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Jogadores da MLB fazem 42 segundos de silêncio e deixam campo em protesto contra o racismo

Atletas de beisebol seguem mais uma vez os passos da NBA em boicote, e reforçam movimento Vidas Negras Importam

Gabriela Santos Publicado em 28/08/2020, às 08h51

Jogadores da MLB fazem 42 segundos de silêncio e deixam campo em protesto contra o racismo
Jogadores da MLB fazem 42 segundos de silêncio e deixam campo em protesto contra o racismo - GettyImages

Após dois dias de boicote na NBA e WNBA, a Major League Baseball (MLB) seguiu mais uma vez o movimento da liga de basquete nos Estados Unidos em apoio ao Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, na tradução). Nesta quinta-feira, 27, os quatro jogos do dia não foram realizados por decisão dos jogadores.

No confronto entre New York Mets e Miami Marlins, os atletas dos dois times respeitaram 42 segundos de silêncio antes de saírem de campo. Alguns dos jogadores vestiam camisetas com o nome do movimento estampado.

Em comunicado, eles se manifestaram:

“A injustiça social e o racismo sistêmico fazem parte da estrutura de nossas vidas há muito tempo. Temos a responsabilidade de usar nossa plataforma, de dar nossa voz àqueles que não estão sendo ouvidos”, declararam os jogadores.

De acordo com a liga de beisebol, as partidas que estavam agendadas para esta quinta-feira, 27, serão remarcadas.

Jogadores do Milwaukee Bucks, da NBA, iniciam onda de boicotes:

O Milwaukee Bucks iniciou uma onda de boicotes nas ligas de esporte dos Estados Unidos, nesta quarta-feira, 26. A franquia decidiu não entrar em quadra contra o Orlando Magic, pelo jogo 5 dos playoffs da NBA, como forma de protesto contra mais um caso de violência policial nos Estados Unidos.

No início da semana, Jacob Blake, cidadão negro, foi alvejado com sete tiros nas costas por um policial branco, em Kenosha, no estado do Winsconsin. Blake segue internado, e o pai dele diz que ele está sem movimento da cintura para baixo.

Após o boicote, os jogadores dos Bucks se manifestaram sobre a decisão. Eles explicaram que estiveram em teleconferência com o procurador-geral de Wisconsin, Josh Paul, e o vice-governador Mandela Barnes.

Após a reunião, George Hill e Sterling Brown leram o comunicado dos atletas da franquia, destacando sobre a importância de pedir justiça e falaram que "o foco hoje não pode estar no basquete".

“Estamos pedindo justiça para Jacob Blake e exigindo que os oficiais sejam responsabilizados. Para que isso ocorra, é imperativo que o Legislativo do Estado de Wisconsin se reúna após meses de inação e tome medidas significativas para tratar de questões de responsabilidade policial, brutalidade e reforma da justiça criminal. Incentivamos todos os cidadãos a se educarem, a tomarem medidas pacíficas e responsáveis e a se lembrarem de votar em 3 de novembro”, diz um trecho do comunicado.


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