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Foxtenn é a tecnologia de arbitragem nos torneios mundiais de tênis em 2020

O sistema utiliza câmeras ultramodernas que capturam o momento exato sem necessidade de simulação

Redação Publicado em 01/07/2020, às 15h00

Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer
Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer - GettyImages

O mundo dos esportes tem vivido uma revolução quando o assunto é arbitragem e revisão de jogadas. Nas mais diversas modalidades, as tecnologias utilizadas têm transformado a maneira como os lances são revistos.

No futebol, o sistema de videoarbitragem (VAR, na sigla em inglês) foi implantado em 2016 e, desde então, vem melhorando suas capacidades. No entanto, há quem diga o contrário, como quando o comentarista Casagrande criticou o uso da tecnologia em um jogo do Brasileirão em 2019. Apesar disso, as inovações nos esportes trazem novas possibilidades e são cruciais quando alguns milímetros podem definir uma vitória.

Utilizado em partidas de tênis desde 2002, o sistema Hawk-Eye, ou olho de falcão, é composto de câmeras que acompanham a trajetória da bola, mostrando o percurso e a posição do objeto com base em cálculos matemáticos. Isso é de extrema importância quando um saque ultraveloz pode cair alguns centímetros dentro ou fora da quadra, definindo o grande campeão. E uma decisão como essa afeta não apenas os jogadores, mas patrocinadores e até mesmo sites de apostas esportivas.

Neste ano, os torneios ATP terão mais uma novidade, pois o FoxTenn chega para substituir o sistema utilizado até agora. Criada na Espanha, a tecnologia consegue capturar o momento em que a bola toca o solo sem a necessidade de qualquer simulação. Utilizando cerca de 40 câmeras equipadas com escâneres e lasers, o aparato faz a análise das imagens sem margem para erros. Apesar da eficiência comprovada, algumas controvérsias já aconteceram.

O QUE DIZEM OS GRANDES NOMES DO TÊNIS?

Atualmente, Novak Djokovic, Roger Federer e Rafael Nadal estão em uma corrida acirrada para alcançar o título de rei do tênis. Por mais que o trio tenha mostrado talento, garra e números impressionantes, cada ponto é fortemente disputado e contestado. Nesse cenário, o sistema de arbitragem pode ser um aliado valioso — ou um grande empecilho.

Em suas carreiras, os três atletas já passaram por frustrações por conta da revisão tecnológica. Após vencer Söderling nas eliminatórias do Masters de Madrid em 2006, Federer disse que nunca seria a favor do Hawk-Eye. Em 2010, Djokovic questionou a relevância dessa tecnologia no saibro, uma das superfícies mais utilizadas nas quadras. Já Nadal contestou os árbitros por não terem visto uma bola bater ao lado deles em uma partida do Aberto de Madrid, em 2013.
Nessa batalha de gigantes, ninguém quer perder o cobiçado posto de melhor do mundo por conta de possíveis erros técnicos, mas a voz da experiência indica que estamos no caminho certo com o FoxTenn.

Em entrevista publicada pelo site de aposta online Betway Esportes, o ex-tenista Alberto Berasategui, finalista de Roland Garros em 1994, fez suas apostas. “Nadal, Federer e Djokovic têm se saído melhor e os dois primeiros não se aposentam porque cada um quer ser o melhor da história. Será difícil repetir essa época em termos de números, títulos e nível”, disse Alberto. “Talvez Djokovic tenha todos os números para ganhar mais Grand Slams. Primeiro, por idade, e então, porque joga bem nas três superfícies”, completou ele.

Com a propriedade de quem entende do assunto, Berasategui afirma que quanto menos erros, melhor para o tênis e para os jogadores. “Aqui, a tecnologia é mais confiável do que em outros esportes, como o futebol. Com isso, tudo melhora muito mais e o jogo se torna mais seguro e mais justo”, conclui Alberto, com a sabedoria de quem já jogou muito tênis nessa vida.


 

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