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Drew Brees se desculpa nas redes sociais após criticar protesto contra o racismo

Jogador da NFL mostrou arrependimento de ter se posicionado contra manifestação durante execução do hino

Redação Publicado em 04/06/2020, às 20h08

Brees é jogador dos Saints
Brees é jogador dos Saints - GettyImages

Nesta quinta-feira, 04, o astro da NFL Drew Brees decidiu se desculpar nas redes sociais após criticar os atos de protesto contra o racismo no momento da execução do hino nacional. A atitude foi iniciada por Colin Kaepernick durante os jogos da liga de futebol americano e não agradou ao quarterback dos Saints.

O comentário do jogador recebeu diversas críticas por parte dos torcedores e de astros do esporte. O ídolo Lebron James foi um dos que ironizaram a fala de Brees e criticaram o posicionamento do atleta.

“Gostaria de pedir desculpas aos meus amigos, colegas de equipe, à cidade de Nova Orleans, à comunidade negra, à comunidade da NFL e a qualquer pessoa que eu tenha machucado com meus comentários de ontem”, escreveu Brees em seu Instagram.

“Ao falar com alguns de vocês, parte meu coração saber a dor que causei. Na tentativa de falar sobre respeito, unidade e solidariedade em torno da bandeira americana e o hino nacional, fiz comentários insensíveis e que erraram completamente o alvo sobre os problemas que estamos enfrentando agora como país”, completou.

 
 
 
 
 
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I would like to apologize to my friends, teammates, the City of New Orleans, the black community, NFL community and anyone I hurt with my comments yesterday. In speaking with some of you, it breaks my heart to know the pain I have caused. In an attempt to talk about respect, unity, and solidarity centered around the American flag and the national anthem, I made comments that were insensitive and completely missed the mark on the issues we are facing right now as a country. They lacked awareness and any type of compassion or empathy. Instead, those words have become divisive and hurtful and have misled people into believing that somehow I am an enemy. This could not be further from the truth, and is not an accurate reflection of my heart or my character. This is where I stand: I stand with the black community in the fight against systemic racial injustice and police brutality and support the creation of real policy change that will make a difference. I condemn the years of oppression that have taken place throughout our black communities and still exists today. I acknowledge that we as Americans, including myself, have not done enough to fight for that equality or to truly understand the struggles and plight of the black community. I recognize that I am part of the solution and can be a leader for the black community in this movement. I will never know what it’s like to be a black man or raise black children in America but I will work every day to put myself in those shoes and fight for what is right. I have ALWAYS been an ally, never an enemy. I am sick about the way my comments were perceived yesterday, but I take full responsibility and accountability. I recognize that I should do less talking and more listening...and when the black community is talking about their pain, we all need to listen. For that, I am very sorry and I ask your forgiveness.

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Entenda o caso:

O quarterback do New Orleans Saints, Drew Brees disse não apoiar a forma de protesto dos atletas que se ajoelham em meio ao hino americano como forma de repúdio ao racismo.  Em entrevista ao site Yahoo Finance, o jogador de 41 anos afirmou ser contrário à tal manifestação.

"Eu nunca vou concordar com alguém que desrespeite a bandeira dos Estados Unidos da América ou do nosso país. Deixe-me apenas dizer o que vejo ou o que sinto quando o hino nacional é tocado e quando olho a bandeira dos Estados Unidos. Eu imagino meus dois avós, que lutaram por este país durante a Segunda Guerra Mundial, um no Exército e um na Marine Corp. Ambos arriscando suas vidas para proteger nosso país e tentar tornar nosso país e este mundo um lugar melhor. Então, toda vez que fico com a mão sobre o coração, olhando para a bandeira e cantando o hino nacional, é sobre isso que penso. E, em muitos casos, isso me leva às lágrimas, pensando em tudo o que foi sacrificado", disse.

A luta dos militares foi utilizada pelo jogador para explicar sua posição. 

"Não apenas os militares, mas também os movimentos dos direitos civis dos anos 60, e tudo o que foi suportado por tantas pessoas até esse momento. E está tudo bem com o nosso país agora? Não, não é. Ainda temos um longo caminho a percorrer. Mas acho que o que você faz ali, mostrando respeito pela bandeira com a mão sobre o coração, é que mostra unidade. Isso mostra que estamos juntos nisso, todos podemos fazer melhor e que todos fazemos parte da solução", falou.


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