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Presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas de Tóquio renuncia após comentários machistas

Durante reunião da entidade, Yoshiro Mori declarou que mulheres que trabalham no Comitê “sabem ficar em seu lugar”

Redação Publicado em 12/02/2021, às 09h07

Presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas de Tóquio renuncia após comentários machistas
Presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas de Tóquio renuncia após comentários machistas - GettyImages

Presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas de Tóquio, Yoshiro Mori renunciou ao cargo na manhã desta sexta-feira, 12, após declarações machistas que causaram grande repercussão negativa na semana passada.

A decisão foi tomada em reunião realizada hoje, que também discutiu iniciativas para promover a igualdade de gênero após a indignação diante da fala do dirigente. A entidade não anunciou quem assumirá o cargo.

“Minha declaração inapropriada provocou muito caos... Desejo renunciar como presidente a partir de hoje”, disse Mori, de 83 anos, na reunião.

“O mais importante é celebrar os Jogos Olímpicos em julho. Minha presença não deve se transformar em um obstáculo para isto”, continuou.

O caso

Durante uma reunião realizada pelo Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio, em 03 de fevereiro, Yoshiro Mori fez comentários sexistas com outros funcionários da entidade.

Em declarações inicialmente publicadas pelo jornal japonês Asahi, que presenciou o encontro, Mori disse: “Os conselhos de administração com muitas mulheres levam muito tempo. Se você aumenta o número de membros executivos femininos, e se seu tempo de palavra não estiver limitado em certa medida, terão dificuldade para terminar, o que é irritante.”

“As mulheres têm o espírito de competição. Se uma levanta a mão (para falar), as outras acham que também devem se expressar. É por isso que todas acabam falando. Temos oito mulheres no comitê de organização, mas elas sabem ficar em seu lugar”, completou.

O jornal informou que os assistentes homens presentes na reunião riram dos comentários machistas de Mori.

No dia seguinte, ele pediu desculpas de maneira protocolar e ainda descartou a ideia de renunciar. Após o posicionamento, a declaração teve grande repercussão negativa e recebeu críticas e denúncias de atletas, políticos e patrocinadores dos Jogos pelas práticas contrárias à igualdade e aos valores das Olimpíadas.

Nesta semana, o Comitê Olímpico Internacional (COI) considerou que as falas de Mori foram “completamente inapropriadas” após afirmar que o caso estava encerrado com o pedido de desculpas do presidente.


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