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Capitão da Seleção Brasileira de futsal, Rodrigo lamenta derrota e revela que foi seu último Mundial: "Não vai dar para outra"

Rodrigo contou que aos 37 anos, quando chegar a data do próximo mundial pela Seleção Brasileira, vai estar com a idade avançada

Redação Publicado em 30/09/2021, às 08h41

Rodrigo, capitão da Seleção Brasileira de futsal durante a disputa do Mundial - Thaís Magalhães/CBF/Flickr
Rodrigo, capitão da Seleção Brasileira de futsal durante a disputa do Mundial - Thaís Magalhães/CBF/Flickr

Nesta quarta-feira, 29, não deu para a Seleção Brasileira diante da Argentina na semifinal do Mundial de Futsal. Se isso não era notícia triste o bastante, a disputa pelo terceiro lugar, neste domingo, 3, também vai marcar a despedida do capitão Rodrigo da camisa amarela.

Depois da derrota por 2 a 1 para a Argentina na semifinal, na cidade de Kaunas, Rodrigo, que hoje está com 37 anos, revelou que não tem a intenção de jogar o próximo Mundial de Futsal, que agora acontece apenas em 2024.

Sendo o jogador mais antigo da atual Seleção Brasileira, ele reforçou que é hora de dar oportunidade a novos atletas, além de estar com uma idade mais avançada quando a próxima competição chegar.

"Acho que não vai dar para outra, já vou estar com 40 anos em 2024. Desde que eu perdi o Mundial de 2016, eu abdiquei de tudo para estar aqui. Abdiquei de família, abiquei da minha vida... Tudo para ter outra chance. Futsal é cruel demais. Acho que posso ajudar de alguma maneira, mas creio que no próximo Mundial eu estou fora. A gente tem que abrir espaço para os novos", disse depois do jogo.

Com o Brasil fora, nesta quinta-feira, 30, Portugal e Cazaquistão fazem a outra semifinal, às 14h (horário de Brasília), que terá transmissão do canal da TV fechada, pelo "SporTV2".

Assim, quem sair vitorioso dessa, encara a Argentina na grande final, neste domingo, 3, às 14h (horário de Brasília), e quem perder será o adversário do Brasil na disputa pelo terceiro lugar, que acontece no mesmo dia, mas às 12h (horário de Brasília).

Contando com este, Rodrigo disputou seu terceiro Mundial. Campeão em 2012, na Tailândia, e eliminado nas oitavas de final em 2016, na Colômbia, o jogador acredita que a partida contra a Argentina foi a melhor exibição do Brasil na Copa do Mundo da Lituânia.

"Acho que essa foi a melhor apresentação do nosso time, mas acho que o esporte não vive só de criar chances. A Argentina foi feliz e fez os gols e é assim que o futsal funciona. A seleção faz um grande Mundial, Marquinhos conseguiu colocar o Brasil entre as quatro melhores do mundo em apenas 50 dias e espero que a CBF siga com a gente", avaliou.

Já sobre os jogadores que vão ficar na seleção depois que parar, o capitão desejou sorte, em especial para revelação Leozinho, jogador mais jovem convocado por Marquinhos Xavier, e seu colega de Sorocaba.

"A Seleção Brasileira passa por um longo processo, com a CBF nós estamos vivendo uma nova vida e o meu sonho era levantar uma taça como capitão. Não sei o que vai ser para frente. Que os caras novos como o Leozinho consigam o que não consegui, que é ser bicampeão, tricampeão... Queremos ver o futsal brasileiro no topo novamente", finalizou o jogador.


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