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Conheça as equipes de Fórmula 1 que foram do céu ao inferno e decidiram voltar a competir após anos fora!

Problemas internos e externos fizeram com que as escuderias deixassem as pistas, mas deram a volta por cima e retornaram no melhor estilo

Redação Publicado em 19/03/2021, às 10h23

Pilotos da Fórmula 1 na pista
Pilotos da Fórmula 1 na pista - GettyImages

Se olharmos para a Fórmula 1 que temos hoje, é difícil de se imaginar que alguma equipe simplesmente deixe de existir.

Grandes patrocínios e parcerias rendem muito dinheiro para cada uma delas, que enxergam na modalidade um ótimo investimento, não havendo motivo algum para desistir.

No entanto, basicamente nos primórdios da categoria, existiram sim escuderias que passaram por algumas dificuldades e tiveram de deixar de competir, voltando assim, após anos fora.

Em 2021, por exemplo, a principal categoria do automobilismo está muito mais classuda com o retorno da inglesa Aston Martin, que assumiu a gestão da RacingPoing.

Essa volta marcou uma temporada de mais de 60 anos, já que a última vez que a fabricante britânica esteve na Fórmula 1 foi no ano de 1960. O piloto inglês Roy Salvadori e o americano Carroll Shelby foram os responsáveis por representar a equipe no cockpit.

Em parceria com a empresa de engenharia britânica David Brown Corporation, a fabricante participou de apenas duas temporadas, em 1959 e no ano seguinte. Os melhores resultados foram dois sextos lugares, no GP da Inglaterra e no GP de Portugal, ambos obtidos em 1959 por Salvadori.

No entanto, a Aston Martin não é a única montadora que voltou a dar as caras no grid de largada após ficar um longo período com os motores silenciosos. 

Existem desde equipes que tiveram uma série de idas e vindas, como a Renault, até aquelas que enfrentaram um processo judicial por conta do nome utilizado pela escuderia.

Por esse motivo, o SportBuzz apresenta aqui quais são as equipes de Fórmula 1 que deixaram as pistas, mas voltaram a competir após anos. Confira:

Alfa Romeo

Carro da Alfa Romeu na Fórmula 1 de 1980 (Crédito: GettyImages)

 

Um carro considerado como histórico, dirigido por um piloto ainda mais histórico ainda e que rendeu os dois primeiros títulos da história da Fórmula 1. No entanto, essa história de sucesso durou apenas duas temporadas.

Ao lado de equipes como a francesa Gordini, a Scuderia Ferrari, que é a única a estar presente em todas as edições de F1 até hoje e OfficineAlfieriMaserati, a AlfaRomeo estava com os modelos 158 e 159 Alfetta no grid de largada do circuito de Silverstone no dia 13 de maio de 1950, data da primeira corrida da Fórmula 1 na história.

Dentre os pilotos que defenderam a equipe estavam Giuseppe "Nino" Farina, o primeiro campeão mundial, e o argentino JuanManuelFangio, que conquistaria a temporada de 1951, além de outros quatro títulos nos anos seguintes.

Porém, depois da dobradinha e do sucesso, a equipe decidiu se retirar do torneio depois da recusa do governo italiano em ajudar a fabricante com os custos do desenvolvimento de um novo carro. 

A montadora só retornaria como uma equipe ao campeonato em 1979, com o nome de Autodelta, a divisão de carros de competição da Alfa Romeo.

Já no início dos anos 1980, os italianos estabeleceram parcerias com a fabricante de cigarros Marlboro e a empresa italiana de moda Benetton, mas não conseguiram repetir os feitos do início da década de 1950.

Sendo afastada da competição desde o final de 1985, a fabricante fechou uma parceria com a equipe suíça Sauber em 2018 e no ano seguinte, a equipe foi rebatizada de AlfaRomeoRacing, com o finlandês Kimi Raikonnen e o italiano AntonioGiovinazzi, que mantiveram os postos para a temporada 2020.

Mercedes-Benz

Carro da Mercedes-Benz em 2021 pilotado por Michael Schumacher (Crédito: GettyImages)

 

Assim como a Alfa Romeo, a montadora alemã teve uma curta e brilhante passagem pela Fórmula 1 no início dos anos 1950. Com JuanManuelFangio, a equipe venceu os campeonatos de 1954 e 1955.

Fangio, que começou o campeonato de 1954 dirigindo uma Maserati, venceu quatro das nove corridas da temporada a bordo do modelo Mercedes-Benz W196, equipado com um motor 1.5 com injeção direta.

No ano seguinte, Fangio venceria quatro das sete corridas do campeonato com o mesmo modelo consagrado na temporada anterior. O argentino ainda conquistaria mais dois títulos, sendo um em 1956 com a Ferrari e outro em 1957 com a Maserati.

Mesmo com tanto sucesso, um carro totalmente produzido pela Mercedes-Benz só retornaria para a Fórmula 1 em 2010, após a equipe obter o controle da Brawn GP, que participou de apenas uma temporada, sagrando-se campeã em 2009 com um motor Mercedes.

Mas a volta foi igualmente em grande estilo.

Com direito a MichaelSchumacher como piloto de testes de luxo de 2010 a 2012, o time conseguiu fazer a sua "Flecha prateada" empilhar títulos. De 2014 para cá, LewisHamilton se tornou o maior campeão mundial, enquanto o alemão NicoRosberg conquistou um título, em 2016.

BMW

Carro da BMW na Fórmula 1 de 2007 (Crédito: GettyImages)

 

A fabricante alemã sediada na cidade de Munique participou do início da Fórmula 1 fornecendo carros para pilotos que competiam individualmente — na época, as regras eram bem menos rígidas e existiam equipes formadas por apenas um representante, que era o dono e piloto do carro.

A montadora só participaria da Fórmula 1 como equipe no ano de 1967, quando fechou uma parceria com a britânica Lola, especialista em fabricar carros de corrida. Pilotado pelo alemão HubertHahne, o modelo de chassi T100 da Lola com motor BMW 2.0 de quatro cilindros não conseguiu pontuar no campeonato.

Depois de mais duas temporadas sem conquistas, a BMW decidiu ficar de fora da F1, mas retornou nos anos 1980 como fornecedora de motores para a Brabham, e o segundo título do brasileiro NelsonPiquet foi com o motor BMW 12 turbo que produzia 860 cv.

Após assumir o controle da Sauber, a montadora alemã retornou para a F1 com uma equipe própria em 2006.

O melhor desempenho aconteceu em 2007, quando a equipe ficou com o vice-campeonato do Mundial de Construtores, sendo representada pelo alemão NickHeidfeld e o polonês RobertKubica.

Neste ano, SebastianVettel, de apenas 20 anos era o piloto de testes da equipe.

Em 2009, a BMW decidiu mais uma vez sair da competição e devolveu os direitos para a Sauber.

Lotus

Carro da Lotus na Fórmula 1 de 2011 (Crédito: GettyImages)

 

Uma das mais tradicionais equipes da F1, a Lotus está na memória afetiva dos brasileiros por ser o carro que deu um título para Emerson Fittipaldi em 1972, além da primeira vitória de Ayrton Senna, no GP de Portugal, em 1985.

Sediada no Reino Unido, a equipe fez sua estreia no campeonato em 1959 e permaneceu por quase três décadas e meia no grid de largada. Nesse período, conquistou sete Mundiais de Construtores e 73 vitórias.

No início dos anos 1990, a equipe fechou uma parceria com a Lamborghini para a fabricação dos motores, mas os resultados não vieram. No início de 1995, a Lotus anunciou sua retirada da Fórmula 1.

Depois de 16 anos, em 2009, um grupo sediado na Malásia anunciou o retorno da equipe, mas isso acabou gerando uma confusão que foi parar nos tribunais.
 
Acontece que o nome da equipe foi alvo de disputa entre os malaios e a Genii Capital, empresa de investimentos que comprou o time Renault na F1 no final de 2009 e tinha a intenção de rebatizar a equipe para Lotus Renault GP.
 

Em 2011, o campeonato mundial contou com duas Lotus, a do Team Lotus, da Malásia, e a Lotus Renault GP, sediada no Reino Unido, e que teve BrunoSenna como um de seus pilotos.

No início de 2012, o Team Lotus da Malásia foi rebatizado com o nome Caterham e a Lotus de motor Renault tornou-se a única herdeira da tradicional equipe.

Mesmo com todo esse esforço, a equipe passou por uma grave crise financeira em 2015 e ao final do ano foi comprada novamente pela Renault. Em algumas das últimas temporadas, os franceses homenagearam os carros marcantes da Lotus, com pinturas em preto e dourado.

Renault
 
Carro da Renault pilotado por Fernando Alonso em 2006 (Crédito: GettyImages)
 

Mais conhecida pelos motores que renderam parcerias históricas, a história da Renault também é marcada pelas idas e vindas de sua equipe.

Herdeira da Gordini, que foi anexada pelo grupo Renault nos anos 1960, a equipe de Fórmula 1 estreou na temporada de 1977, com um motor 1.5 turbo, uma novidade para a categoria.

Depois da chegada de Alain Prost, em 1981, a equipe conquistou sua primeira vitória no GP da França de 1982 e conquistou um vice-campeonato no ano seguinte, quando Prost ficou atrás de NelsonPiquet.

A temporada de 1985 foi a última da Renault após uma sequência de nove anos. Com o sucesso como fornecedora de motores, a fabricante francesa decidiu retornar como equipe no início dos anos 2000.

Com o italiano JarnoTrulli e o inglês JensonButton, a Renault voltou às pistas em 2002 com a pintura azul e amarela, que mais tarde consagraria os dois campeonatos de Fernando Alonso, em 2005 e 2006.

O ponto mais baixo da equipe ocorreu em 2009, quando o brasileiro NelsinhoPiquet assumiu que teria batido de propósito durante o GP de Cingapura do ano anterior. A ordem foi emitida pelo diretor da equipe, Flavio Briatore, para beneficiar Alonso. 

Como resultado, Briatore foi banido da F1 pela FIA (Federação Internacional do Automóvel) e a equipe foi vendida para a Genii Capital.

Depois do pouco tempo de retorno da Lotus, a Renault retomou suas atividades em 2016. No ano passado, o australiano DanielRicciardo e o alemão NicoHulkenberg representaram a equipe.

Honda

Carro da Honda na Fórmula 1 de 2006 (Crédito: GettyImages)

 

A montadora foi a primeira asiática a participar da categoria, na temporada de 1964, com o modelo RA271, pintado com as cores da bandeira do Japão, e motor V12 1.5.

No ano seguinte, o time japonês conquistou a sua primeira vitória. O americano Richie Ginther ficou com a primeira posição no GP do México, que encerrou a temporada de 1965.

O último ano da Honda na F1 da década de 1960 foi marcado por uma tragédia.

Durante um Grande Prêmio em sua terra natal, o francês Jo Schlesser derrapou na curva Six Frères e morreu após o seu carro sofrer um incêndio por conta da colisão.

A fabricante voltou como time em 2006, depois de adquirir os direitos da BAR (equipada com os motores japoneses nas temporadas anteriores).

 Rubens Barrichello e Jenson Button foram os pilotos selecionados para representar a equipe, conseguindo a quarta colocação no Mundial de Construtores daquela temporada.

O ano de 2008 foi o último da Honda. Ao final, Barrichello e Button permaneceram na recém-formada Brawn GP, que adquiriu a equipe japonesa.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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