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“Emerson Fittipaldi foi o mais importante piloto do Brasil”, diz Nelson Piquet

Tricampeão mundial de Fórmula 1 diz que Fittipaldi “abriu caminho” para os pilotos brasileiros

Redação Publicado em 08/06/2021, às 09h50

“Emerson Fittipaldi foi o mais importante piloto do Brasil”, diz Nelson Piquet - Transmissão/ TV Brasil
“Emerson Fittipaldi foi o mais importante piloto do Brasil”, diz Nelson Piquet - Transmissão/ TV Brasil

Nelson Piquet considera Emerson Fittipaldi o brasileiro mais importante do automobilismo. Convidado do programa “Sem Censura, da TV Brasil, desta segunda-feira, 7, o tricampeão mundial de Fórmula 1 não poupou elogios para falar sobre o dono de dois títulos da categoria, considerado o responsável por “abrir caminho para outros pilotos”. 

“O Emerson Fittipaldi foi o mais importante piloto do Brasil, porque ele dirigiu a carreira da gente. Ele foi lá foi campeão de Fórmula Ford, campeão de Fórmula 3, foi campeão de Fórmula 1 e abriu esse caminho para todos os brasileiros, eu acho que foram 2 mil, fazer o que ele fez. Logicamente nós tínhamos resultado. Para mim, o que gerou tudo isso no Brasil foi o Emerson”, disse Piquet.

Fittipaldi conquistou o bicampeonato da Fórmula 1 em 1972 e 1974. Piquet levou os títulos em 1981, 1983 e 1987. Também tri da categoria, Ayrton Senna foi campeão em 1988, 1990 e 1991.

Nelson Piquet ainda comentou sobre sua carreira na categoria. Modesto, o tricampeão afirmou que nem se “considerava um bom  piloto”, mas reconheceu que fazia os carros melhores.

“Eu nem me considerava um bom piloto, eu considerava que conseguia fazer os carros melhores, porque eu sempre trabalhei nos carros e eu, antes de entrar na Fórmula 1, nunca tive engenheiro. Eu sempre fazia meus alinhamentos, mas eu sempre achava que todo piloto era melhor do que eu”, avaliou.

Outro tema comentado por Piquet foi a falta de pilotos brasileiros no atual grid da Fórmula 1. Para ele, trabalhar na base é fundamental e apontou o kart como porta de entrada para o automobilismo.

“O nascimento do piloto é no kart. O nosso automobilismo, até este ano, estava muito errado. Os dirigentes estavam muito errados. Graças a Deus nós temos um presidente da confederação novo e que está botando as coisas na linha, e eu estou ajudando, nós vamos botar o foco no kart e em todas as categorias de base para justamente fazer esses pilotos”, disse.

“Tem que começar com oito anos de idade, nas categorias de base, depois ir crescendo, e, se puder, fazer o regulamento daqui igual ao da Europa, para que o piloto saia daqui e vá fazer as provas lá e voltar. Não precisa ir lá direto, para depois competir a partir dos 16, 17 anos na Europa. Isso é um plano que vai acontecer e, sem dúvida, nós vamos conseguir isso”, concluiu.


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