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Colunistas / Olimpitacos » 8 mil km de distância

Surfista encontra nas Filipinas prancha que perdeu no Havaí há dois anos

Doug Falter viu o strep quebrar quando pegava onda em Waimea Beach

Redação Olimpitacos Publicado em 26/08/2020, às 13h27

Doug Falter divulgou um montagem de como era a prancha e como Giovanne (à esquerda) encontrou
Doug Falter divulgou um montagem de como era a prancha e como Giovanne (à esquerda) encontrou - Reprodução/Instagram

Doug Falter é fotográfo, mas um dos seus hobbies favoritos é pegar onda. No dia 3 de fevereiro de 2018, ele estava surfando em Waimea Beach, no Havaí, quando o strep, a cordinha que prende a prancha no pé do surfista, quebrou e ele viu a prancha se perder no mar.

"Nadei o máximo que pude para tentar encontrá-la. Corri de uma extremidade da Baía de Waimea até o outro lado, escalei as rochas para ver se conseguia localizá-la, procurei até anoitecer. Fiquei muito chateado porque consegui pegar as maiores ondas da minha vida nessa prancha. É por isso que significou tanto para mim. Minha esperança era que um pescador pudesse encontrá-la. Ouvi dizer que Kauai era um possível ponto de aterrissagem para pranchas perdidas como a minha. Sem nunca ter ouvido falar de ninguém, imaginei que estava perdida no mar", relatou em sua conta no Instagram.

Para surpresa de Falter, a sua prancha foi encontrada nas Filipinas, a 8 mil km de distância de onde ela desapareceu inicialmente, após dois anos. O shaper Lyle Carlson, responsável por fazer a prancha, foi procurado pelo homem que a encontrou no litoral asiático e avisou o fotográfo da novidade.

 
 
 
 
 
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- Feb 3rd 2018 I remember I counted seven good rides that session. After catching so many waves I finally wiped out on one and my @lylecarlsonsurfboards board floated away after the leash came off my ankle at around 6:00 pm. I swam as hard as I could to try and get to it. I ran from one end of Waimea Bay across to the other side and scaled the rocks trying to get a visual until it was completely dark. I was really upset as I managed to catch the biggest waves of my life on this board. Thats why it meant so much to me. My hope was that a fisherman might find it. I heard Kauai was a possible landing spot for lost boards like mine. Having never heard from anyone I figured it was lost at sea. Fast forward to a couple weeks ago. @lylecarlsonsurfboards posted about a man finding my board in the Philippines and contacting Lyle via Facebook. Mind you- This is 5,200 miles away! Apparently he bought it from a fisherman to learn how to surf. As bummed as I was when I lost it, now I am happy to know my board fell into the hands of someone wanting to learn the sport. I couldn’t imagine a better ending to this story than to see the sport of surfing begin in a place where nobody surfs. If it weren’t for travel restrictions I would have raised money to bring boards for learning and surf supplies and be on a plane to go and visit Giovanne. I could teach him how to surf and hopefully a few of his 144 students. He is in charge of a school on the islands where my board is and i’m sure some of the kids would love to learn. I guess this means for now the most I can do is raise money to send him a goodie package with wax, leashes, books and magazines for his students to learn english. I just priced out shipping for a box big enough for a couple surfboards and it was 600 USD to go almost all the way to where he is. So at the very least for now I want to send the necessities. We are at about 1,000 dollars. Every penny will go to this cause and Im so excited to put a package together! Thank you to everyone who has donated. It means so much! Link to donate in Bio🏄 Photo - @jdbaluch

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"Aparentemente, ele comprou de um pescador para aprender a surfar. Por mais chateado que eu estivesse quando a perdi, agora estou feliz em saber que minha prancha caiu nas mãos de alguém que queria aprender o esporte. Eu não poderia imaginar um final melhor para esta história do que ver o surfe começar em um lugar onde ninguém surfa", comemorou.

O homem que encontrou prancha se chama Giovanne e trabalha como professor. "Se não fosse pelas restrições de viagem, eu teria levantado dinheiro para levar pranchas e outros equipamentos, e estaria em um avião para visitar Giovanne. Eu poderia ensiná-lo a surfar e, com sorte, alguns de seus 144 alunos. Ele é responsável por uma escola na ilha e tenho certeza de que algumas crianças adorariam aprender", afirmou Falter.

Porém, mesmo sem poder viajar, ele organizou uma 'vaquinha virtual' para levantar fundos para enviar equipamentos de surfe para Giovanne e seus alunos nas Filipinas.

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