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Do lucro ao prejuízo: Saiba como o adiamento das Olimpíadas afeta o planejamento do Japão e das delegações

Comitê Olímpico Internacional decidiu adiar os Jogos Olímpicos até, no máximo, o verão de 2021

Gabriela Santos Publicado em 24/03/2020, às 11h55

Vila Olímpica em Tóquio, no Japão
Vila Olímpica em Tóquio, no Japão - GettyImages

As Olimpíadas e Paralimpíadas de Tóquio 2020 foram oficialmente adiadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) na manhã desta terça-feira, 24, por conta da pandemia de coronavírus que o mundo enfrenta no momento. 

A medida foi tomada após uma teleconferência entre o presidente do COI Thomas Bach, e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, para resguardar a segurança e saúde dos atletas olímpicos, técnicos e todos que fariam parte direta e indiretamente dos Jogos do Japão.

O contrato do país-sede com o COI afirma que o Comitê Olímpico Internacional pode optar pelo adiamento da competição (o que, de fato, aconteceu) se "a segurança dos participantes nos Jogos estiver em séria ameaça ou comprometida por qualquer razão". No acordo, são citadas outras condições, como guerras, desordens civis e boicotes. O comunicado oficial divulgado nesta terça não confirma a nova data para as competições, mas informa que deverão ocorrer até o verão de 2021.

“Nas atuais circunstâncias, e com base nas informações fornecidas hoje pela OMS, o Presidente do COI e o Primeiro-Ministro do Japão concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada de Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020, mas o mais tardar no verão de 2021, para proteger a saúde dos atletas, todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos e na comunidade internacional”, diz a nota oficial do Comitê Olímpico Internacional.

Muitos eventos esportivos no mundo também foram adiados para o ano que vem, como a Eurocopa e a Copa América.

Nos últimos dias, o COI foi pressionado pelos atletas e comitês olímpicos dos países que pediam o adiamento da Olímpíada, isso porque, todos os competidores estão impossibilitados de treinar normalmente restando apenas alguns poucos meses para a competição. Em algumas modalidades, o impedimento para os treinamentos é extremamente impactante.

A pandemia do coronavírus afetou significativamente na classificação dos atletas para Tóquio 2020, com inúmeros eventos cancelados. Para se ter uma ideia, no total, apenas oitos das 50 modalidades tiveram todos os classificados conhecidos, e boa parte delas teria torneios de qualificação para os Jogos no início do ano.

O basquete, por exemplo, suspendeu todas as competições por tempo indeterminado, incluindo o Pré-Olímpico Mundial, que seria realizado em junho – um mês antes da Olimpíada. A Federação Internacional de Polo Aquático cancelou o Pré-Olímpico, que ocorreria na Holanda.

O judô também teve todas as suas competições qualificatórias até 30 de abril canceladas, com data-limite de obtenção para pontos no ranking passou para 30 de junho. As competições de classificação no boxe, atletismo, vela e várias outras modalidades seguiram o mesmo caminho.

Com a decisão, os investimentos para a realização da Olimpíada também sofreram impactos, portanto, o orçamento de todos os Jogos terá de ser revisto. O contrato com algumas sedes esportivas também passará por uma renegociação. Outro ponto a ser discutido será a questão dos ingressos e devolução de dinheiro para quem optar por não ir mais aos Jogos em 2021. 

Antes da medida ser tomada, os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 eram tidos como os mais lucrativos da história. Após o anúncio desta terça-feira, 24, agora, a previsão é de que haja um impacto negativo no PIB (Produto Interno Bruto) do país: uma baixa de 1,4%.

Somente em contratos com patrocinadores, por exemplo, o Japão arrecadou US$ 3,1 bilhões (R$ 15,5 bilhões), ao estabelecer parcerias com 65 empresas. Esse valor corresponde a três vezes mais que o recorde anterior, que era de Londres 2012. Porém, agora, o orçamento terá de ser revisto, assim como o contrato com algumas das sedes esportivas.

A expectativa era de arrecadar US$ 800 milhões (R$ 4 bilhões, na cotação atual) com a venda dos ingressos para as competições. O sucesso dos Jogos do Japão pode ser comparado com a comercialização das entradas no Rio 2016, que chegaram ao total de R$ 1,2 bilhão.

Até o momento, os Jogos Olímpicos do Japão já tinham consumido US$ 18,2 bilhões (R$ 91 bilhões). Deste total, US$ 5,6 bilhões (R$ 28 bilhões) foram usados pelo Comitê Organizador e US$ 12,6 bilhões (R$ 63 bilhões) aplicados nas obras de infraestrutura e construção das instalações esportivas.

Com o adiamento da Olimpíada para 2021, o Japão começará a contabilizar os prejuízos. Em um primeiro momento, a principal baixa é referente ao turismo, que foi apontado por especialistas da empresa de serviços financeiros e que patrocina as Olimpíadas de Tóquio, a Nomura Holdings.

Sem a realização dos Jogos na data prevista, o Japão deixa de arrecadar US$ 2,2 bilhões (R$ 11 bilhões) somente com receitas previstas para gastos estrangeiros. O governo do país asiático estimou que 600 mil turistas estariam no país durante a realização das Olimpíadas.

O cancelamento da Olimpíada significaria um rombo de US$ 66 bilhões (R$ 330 bilhões), o equivalente a 1,4% do PIB do Japão. Para sediar os Jogos Olímpicos, o Japão construiu oito instalações permanentes, dez temporárias, além de ter reformado outras 25, como o Estádio Olímpico e o Ginásio Nacional de Yoyog, que foram utilizados em 1964, na primeira vez em que as Olimpíadas foram realizadas no país.

Em toda a história das edições na era moderna (a partir de 1896), os Jogos Olímpicos foram cancelados três vezes, todas por conta de guerras: 1916 (primeira guerra mundial), 1940 e 1944 (as duas edições pela segunda guerra mundial).


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