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Ex-técnico de Daiane dos Santos e da seleção, Oleg Ostapenko, morre aos 76 anos

Oleg Ostapenko estava internado desde o início de maio com problemas pulmonares e renais

Redação Publicado em 03/07/2021, às 12h26

Oleg Ostapenko, ex-treinador da seleção - Transmissão TV Globo
Oleg Ostapenko, ex-treinador da seleção - Transmissão TV Globo

Neste sábado, 3, o ex-técnico da Seleção Brasileira feminina de ginástica artística, Oleg Ostapenko, faleceu em Kiev, na Ucrânia, aos 76 anos. Ele estava internado desde o início de maio, apresentando problemas pulmonares e renais.

A confirmação da morte do treinador foi feita pela técnica Iryna Ilyashenko, amiga de longa data de Oleg Ostapenko, treinadora da Seleção Brasileira e do Cegin, e pela ex-ginasta Daiane dos Santos.

 
 
 
 
 
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"Hoje o dia começou triste, com uma grande dor no coração, nunca é fácil perder alguém que amamos, OLEG você foi mais que um treinador, um segundo pai, um amigo leal, conselheiro para uma vida inteira.... Em meu coração um mix de sentimentos, tristeza, saudade. Felicidade em ter aprendido com a sua sabedoria, gratidão a Deus por termos unidos os nossos caminhos. A Nádia, amada, nós estaremos com você, meus sentimentos em especial a família Ostapenko, e a todos os amigos da ginástica. Obrigado mestre , que você descanse em paz, sua gargalhada fará muita falta. Por conta dos altos custos do tratamento que estava sendo realizado na Ucrânia, uma ex-atleta de Oleg, a ucraniana Iryna Bulakhova, criou uma vaquinha online com a intenção de arrecadar 20 mil dólares", escreveu Daiane.

Como Oleg estava apresentando uma falha renal, ele precisava passar por seguidas sessões de hemodiálise, que tinham um custo unitário de mil dólares. 

Ex-treinador da Seleção Soviética e russa, Oleg Ostapenko foi contratado pela Confederação Brasileira de Ginástica em 2001, e ao lado da sua mulher, Nádia Ostapenko, se mudou para Curitiba.

Ele, inclusive, foi o responsável por criar a seleção permanente de ginástica artística feminina. Foi por conta das suas contribuições, que a ginástica artística feminina do Brasil começou a alcançar resultados inéditos.

Em 2003, por exemplo, Daiane dos Santos conquistou o primeiro título mundial da modalidade, com o ouro no solo em Anaheim, nos Estados Unidos.

Além disso, o país também conseguiu, pela primeira vez, classificar um time todo para as Olimpíadas, nos Jogos de Atenas, em 2004.

Na mesma edição, Daiane dos Santos conseguiu o melhor resultado individual de uma atleta brasileira na modalidade, ganhando o 5º lugar no solo, marca que só foi alcançada por Flávia Saraiva na Rio-2016, mas na trave. 

Foi também, na mesma época, que Daiane dos Santos consagrou o Brasileirinho, e o inédito movimento duplo twist carpado, que entrou para o Código de Pontuação da Federação Internacional de Ginástica (FIG) como Dos Santos.

Oleg se despediu da Seleção Brasileira depois dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, com o melhor resultado por equipes, conquistando o 8º lugar. Depois disso, ele voltou ao Brasil em 2011, para trabalhar no Cegin, clube de Curitiba, onde ficou até 2015. 


 

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