Sportbuzz
Facebook SportbuzzTwitter SportbuzzYoutube SportbuzzInstagram SportbuzzTelegram Sportbuzz
Testeira
Mercado da Bola » LIVRE!

Dedé consegue rescisão de contrato com o Cruzeiro após liminar e está livre no mercado!

Zagueiro conseguiu o recurso após diversas tentativas, e agora pode assinar com qualquer clube

Redação Publicado em 22/02/2021, às 13h16

Dedé comemorando gol pelo Cruzeiro
Dedé comemorando gol pelo Cruzeiro - GettyImages

Nesta segunda-feira, 22, o zagueiro Dedé conseguiu, por meio de uma liminar, a rescisão do seu contrato de trabalho com o Cruzeiro após decisão da Justiça do Trabalho. Agora, o jogador está livre para acertar com qualquer clube que o interesse.

A decisão do juiz Fábio Gonzaga de Carvalho, da 48ª Vara do Trabalho, diz que o Cruzeiro não apresentou negativa à reclamação de Dedé sobre os atrasos no repasse do FGTS, o que permitiria a rescisão do contrato de trabalho.

Por conta do atraso no repasse do FGTS, a Justiça ainda declarou a "Mora contumaz" do Cruzeiro no caso. Há ainda determinação para que a Federação Mineira de Futebol e a CBF sejam oficiadas sobre a decisão.

Em resposta aos pedidos de Dedé, o Cruzeiro havia pedido a extinção do processo, sem a resolução do caso. Na argumentação, o clube citou o polêmico episódio da sarrada, quando o jogador passava por um processo de recuperação no joelho direito.

O contrato do jogador com o Cruzeiro era válido até dezembro deste ano.

O processo

Dedé vinha de algumas decisões desfavoráveis no processo. O jogador teve seu mandado de segurança indeferido e ainda foi determinado a pagar R$ 277.813,33 pelos custos processuais.

O valor foi calculado em cima de R$13.890.666,70, parte dos mais de R$ 35 milhões pedidos pelo zagueiro em sua ação inicial na Justiça do Trabalho.

A decisão do desembargador Paulo Maurício Ribeiro Pires foi em resposta ao mandado de segurança impetrado pela defesa de Dedé. O jogador já havia tido uma liminar negada e uma manutenção dessa liminar na ação contra a Raposa.

Nele, o jogador argumentou ilegalidade na decisão que indeferiu seu pedido liminar de rescisão. A defesa citou que decisão o condenou a "Permanecer como um escravo".

Ainda na argumentação, Dedé afirmou que sequer uma audiência foi designada pelo caso e continua sendo prejudicado já que o Cruzeiro.

A defesa do atleta ainda acrescentou, segundo o site "Globo Esporte" que ele está "Privado de exercer sua profissão, privado de prover seu sustento e de sua família, e é obrigado a ver seu condicionamento físico e técnico se deteriorar, enquanto não lhe é permitido encontrar um novo Clube para trabalhar."

Em resposta às argumentações, a Justiça destacou que "Há vasto conjunto probatório a ser examinado no caso, que por certo sub judice contém particularidades não noticiadas na presente ação de segurança", algumas possíveis de se extrair da petição inicial.

O que Dedé pediu

Na petição inicial, o jogador alega que está com 10 meses de salário em atraso "Referente ao fraudulento contrato de cessão e uso de imagem" (R$ 300 mil mensais), além de seis meses sem receber de salários fixos na carteira (R$ 450 mil mensais) e mais quatro meses sem receber o depósito do FGTS.

Na tabela apresentada, somente de atrasados salariais do Cruzeiro, contando os direitos de imagem, são R$ 13.782.000 em atrasos com o jogador. De 13º atrasado, Dedé cobra R$ 1,032 milhão e mais R$ 1.045.333,32 sobre férias.

Dedé também aponta o detalhamento dos atrasos salariais ainda de 2019, ano do rebaixamento do clube.

Em 2019, ainda de acordo com a publicação, o Cruzeiro passou a não pagar integralmente Dedé no mês de maio. Até agosto, do salário de R$ 668 mil mensais, foram depositados R$ 420 mil e nenhum valor passou a ser depositado a partir de setembro.

Com o aumento salarial no ano passado, a remuneração pulando para R$ 750 mil mensais, Dedé recebeu dentro do teto estabelecido (R$ 150 mil) entre janeiro e fevereiro. Depois disso, novamente os atrasos salariais ocorreram.

Com relação aos recolhimentos de FGTS, segundo a defesa de Dedé, não houve recolhimentos no período entre maio e dezembro de 2019, nem entre julho e dezembro 2020.

Segundo ele, houve apenas recolhimentos parciais entre janeiro e junho de 2020. Somados os depósitos atrasados em relação aos salários chegam a R$ 704.400. O zagueiro ainda cobra R$1.053.658,66 de FGTS em relação a direitos de imagem, valor fora da carteira de trabalho.

Dedé ainda pede R$ 10,5 milhões a título de cláusula compensatória "em decorrência da rescisão indireta do contrato de trabalho por culpa exclusiva da Reclamada (atraso nos salários –mora contumaz configurada)".


 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 

 

Receba notícias do SportBuzz no WhatsApp! Para fazer parte do canal CLIQUE AQUI!