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Gabriel Benetton abre o jogo sobre sucesso imediato no Kitesurf

Em entrevista exclusiva ao SportBuzz, o kitesurfer Gabriel Benetton, de apenas 18 anos, contou um pouco sobre o seu início na modalidade e como vem lidando com o sucesso

Lucas Cesare Publicado em 11/11/2022, às 20h24

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Gabriel Benetton abre o jogo sobre sucesso imediato no Kitesurf - Reprodução/ YouTube
Gabriel Benetton abre o jogo sobre sucesso imediato no Kitesurf - Reprodução/ YouTube

Em entrevista exclusiva ao SportBuzz,Gabriel Benetton, atleta de kitesurf, de apenas 18 anos, relembrou como começou a praticar o esporte, comentou um pouco sobre o sucesso praticamente “imediato” que conquistou na modalidade e projetou a Etapa do Ceará, última etapa do Circuito Mundial de Kitesurf, que será disputada a partir do dia 23 de novembro.

Natural de Itanhaém, litoral norte de São Paulo, Gabriel contou que sempre teve incentivo de sua família a praticar esportes. Começou com o surfe, ainda aos quatro anos de idade, depois passou a praticar o wakeboard, que foi a modalidade que futuramente viria a “abrir as portas” do kitesurf para ele.

“Comecei a praticar o wake, em uma brincadeira no rio com os amigos. Comecei a gostar, pegar gosto e falei: ‘dá para ser bom neste esporte’ [...]. Aí fui para o meu primeiro campeonato após 1 ano e meio praticando e de cara ganhei, com 8 anos de idade. E depois de 3 anos eu já estava competindo na categoria profissional, com apenas 10 anos”.

“Depois por volta dos 12, 13 anos eu comecei a me desmotivar um pouco do wake, por que eu sempre precisava de alguém comigo para puxar o barco quando eu queria treinar. Então no mesmo lugar que eu comecei no wake os meus amigos já estavam praticando o Kite. Então na primeira sessão que eu pratiquei, já me apaixonei totalmente, por que é um esporte totalmente independente, você só pega o seu equipamento e vai para o mar”, contou.

Gabriel Benetton, a grande revelação brasileira do kitesurfe - Agência / Gabriel

A “independência” de poder praticar o esporte sem a ajuda de ninguém, fez com que Gabriel se aperfeiçoasse cada vez mais na modalidade. Após quatro anos praticando o kitesurf e obtendo destaque no cenário brasileiro e mundial, o jovem recebeu o convite para participar do circuito mundial pela primeira vez na carreira.

“Eu trouxe muita bagagem do Wake para o Kite. [...]. Então esse ano fui convidado para participar do Circuito Mundial e logo de cara, mas quartas de finais, peguei a bateria mais difícil da minha vida, contra o atual campeão do mundo, que é o James. E faltando dois minutos para acabar a bateria, eu estava perdendo, e eu precisava de um 7.8 e eu já tinha feito tudo que eu sabia fazer. Então minha cabeça foi à loucura e eu pensei que tinha que tentar uma manobra que eu sabia que conseguia fazer, mas acertei poucas vezes na vida, sabe? Acertava uma em 40 tentativas. E lá na hora eu acertei a melhor da vida, a mais alta, a mais perfeita e a nota foi um 9.4, a mais alta do evento”, lembrou.

O desempenho surpreendente, logo em sua primeira temporada, rendeu à Gabriel o prêmio ‘Rookie of the Year’, entregue ao atleta revelação do ano.

“Eu ganhei em Marrocos, no último campeonato. [...] A GKA, que é a associação de Kite, decidiu me dar esse prêmio, acho que por conta de tudo o que aconteceu este ano, eu consegui ser campeão mundial júnior e vice-campeão mundial de Big Air, então com certeza eles falaram: “acho que esse prêmio merece ser dele”.

Diferente de muitos esportes, o kitesurf depende do clima para ser praticado e, dependendo da condição, existem diferentes variações da modalidade que são realizadas nas competições: o kitesurf e o ‘Big Air’. Gabriel apontou isso como uma dificuldade na hora de você se preparar para um torneio, já que, independente do que você fizer durante o treino, tudo pode mudar na hora do campeonato devido ao clima.

“Você tem que estar preparado para o que o mar oferecer. No campeonato, na minha modalidade, se tem onda, eles fazem o kitesurf, mas se não tem onda e tem só vento, eles fazem o ‘Big Air’, então você tem que treinar muito para estar pronto lá na hora se rolar kitesurf ou se rolar Big Air”, afirmou.

Na reta final do bate papo, Gabriel falou sobre a Etapa do Ceará, a última do Circuito Mundial, que acontecerá a partir do dia 23 de novembro. O brasileiro é visto como favorito, pelo fato de estar acostumado a treinar naqueles mares e por estar competindo “em casa”, com o apoio de sua torcida.

“Eu estou treinando muito porque é uma etapa em que eu sou “favorito” devido à condição, já que eu sempre treinei por ali e por conta dos resultados que eu tive esse ano. Vai ser demais, competir no Brasil, não tem preço né, torcida brasileira, com certeza minha família vai comigo [...]. A pressão aumenta, com certeza, mas eu gosto disso. Eu gosto de o pessoal saber ali do meu potencial. Então a cabeça tem que estar boa, tem que estar bem preparado, mas eu estou me sentindo bem, tenho treinado muito, então eu sei que estou pronto, independente da condição”, concluiu ele.