Brasil no tênis, foi pego em um exame antidoping em julho de 2017 por uso da substância hidroclorotiazide, um diurético proibido por ser um agente mascarante. Após a acusação, o tenista alegou que houve contaminação em um suplemento polivitamínico que ele consumia regularmente. Mesmo assim, Bellucci foi suspenso de competições por um período de cinco meses.

 

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