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Thomas Almeida manda recado direto para Sean O'Malley: "Quando a mão entrar, ele não vai aguentar"

Brasileiro mira uma boa performance para retomar a confiança e promete manter estilo agressivo

Redação Publicado em 25/03/2021, às 08h48

Thomas Almeida, lutador de UFC
Thomas Almeida, lutador de UFC - GettyImages

ThomasAlmeidaestá tendo que lidar com o gosto amargo da ausência de vitórias. O brasileiro, que durante anos construiu a carreira com nocautes impressionantes, passa por uma situação delicada e não vence desde novembro de 2016.

Somando três derrotas consecutivas no cartel, ele busca a redenção contra Sean O'Malley, tratado como prodígio no Ultimate, neste sábado, 27, no UFC 260, em Las Vegas, Estados Unidos.

Da mesma forma como aconteceu com Thominhas, quando derrotado pela primeira vez na carreira, em maio de 2016, por Cody Garbrandt, O'Malley perdeu sua invencibilidade contra Marlon Vera, no ano passado.

Por conta disso, é possível que o americano tenha ficado com a confiança abalada, mas vale levar em consideração a lesão no tornozelo, que pode ter contribuído para o revés.

O brasileiro prega respeito ao adversário, mas confia em seu poder de nocaute, já que venceu 17 de seus 22 combates desta maneira, para despachar o rival.

"Sinceramente, eu encaro que tenho que estar preparado como se ele estivesse faminto, que nem louco para cima de mim. E vou para cima dele dessa maneira. É ficar tranquilo, ditar o ritmo da luta conforme eu mande. É ter tranquilidade no meu jogo, a confiança que criei no meu jogo no dia a dia de treinamento. Quando mão entrar, a sequência entrar, ele não vai aguentar, não. (...) Isso (nocaute) faz falta demais, é o que mais gosto. Acordo de manhã pensando nisso, é o que me motiva a ir na academia para treinar mais, às vezes, estou cansado, de dieta, mas vou trabalhar mais forte, mais duro, para sentir essa sensação", disse em entrevista ao "Combate".

Sendo pressionado pela vitória, Thominhas buscou um lado positivo do atual momento e acredita que caso supere O'Malley, um dos atletas mais talentosos da nova geração, poderá ser um sinal de que se reinventou no octógono.
 
"É uma oportunidade... Sinceramente, na fase que estou, preciso trazer uma vitória, mostrar quem é o Thomas novamente, impor meu ritmo, soltar o jogo, ficar tranquilo, com a cabeça boa e deixar fluir. Uma vitória sobre o O'Malley, que é conhecido, é muito melhor, mas nesse momento preciso de uma vitória, mostrar quem eu sou. Venho treinando bastante, é o que está focado na minha cabeça. Pressão sempre vai ter, não tem como falar que não, que é mentira. Quero vencer, a pressão que eu ponho em mim é boa. Equilíbrio sempre, mas me faz treinar, acordar cedo, batalhar pelo que eu quero. Essa luta não vai ser diferente, quero ir lá, ganhar, mostrar a minha evolução. É meu objetivo", apontou.
 
Sobre a má fase, ele conta que fatores como perda de confiança e lesões, inclusive, ele teve um descolamento de retina que o impediu de atuar em 2018 e 2019, foram os principais pontos. Ele, no entanto, prevê um ano mais promissor, pelo menos, no quesito assiduidade.
 
"É um acúmulo de coisas: lesão, muito tempo sem lutar, falta de confiança, várias coisas... tudo no lado psicológico. Eu me botei no caminho, fiz adaptações, encarei de frente e voltei a competir no jiu-jítsu, o que é permitido. Estar sempre se testando, treinando forte... Tenho certeza que soma na hora da competição de verdade, que é a luta no UFC. Vocês vão ver um Thominhas agressivo como sempre. Na última luta, tive falta de confiança. Isso faz parte do processo, estou mudado, pode ver no meu dia a dia de treinamento. É ir pra frente, ser preciso e muito agressivo, esse é o Thominhas que vocês vão no sábado. Quero lutar o máximo que eu puder este ano para pegar o ritmo de volta", contou.

 

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