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Drew Brees critica protestos durante execução do hino nacional e LeBron James ironiza: "Isso é surpresa?"

Quarterback do New Orleans Saints se colocou contrário as manifestações no estilo da feita por Colin Kaepernick

Izabella Macedo Publicado em 03/06/2020, às 17h54

Drew Brees critica protestos durante execução do hino nacional e LeBron James ironiza
Drew Brees critica protestos durante execução do hino nacional e LeBron James ironiza - Instagram

A forma de protesto iniciada por Colin Kaepernick na NFL deu o que falar na época.

Agora, com a onda de manifestações em torno da morte de George Floyd nos Estados Unidos, muitos estão se perguntando se os atletas farão o mesmo ato de Kaepernick para protestar.

O quarterback do New Orleans Saints, Drews Brees disse não apoiar a forma de protesto dos atletas que se ajoelham em meio ao hino americano como forma de repúdio ao racismo.  Em entrevista ao site Yahoo Finance, o jogador de 41 anos afirmou ser contrário à tal manifestação.

"Eu nunca vou concordar com alguém que desrespeite a bandeira dos Estados Unidos da América ou do nosso país. Deixe-me apenas dizer o que vejo ou o que sinto quando o hino nacional é tocado e quando olho a bandeira dos Estados Unidos. Eu imagino meus dois avós, que lutaram por este país durante a Segunda Guerra Mundial, um no Exército e um na Marine Corp. Ambos arriscando suas vidas para proteger nosso país e tentar tornar nosso país e este mundo um lugar melhor. Então, toda vez que fico com a mão sobre o coração, olhando para a bandeira e cantando o hino nacional, é sobre isso que penso. E, em muitos casos, isso me leva às lágrimas, pensando em tudo o que foi sacrificado", disse.

A luta dos militares foi utilizada pelo jogador para explicar sua posição.
 

"Não apenas os militares, mas também os movimentos dos direitos civis dos anos 60, e tudo o que foi suportado por tantas pessoas até esse momento. E está tudo bem com o nosso país agora? Não, não é. Ainda temos um longo caminho a percorrer. Mas acho que o que você faz ali, mostrando respeito pela bandeira com a mão sobre o coração, é que mostra unidade. Isso mostra que estamos juntos nisso, todos podemos fazer melhor e que todos fazemos parte da solução", falou.

A posição indicada por Brees também gerou protesto. Muito ativo nas manifestações antirracismo, LeBron James, astro do Los Angeles Lakers, criticou a postura do quarterback.

"Ah, homem. Isso ainda é surpresa a esta altura? Claro que não. Você literalmente ainda não entende por que Kap se ajoelhou em um só joelho? Não tem absolutamente nada a ver com desrespeito à bandeira dos Estados Unidos e aos nossos soltados, homens e mulheres, que mantêm a nossa terra livre. Meu padrasto foi um desses homens que lutaram pelo bem desse país. Eu perguntei a ele sobre isso e agradeci por todo o seu comprometimento. Ele nunca achou o protesto pacífico de Kap ofensivo porque ele e eu sabemos que o que é certo é certo e o que é errado é errado. Deus abençoe vocês", afirmou LeBron.

Além do astro do basquete, até mesmo os companheiros de Brees se posicionaram contra a fala quarterback. Michael Thomas foi direto na crítica.

"Ele não sabe de nada. Nós não nos importamos se você ou qualquer outra pessoa concorda com isso", disse o companheiro de Brees nos últimos quatro anos.

Emmanuel Sanders, que assinou contrato com os Saints para a próxima temporada, também criticou o novo companheiro.

 

Relembre o gesto

Em 2016, durante um jogo da pré-temporada da NFL entre 49ers e Green Bay Packers, Kaepernick se ajoelhou durante a execução do hino como símbolo de protesto.

Na época, o jogador disse: “não vou me levantar e mostrar orgulho pela bandeira de um país que oprime o povo negro e as pessoas de cor”.

A partir do gesto de Colin, o movimento "Black Lives Matter" (vidas negras importam) foi criado. Depois do seu ato, Kaepernick não conseguiu assinar qualquer contrato depois que foi dispensado pelo 49ers, em 2017, e teve a carreira encerrada.

O gesto, dividiu lados. Apesar de muito apoio, Kaepernick também foi considerado antipatriótico pelos críticos, incluindo o presidente Donald Trump, que usou um palavrão para descrever jogadores que se ajoelharam durante o hino nacional durante um discurso de 2017.

 

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