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Presidente do COB abre o jogo sobre preparação do Brasil para Olimpíadas de Tóquio

Em entrevista ao SportBuzz, Paulo Wanderley falou sobre as expectativas do COB e os impactos do adiamento das Olimpíadas

Redação Publicado em 30/04/2021, às 15h58

Paulo Wanderley é presidente do COB e analisou a preparação para as Olimpíadas
Paulo Wanderley é presidente do COB e analisou a preparação para as Olimpíadas - GettyImages
Após o adiamento por conta da pandemia de coronavírus, as Olimpíadas de Tóquio finalmente terão início no dia 23 de julho. Com grande expectativa do COB e dos atletas, o evento deve ser realizado mesmo sem a vacinação de todos os envolvidos.
 
Diante da proximidade do início dos Jogos Olímpicos, o SportBuzz realizou uma entrevista exclusiva com Paulo Wanderley, presidente do COB. Entre diversos assuntos, o dirigente abordou a maneira com que a entidade vem se preparando para o evento olímpico.
 
 
Quanto à preparação dos atletas, o COB trabalha, principalmente, em duas frentes. Uma é oferecer estrutura de ponta para todos os atletas em preparação para Tóquio 2020 no Centro de Treinamento Time Brasil em funcionamento, no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro”, iniciou Paulo Wanderley.
 
O COB, desde a reabertura do CT em julho de 2020, adota um rígido protocolo de limpeza e de divisão de horários, buscando o distanciamento seguro nas atividades e o limite de pessoas na instalação. Além disso, realiza testes semanais em todos os usuários do Centro de Treinamento com objetivo de manter o ambiente seguro e a integridade física de todos os atletas, técnicos e funcionários”, completou.
 
Questionado sobre a logística idealizada pelo COB para as Olimpíadas, Paulo Wanderley afirmou que a entidade teve que se mexer para acertar todos os detalhes referentes ao adiamento do evento ainda no ano passado.
 
Quanto à logística, uma das primeiras medidas que o COB tomou assim que os Jogos Olímpicos foram adiados foi entrar em contato com as cidades e fornecedores das nove bases de apoio do Time Brasil no Japão”, contou.
 
Todos os contratos foram mantidos sem custos extras para o COB, o que foi uma grande vitória. Assim, manteremos nossa estrutura oferecendo as melhores condições possíveis de aclimatação e treinamento aos nossos atletas no período antes das competições. Obviamente, todos os locais serão adaptados de forma a atender aos rígidos protocolos sanitários para prevenir o contágio do vírus”, acrescentou o mandatário do COB.

DESEMPENHO NAS OLIMPÍADAS

 
Com o assunto voltado para a questão dos resultados esperados na disputa dos Jogos Olímpicos, Paulo Wanderley explicou que o país ainda tem muitas vagas nominais em aberto para os atletas. 
 
Porém, o dirigente do COB afirmou que a expectativa é aumentar o leque de modalidades que possam garantir medalhas em comparação à disputa no Rio 2016. Na ocasião citada, o Time Brasil subiu ao pódio em 12 modalidades esportivas.
 
Neste momento, o Time Brasil conta com pouco mais de 200 vagas garantidas para Tóquio, mas muitas delas ainda não são nominais e sim do país. De qualquer forma, temos total confiança na qualidade dos nossos atletas e na preparação que fizeram para os Jogos Olímpicos”, disse Paulo Wanderley, que emendou:
 
Se nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro conquistamos medalhas em 12 diferentes modalidades, nosso objetivo para os próximos Jogos é aumentar esse leque de possibilidades. Temos diversos atletas e equipes entre os melhores do mundo e eles certamente brigarão por medalhas em Tóquio”.

MOMENTO DA PANDEMIA

 
A menos de 100 dias para o início das Olimpíadas de Tóquio, o Japão decretou estado de emergência no país por conta da pandemia de coronavírus. Questionado sobre o tema, o presidente do COB afirmou ter total confiança nas escolhas das entidades responsáveis.
 
A preservação da saúde e da integridade física de todos os integrantes da delegação do Comitê Olímpico do Brasil norteiam o planejamento para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Uma comissão médica formada por quatro profissionais, entre elas duas epidemiologistas, discute diariamente os assuntos relacionados à doença e direciona a elaboração dos protocolos da operação do Time Brasil em Tóquio”, avaliou.
 
O COB acredita que o Comitê Organizador Tóquio 2020 e o Comitê Olímpico Internacional tomarão as medidas necessárias para fazer uma edição segura dos Jogos Olímpicos. Por isso, vamos seguir todas as regras e condições que forem estabelecidas, além, é claro, de estabelecer nossas próprias medidas de proteção”, acrescentou Paulo.

IMPACTOS DO ADIAMENTO

 
- Todos os esportes sofreram impactos com o adiamento dos Jogos. O atleta se prepara para um ciclo e quando ele é quebrado, toda sua programação tem que ser replanejada. Cada modalidade tem uma realidade diferente e estamos, junto com as Confederações Olímpicas, provendo todas as condições para minimizar qualquer tipo de consequência. 
 
- Nesse sentido, só nas últimas semanas, temos atletas do surfe disputando competições na Austrália; do vôlei de praia e do judô no México; do atletismo treinando e competindo amistosamente nos Estados Unidos; do levantamento de pesos na Guatemala, da vela em Portugal; além do treinamento de campo da seleção de boxe e da Seletiva Olímpica da Natação em nosso Centro de Treinamento. Tudo isso nos dá tranquilidade de que, mesmo diante de todos os obstáculos e incertezas, a preparação do Time Brasil está no caminho certo.
 

RESULTADOS OBTIDOS NA PREPARAÇÃO

 
- Havia uma boa perspectiva para os Jogos Olímpicos de Tóquio devido aos resultados obtidos pelos atletas brasileiros ao longo de todo o ciclo e, principalmente, no ano de 2019, nosso melhor ano pré-olímpico de toda história. Contudo, a pandemia e o consequente adiamento dos Jogos Olímpicos obrigaram a todos a replanejarem suas preparações. Tivemos ainda muitas competições internacionais, que serviriam como parâmetro de desempenho, canceladas e adiadas.
 

MEDIDAS TOMADAS PELO COB

 
- Depois de confirmado o adiamento dos Jogos por conta da pandemia, o COB tomou diversas medidas, seja para manter a estabilidade do Movimento Olímpico no Brasil, seja para que nossos atletas mantivessem condições adequadas durante esse período. 
 
- Nossas estratégias foram: contenção de despesas; direcionamento de recursos para a busca de alternativas de melhoria das condições de treinamento; Missão Europa; disponibilização das instalações do Centro de Treinamento do COB para as modalidades que poderiam ali realizar seus treinamentos; viabilizar a ida de atletas para treinar em outros locais que tivessem boas condições de segurança e performance; destinação de recursos para as confederações manterem o sistema olímpico vivo; além da disponibilização de testes para atletas. 

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