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Lutas / MMA » FAZENDO HISTÓRIA

Lutadora Mackenzie Dern relembra início no Jiu-Jitsu e fala sobre futuro no UFC

A lutadora também falou sobre a influencia do pai, o brasileiro Wellington “Megaton” Dias, e sobre a relação com Dana White

Isabelly Cristaldo Publicado em 23/07/2020, às 12h15

Mackenzie conversou exclusivamente com o SportBuzz
Mackenzie conversou exclusivamente com o SportBuzz - Divulgação / UFC

Mackenzie Dern é uma lutadora, de 27 anos, que iniciou a carreira no jiu jitsu e atualmente brilha no MMA, na categoria peso-palha.

Nascida no Arizona, nos Estados Unidos, a atleta é filha do faixa preta brasileiro Wellington “Megaton” Dias, e se divide entre Brasil e EUA. Hoje em dia é casada com o surfista profissional Wesley Santos, com que teve a pequena Moa Dern.

Em bate papo exclusivo com o SportBuzz, a lutadora contou como Megaton influenciou sua carreira na luta, relembrou sua jornada como atleta e deu detalhes do futuro no MMA e UFC. Confira:

COMEÇO DA CARREIRA

“Comecei no jiu jitsu com três anos por causa do meu pai, ele tem academia desde que eu nasci. Então, ao invés de contratar uma babá, ele me levava para academia, para acompanhá-lo, e eu fui pegando interesse pelo esporte. Ver ele perdendo peso, competindo, treinando, sempre vi isso. Sempre o vi como um super-herói, uma celebridade”, contou ela.

Desde de muito jovem, Dern já era destaque em competições adultas de Jiu Jitsu e comentou qual foi o ano mais importante de sua carreira nessa arte marcial.

“2015 eu conquistei tudo que poderia conquistar. Eu ganhei todos os mundiais possíveis do meu esporte, então foi muito legal, fiquei muito feliz. Senti que tudo que eu tinha focado, tentando evoluir, deu certo naquele ano.”

Apesar de ter muito destaque no Jiu Jitsu, Mackenzie Dern decidiu que gostaria de enfrentar novos desafios e se lançou no MMA. A lutadora explicou que a decisão foi natural, mas que no início não teve apoio de seu pai, que foi seu coach durante toda sua carreira.

“Eu sempre quis ser lutadora, mas nunca pensei em MMA. Sempre fui contra, meu pai me falava também: ‘Olha tudo que a gente tem, não precisa disso (dinheiro)’. Eu realmente sou muito grata por tudo que a gente tem, conheci vários países, pessoas, culturas, amigos, e tudo isso por causa do jiu jitsu. Então, o MMA nunca foi por causa de dinheiro. Meu pai sempre foi contra tomar soco na cara, e eu também era por causa dele”, afirmou ela.

“Eu tinha começado a treinar MMA para ter mais um cardio para treinar para os campeonatos de jiu jitsu. Fora isso, o pessoal da academia também vivia me perguntando se eu não tinha interesse, foi bem na época em que a Ronda Rousey estava com muito destaque. Eu já tinha conquistado tudo, então pensei em levar o jiu jitsu para o MMA. Quando contei para o meu pai ele disse: ‘Minha filha, não faça isso, você vai tomar soco na cara’. Eu falava que ia dar tudo certo, mas até minha segunda luta no UFC ele não apoiava. Só depois disso ele foi ver minhas lutas ao vivo, acreditou no meu potencial.”

Caption

 

UFC

A atleta também revelou que logo que anunciou sua entrada no MMA, foi procurada pelo UFC e que sentiu que a organização acreditou em seu potencial.

“Assim que eu anunciei que ia lutar MMA, o UFC entrou em contato. Eu acho que eles viram muito potencial e quiseram investir em mim. Mas foram muito bons, porque assinei contrato, mas fiquei liberada para poder lutar em outras organizações. Meu pai tinha medo deles me enxergarem somente como máquina de dinheiro, me colocarem em qualquer luta, mas não foi assim.”

Sobre seu relacionamento com Dana White, mandatário do UFC, Dern fez elogios:

O Dana é muito aberto, mas ele é um cara muito ocupado né. Todo mundo está sempre querendo chamar atenção dele, mas o melhor jeito é fazendo um bom show. Sempre que a gente se destaca, ele faz questão de dar os parabéns, de vir conversar. A gente não conversa muito, mas às vezes nos falamos pelas redes sociais.”

Apesar de não ter uma longa carreira no UFC, Mackenzie classificou sua primeira luta como a mais especial até o momento.

“A luta de MMA que eu mais gostei foi a que disputei no Rio de Janeiro, em 2017. Foi muito especial lutar no Brasil, pelo Brasil, contra uma gringa. Eu ainda ganhei com uma finalização, quase um mini nocaute, então também pude ver que tenho força no meu soco, foi muito legal.”

A atleta não foi escalada para nenhuma luta em Abu Dhabi, na Ilha da Luta, mas afirmou ter gostado da iniciativa e disse que a organização está tomando todos os cuidados possíveis contra o novo coronavírus.

“Mas eu acho uma iniciativa muito legal, acho que o UFC está de parabéns. É bom para o nosso esporte, para os nossos atletas, ganham bastante destaque. Por tudo que eu vi e passei com eles, eles estão muito rígidos no processo todo, muitos testes e todo mundo de máscara. Por exemplo, quando chegamos em Vegas, já temos que ficar de quarentena. Acho que estão fazendo um ótimo trabalho.”

MATERNIDADE

A peso-palha se tornou mãe em 2019 e surpreendeu diversos comentaristas e entusiastas da luta, ao voltar ao octógono quatro meses após o parto.

“Minha filha acabou de fazer um ano, é uma loucura, passa muito rápido. Mas acredito que foi muito bom (essa pausa). Eu treino desde que tenho três anos de idade, então os nove meses que fiquei parada devido a gravidez foi bom para sentir saudades e para dar um descanso também. A gente se sobrecarrega também, por estar sempre de dieta, treinando, lutas, foi bom sentir outro tipo de vibe.”

“Marquei história só de voltar quatro meses após o parto. Eu não conheço nenhuma mulher que voltou tão cedo assim. Mas é louco, porque na época eu não senti que foi rápido demais, hoje em dia eu vejo que foi. Atualmente eu vejo que meu corpo melhorou muito, antes eu estava amamentando, não que isso seja desculpa, mas meu corpo era outro”

Mackenzie Dern, Wesley Santos e Moa Dern Santos - Arquivo Pessoal

 

A morena contou como a relação com a filha mudou sua vida e inclusive sua maneira de encarar a carreira.

“Querendo ou não, era um pouco egoísta, pensava sempre em mim e no que era melhor para mim. Hoje em dia não, tenho que pensar na minha família, meu marido e minha filha. Acho que me tornou uma atleta muito mais focada e madura, agora é muito difícil me abalar.”

Mackenzie Dern, Wesley Santos e Moa Dern Santos - Arquivo Pessoal

 

Sua primeira luta e primeira derrota no octógono foi após o nascimento da pequena Moa, contra a brasileira Amanda Ribas. Apesar da derrota, Mackenzie afirmou que não se arrepende de ter voltado.

“Meu empresário até questionou se eu queria voltar mesmo, mas eu quis. Acho que é muito mais força na cabeça do que no corpo. Preferia voltar logo, mesmo se fosse perder. Eu me arrisquei e não me arrependo da minha escolha. Estou feliz pelo o que conquistei e superei.”

LIGAÇÃO COM O BRASIL

Filha de pais brasileiros, Mackenzie também revelou que tem uma boa relação com o Brasil e que até pensa em voltar a morar no país um dia.

“Eu amo o Brasil, tanto que quando estava na escola nunca fui aceita como 100% americana. Então, sempre tive esse contato com o país. Desde pequena gostava de ir para lá, sempre passei todas minhas férias aí. Cheguei a morar com minha avó aos 16 anos e até converso com meu marido, que é brasileiro também, de um dia voltar. A gente está aqui (na Califórnia) mais pela facilidade dos nossos esportes, e também pela segurança”.

FUTURO NO ESPORTE

Agora, Dern se prepara para a próxima luta, em setembro, e diz que seu objetivo é continuar fazendo história.

“Minha próxima luta é dia 19 de setembro. Estou treinando muito, e agora meu foco não é só ganhar, quero fazer história.Quero mostrar uma luta irada e conquistar um cinturão.”


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