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Ativista chinês diz que Peng Shuai não está segura

Advogado e ativista dos direitos humanos, Teng Biao diz que Peng Shuai “está sob o controle das autoridades” e apoia boicote aos Jogos de Inverno

Redação Publicado em 09/12/2021, às 21h21

Ativista chinês diz que Peng Shuai não está segura - GettyImages
Ativista chinês diz que Peng Shuai não está segura - GettyImages

Teng Biao, advogado, jurista e ativista dos direitos humanos, se manifestou sobre o caso da tenista Shuai Peng, de 35 anos, que acusou o ex-vice primeiro-ministro da China, Zhang Gaoli, de abuso sexual e tem seu paradeiro desconhecido. Em declaração à “CNN”, o chinês afirmou que a atleta não está segura em seu país.

Durante a entrevista à emissora, Biao pediu para que o mundo “priorize os princípios morais” e mostrou apoio ao boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecem no ano que vem, em Pequim. Estados Unidos e Austrália já anunciaram boicote diplomático às Olimpíadas em meio ao caso da tenista. 

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Claro que ela não está segura e não está bem porque está sob controle das autoridades chinesas. Ninguém sabe onde ela é mantida. O mundo deve priorizar os princípios morais e a liberdade em relação ao poder econômico”, disse Biao.

Em meio à conduta da China a respeito da segurança da tenista Shuai Peng, a Federação Internacional de Tênis (ITF) decidiu cancelar todos os eventos do esporte no país em 2022. Antes, a WTA já havia tomado a mesma decisão e reforçou a necessidade de ter fontes verificáveis sobre o paradeiro da atleta.

Ativista chinês diz que Peng Shuai não está segura (Crédito: GettyIMages)

 

Entenda o caso

A tenista chinesa, de 35 anos, publicou uma mensagem no Weibo, rede social da China semelhante ao Twitter, alegando ter sofrido abuso sexual de Zhang Gaoli, 40 anos mais velho que ela, ex-vice-primeiro-ministro. Em carta aberta, Peng Shuai disse ter sido forçada a manter relações sexuais com o ex-dirigente há três anos.

Desde então, o paradeiro da atleta é desconhecido. Naomi Osaka, Novak Djokovic e Chris Evert foram alguns nomes do tênis, além de países como França e Estados Unidos, que cobraram Pequim sobre a atual situação da tenista campeã de Roland Garros em 2014.

No início de novembro, a imprensa local divulgou vídeos de Peng Shuai em um restaurante em Pequim e participando de um torneio de tênis organizado na capital. No domingo, 21, a tenista alegou, em conversa por videoconferência com Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), estar “a salvo em sua casa em Pequim” e ainda pediu que “sua privacidade seja respeitada”.

Diante do caso, a WTA se manifestou pedindo que a acusação da ex-número 1 do mundo nas duplas deveria ser investigada corretamente. A WTA chegou a ameaçar suspender sua relação com a China diante das aparições não verificáveis da tenista. A decisão foi tomada posteriormente. O governo chinês alegou que o caso tomou proporções “exageradas”.


 

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