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Com vaga garantida, nadador Guilherme Costa fala sobre a expectativa para as Olimpíadas

Em entrevista exclusiva ao SportBuzz, o nadador contou um pouco sobre suas conquistas; ele irá defender o Brasil em três provas em Tóquio

Lucas Cesare Publicado em 29/04/2021, às 14h56 - Atualizado às 18h20

Guilherme Costa garantiu vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio
Guilherme Costa garantiu vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio - Ricardo Sodré/MTC

Guilherme Pereira da Costa, é nadador do Minas Tênis Clube e da Seleção Brasileira. No último dia 21, o atleta garantiu vaga para as Olimpíadas de Tóquio, na seletiva realizada no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro. Guilherme conseguiu vaga nos 400m livres e, nos dias seguintes, se classificou em outras duas provas, 800m e 1500m.

O atleta, que leva o curioso apelido de ‘Cachorrão’, começou nos contando como foi que passou a ser chamado assim.

“Eu tava na praia, de férias com uns amigos em Angra, e a gente estava jogando bola. Aí ela (a bola) caiu perto de um cachorro, quando fui pegar, ele me mordeu. Aí a gente foi voltar lá no outro dia e o cachorro não estava mais. Meus amigos ficaram me zoando falando que ele tinha morrido por ter me mordido”, lembrou o nadador.

Perguntado sobre como estão acontecendo os treinos em meio à pandemia, Guilherme contou que ele e os demais atletas estão tendo livre acesso para treinar, desde que sejam constantemente testados contra a doença.

“Aqui está normal (Rio), a gente tem acesso ao Maria Lenk em todos os horários, a academia de lá também, então está normal. Só no ano passado que ficou fechado um tempo, mas esse ano está normal, está igual sempre. A única diferença é que temos que fazer teste de covid toda semana”.

Guilherme Costa durante treinamento do Minas Tênis Clube (Crédito: GettyImages)

 

Como conseguiu classificação para três provas, ele revelou quais serão suas prioridades durante a preparação para os Jogos Olímpicos:

“Então, acho que os 400m é a minha prova preferida, a que eu vou treinar mais, junto dos 800m. Acho que vão ser essas duas, porque são as duas que eu vejo que tenho mais chances lá”, afirmou.

O atleta também revelou que ainda havia uma quarta prova que ele desejava competir em Tóquio.

“Eu queria classificar no 10 km também, da maratona. Eu cheguei a classificar, mas eu tive que abrir mão agora. Porque trocou a data do Pré-Olímpico, então vai ser acho que 20 dias antes de começar a Olimpíada, aí seria ruim para mim”, lamentou.

Questionado sobre seus principais rivais nas provas, Guilherme apontou o australiano Mack Horton e o italiano Gabriele Detti, ouro e bronze, respectivamente, nos 400m livres nas Olimpíadas Rio 2016. E Gregorio Paltrinieri nos 800m livres.

O jovem já afirmou que vai para o torneio com o objetivo de conquistar um Ouro Olímpico para o Brasil e que dará prioridade para as provas de 400m e 800m.

“Eu quero ir para medalha e acho que ali nos 400m e 800m eu estou bem mais perto. Dois segundos mais ou menos do que eu acho que vai ser a medalha. Então eu acho que vou para isso e já estou treinando para isso faz um tempo, acho que na Olimpíada eu vou chegar melhor ainda”.

Com apenas 22 anos, Guilherme já ganhou medalha de ouro e prata, nas provas de 400m e 1500m, respectivamente, nos jogos Sul-Americanos de Cochabamba, na Bolívia. Também foi ouro nos 1500m nos jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019. Ele comentou sobre a importância deste título para sua carreira:

“Foi muito bom, porque eu tinha acabado de nadar o Mundial, que eu não tinha ido bem. Então eu precisava disso lá. Ganhar, nadar bem e foi logo uma semana depois do Mundial. Eu precisava provar para mim mesmo que eu estava bem. Então o Pan foi uma volta por cima para mim”, afirmou.

Guilherme na conquista do Pan, em Lima (Crédito: GettyImages)

 

Em dezembro de 2019, participou do US Open, em Atlanta. Neste torneio, quebrou o recorde sul-americano nas três provas que disputará em Tóquio: 400m livres, com um tempo de 3m46s57, 800m livres com o tempo de 7m47s37, e nos 1500m livres, fazendo 14m55s49, tempos suficientes para entrar em uma final olímpica. Guilherme comentou como é ser recordista Sul-Americano ainda tão jovem:

“É fantástico. Eu consegui bater o recorde das três provas, então é muito bom saber que ninguém na América do Sul nunca fez isso e eu consegui fazer nas três. A primeira vez eu fiquei até muito surpreso, porque eu não estava pensando nisso e acabei batendo, mas eu não tinha noção ainda. Então, depois que eu bati o primeiro, eu quis ir em busca dos 800m e dos 400m também”.

Por fim, o nadador falou um pouco sobre como é, para ele, a sensação de defender o Brasil em competições internacionais.

“Incrível, completamente diferente de tudo, de você nadar por clube ou qualquer outra competição. Quando você está representando o Brasil é totalmente diferente. Independente se for Sul-Americano, Olimpíada, Pan ou Mundial, é sempre muito bom representar o Brasil”, concluiu.

 

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